quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MOVIMENTO MODERNISTA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XX

O movimento Modernista apareceu no princípio deste século XX,
após a 1ª Grande Guerra Mundial (1914-1918).

A sucessão dos fatos históricos que mudaram a face da Humanidade teria de influir, logicamente,
na mudança do universo estético.

Na Europa, com maior ênfase na França e na Itália, o movimento modernista foi típico de após-guerra.
As gerações que surgiram então encontraram tudo destruído.
Sentiram necessidade de fazer algo pela criação de um mundo novo, para substituir aquele que,
melancolicamente, se esboroava.

Dai romperem, como conseqüência natural, as correntes renovadoras, inclusive na literatura.

O movimento não era endereçado, de maneira direta, a nenhuma escola literária.

Atingia a todas aquelas que estavam comprometidas com os padrões tradicionalistas.

Quais foram os pródromos do Modernismo?

Segundo o ensaísta e poeta Gilberto Mendonça Teles, "desde que, em 1905,
Pablo Picasso se encontrou com Apollinaire, pintores e poetas - entre estes Max Jacob,
André Salmon, Cendrars, Reverdy e Cocteau - começaram a integrar uma frente única,
a vanguarda que, em 1909,
já era conhecida pelo nome de Cubismo, na pintura, e, a partir de 1917, também na literatura".

Apollinaire (1880-1918) é o mais importante poeta do Cubismo,
ou da literatura francesa da 1ª Guerra (Guillaume Apoilinaire).

Em 20 de fevereiro de 1909, "Le Figaro" publicou o primeiro manifesto futurista
de Filippo Tommaso Marinetti (1876-1944), "criando ruidosamente o movimento artístico
mais famoso entre o simbolismo e a grande guerra .

Exerceu, ele, grande influência em quase todas as literaturas modernas,
com seus inúmeros (mais de trinta) manifestos sobre literatura, pintura, escultura, música,
arte mecânica. mulher, moral, luxúria, etc., conforme depoimento de Gilberto Mendonça Teles.

Isto sem contar "com suas conferências e suas polêmicas,
além de ruídos e escândalos em torno de sua pessoa (inclusive no Brasil')".

Marinetti nasceu no Egito, mas pode ser considerado um italiano de formação cultural francesa.
Estudou na Sorbonne, "freqüentando as boêmias intelectuais e fazendo grandes amigos
entre decadentes e simbolistas empenhados na teoria do verso livre, de que logo se fez adepto".

O "Manifesto Técnico da Literatura Futurista" foi publicado em Milão, a 11 de maio de 1912.

Em 11 de agosto do mesmo ano, Marinetti publicou o Suplemento desse Manifesto.

O Futurismo, de acordo com o Manifesto de 11 de maio de 1912, fazia recomendações alucinantes,
dentre as quais se salientavam: o combate à tradição acadêmica, com o uso do verso livre
e liberdade da palavra, sem respeito à gramática e à estética.

Abolição da sintaxe, do adjetivo, do advérbio e da pontuação.

O máximo de desordem nas imagens.
Renunciar a ser compreendido ( Anarquia mental e de criação, próprio dos fracassados ... )

Odiar as bibliotecas e os museus, preparando os povos para odiarem a inteligência.

O início do reino mecânico. Absoluto repúdio ao passado. O culto da força e da belicosidade.
E a mais incrível das recomendações: "É preciso cuspir cada dia no Altar da Arte", segundo as suas
próprias palavras, ditas e escritas nos seus manifestos.

Nós deste site, e eu Paulo Porphirio, embora não tenhamos a fama de tal cavalheiro, em repúdio a ele,
e aos seus adeptos, criamos na página CRÍTICA, um link LIXEIRA, nesta lixeira,
colocamos este senhor Marinetti, seus seguidores e todos os versos sem rima e métrica,
alguns de gente famosa, apoiados pela mídia, e grande vendedores de livros, além de, ainda como revolta,
criar o nosso MANIFESTO, o nosso MOVIMENTO, o qual se chama, RESSURGÊNCIA, em respeito a arte.

Reunirá todos os artistas reais, de todas as partes, os quais se comprometerão a reverter
os absurdos cometidos pelo movimento modernista.

A revolução, como vimos antes, alcançou as artes, bastando dizer-se que, na música,
resolveu desconhecer a harmonia e a melodia!!!

Os futuristas, tendo à frente Marinetti, diziam:
"Não nos compreendem porque a nossa arte se antecipa, é precoce.
Poucos são os "eleitos", que podem atingir o nosso vôo".

Regressando da França, em 1912, Oswald de Andrade se fez, no Brasil,
o primeiro importador do Futurismo, "de que tivera apenas notícia do Velho Mundo".

Os "modernistas", pelo menos os primeiros do Brasil, não gostavam muito de ser chamados futuristas,
cuja "etiqueta" pressupunha sentido pejorativo.

Muitos afirmam que o Modernismo (ou Futurismo) teve origem no Simbolismo de Rimbaud,
cujos símbolos seriam tão difíceis de compreender, que obrigavam a distinguir, pensar, tirar conclusões.

Outros movimentos de renovação surgiram, ainda, na Europa e na América,
todos verberando contra o "passadismo", e contra o "academicismo".

Afora o Futurismo, vieram à cena outros movimentos destinados a destruir todas as formas culturais existentes.
Mencionamos, além do "Cubismo", já citado: o "Cubofuturismo" (1913), com Maiacovsky, na Rússia;
o "Dadaismo" (1916 - Zurique, Suíça -embora o "Manifesto Dadá" tenha a data de 1918),
com Tristan Tzara, poeta francês de origem romena; e o "Surrealismo" (1924), com André Breton,
muito prestigiado por Apollinaire, que já anunciara o movimento em 1917.

E houve mais uma série de "ismos", que apontamos a seguir, sem entrar no mérito de cada um: "imagismo", "unanimismo", "vorticismo", "verismo", "ultraísmo", "criacionismo" , "expressionismo",
"existencialismo", "concretismo", etc. Nenhum deles, entretanto, tem qualquer valor real,
comparado ao "romantismo", "parnasianismo", ou "simbolismo" .

Como todos estes movimentos agrediam as formas tradicionais e evolucionistas da arte,
temos nós também o direito de em nome desta mesma arte, admitir que todos estes procedimentos
visando fugir do dever de estudar, aprimorar-se, tentar competir com os grandes gênios da arte mundial,
artistas de fato e de direito, poderiam eles, estes nomes pomposos, ser resumidos em um só e definitivo nome, respeitados os seus " ismos" , puro e cruel " IDIOTÍSMO".

Sabendo-se como é óbvio, que para entender arte, é preciso uma certa finura, conhecimento, sensibilidade,
coisa que poucos possuem, seja como fazedores da arte, ou como apreciadores;
os apologistas das "artes sem arte", nada mais estavam fazendo, do que vulgarizar, agredir esta arte,
roubando o direito de dizerem-se " artistas ", quando nada tinham para mostrar.

Pior ainda, passaram a fazer "arte" para os ignorantes, privando os intelectuais, os sensíveis,
os admiradores da arte, dos verdadeiros artistas.

Como os ignorantes são em maior número, lógico, as aberrações foram muito bem recebidas,
e ainda hoje são aplaudidas, compradas por altos preços, sendo na maioria das vezes,
prestigiadas pela mídia, a busca de audiência, representada pela maioria burra !!!

Perfeitos imbecis, são colocados nos tronos de poetas, músicos, pintores etc

O próprio Sr. Mário de Andrade, o "importador" da nojeira, inventada pelo outro ignorante
Filippo Tomazo Marineti, o tal " modernismo", transformou-se em " multimídia",
"fazedor de todas as artes", lógico, quem realmente é artista,
dedica toda a sua vida a grandes e demorados projetos de arte, fazer porcaria,
demanda pouquíssimo tempo, e dá aos vazios de exigências artísticas, a impressão de que,
o enganador, realizou várias modalidades de arte, fez milhares de poesias sem rima e métrica,
dezenas de peças absurdas, centenas quadros idiotas, dignos de serem feitas por um animal irracional...
A visão mais grotesca desta tentativa, de ser artista sem o sê-lo, pode ser vista na pintura,
pois ela é visual, e eu digo, quem nasce para Di Cavalcante ( parceiro de Mário de Andrade )
jamais chegará a Rubens, Monet, ou outro artista de fato ...

São feitas amostragens de "arte moderna" que, vista por quem tem sensibilidade, da nojo ...!!!

Bienais, e exposições de LIXO, quadros que não valem o preço da tela e da tinta, latas amontoadas,
bandeirinhas idiotas, poesias que são ridículas, personagens de um mundo medíocre, escondidos atraz das mediocridades dos seus autores ...!!! E aplaudidas pelos seus " semelhantes ".

Vejam o nosso MANIFESTO na página CRÍTICA.

No Brasil, a "Semana de Arte Moderna", realizada em São Paulo, no ano de 1922, marcou,
formalmente, o início, entre nós, do movimento modernista.

Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Graça Aranha,
deram começo ao movimento, em ambiente conturbado.

Segundo Gilberto Mendonça Teles, "a idéia de nossa Semana de Arte Moderna foi simplesmente
copiada da idéia de um "Congrés de l'Esprit Moderne",
programado um ano antes para março de 1922,
por André Breton,. e que foi a causa da briga de Breton com Tzara
e conseqüente desaparecimento do "Dadaísmo".

Com o "modernismo caboclo' aconteceu o mesmo que sucedera com o romantismo,
relativamente ao que este possuía de sentimento nacionalista ou jacobino.

Desde o princípio do século XX e desde muito antes, em todos os ramos de atividade,
sobressaiu-se o nacionalismo, que acabou por atingir o apogeu no embrião da nova escola literária.

E, à sua sombra, no campo da literatura, rompeu, enfim, bastante forte,
a insurreição contra os parnasianos e simbolistas, mais contra os primeiros.

Algo novo se prenunciava de maneira avassaladora; e, dessa força incontrolável, nasceu o Modernismo.

São muitos os que se queixam de que, no Brasil, faltam grandes poetas e, mais grave ainda,
falta a verdadeira poesia.
O jornalista mineiro Álvares da Silva, da "Folha de Minas" e da "Rádio Inconfidência",
de Belo Horizonte, já escrevia em 1941:
- "O delírio do movimento renovador da poesia, que teve fases verdadeiramente loucas, está passando.
Pode-se dizer até que já passou.
Ainda existem alguns debiloides que cultivam uma poesia misteriosa e incompreensível,
semelhante aos logogrifos, porém, sem chaves para a decifração".
(....) "Convenhamos que estas duas virtudes - beleza e clareza - nunca estiveram tão juntas
como na poesia clássica.

Muitos sonetos de Olavo Bilac são um milagre de beleza e clareza.

Não é preciso um segundo de pensamento para receber a mensagem de "Maldição",
pois no soneto há sentimento e compreensão". (....)
"Existe inquietude para encontrar a verdadeira poesia e o verdadeiro modo de dizê-la.

Não resta dúvida que a forma há de ser a antiga, não levada ao extremo; e a essência,
essa será a única e eterna, porém, com a experiência moderna".

Antônio Olinto, defensor do modernismo, e ele próprio modernista, escreveu em "O Globo",
edição de 18 de março de 1974, entre desencantado e realista:
"Que dilemas poderá a poesia brasileira estar enfrentando neste primeiro trimestre de 1974?

Veja-se que a Semana chegou a 52 anos, a geração de 45 vai fazer trinta,
o concretismo entra na faixa dos vinte.

Para os mais jovens, tudo isso que parece moderno se passou há muito.
As palavras de ordem, os "slogans", as medidas de salvação da poesia, nada valeu.

Com o tempo, cada um descobre que só vale a conquista pessoal de um poeta,
seja qual for o movimento e/ou a seita a que se tiver filiado". (. . . )

"Então, repita-se a pergunta: haverá no momento uma direção específica, uma bandeira,
a conduzir poetas brasileiros a determinado tipo de feitura?
E, se tal existe, que obras vem provocando? Nada impede que o poeta rompa os modismos
da hora e siga em frente, no seu rumo".
Na verdade, não se pode afirmar, honestamente, que o movimento modernista, quer no Brasil,
quer fora dele, já esteja definido.
Por outro lado, não será justo negar toda a arte modernista, porque também é viável, desde que equilibrada e autêntica, a poesia que não obedeça aos cânones da tradição.

"A poesia - diz Povina Cavalcanti - é livre como o vento... Há, entre os modernistas, poetas, artistas,
escritores sinceros.

Ao concluirmos esta página, vamos remover as divagações sobre poesia clássica e poesia moderna,
para fazermos uma pergunta que não deixa de ser necessária: qual o destino da Poesia?

Estará, mesmo, a Poesia, em declínio? Terá, ela, perdido sua essência, com o quase abandono
a que o poeta de hoje submete os velhos temas imutáveis, como eternidade, Deus, amor, natureza, sentimento?

A abolição do metro, do ritmo, da rima e da própria mensagem poética,
decretada pelos modernistas do século XX, contribuiu para melhorar, ou piorar, o nível da Poesia?

Será que os poetas, privilegiados aparelhos de captação, perderam sua capacidade para reconquistá-la?
Por que a poesia não se expande com toda a força de sua beleza criadora?

Será que a Ciência, com o seu ciclópico desenvolvimento, conseguiu nulificar a cultura artística, o poder da imaginação, a fantasia, o sonho, a fidelidade ao Belo - em suma, as principais armas do poeta?

Será que a realidade terrível da vida sufocou o devaneio, a busca do infinito?
Será que a mais recente era da máquina, o primado da tecnologia e os assombrosos prodígios nucleares
substituíram os mitos criados pela poesia? Será que, corroídos pela fúria materialista, os homens deixaram de perceber que, à frente e em redor, é sempre azul o horizonte de seu espírito?

Há crise de poesia? Há crise de poetas? Por que são omitidos ou, pelo menos, pouco ouvidos,
grandes poetas, neste fim de civilização?

Existe quem afirme que a poesia está em decadência, e quem assegure que já morreu. . . Como?
Não é, a poesia, o reflexo, o espelho da alma imortal?

Admitamos que, por motivos circunstanciais, rareiam, hoje, os poetas de alto porte ou, melhor dizendo,
de vôo longo.
Mas, temos poetas excelentes, nos diversos quadrantes do país, assinalando suas presenças com o brilho
costumeiro da poesia brasileira de todos os tempos.

Não há por que se retraírem nos longes anônimos, nos sacrários fechados de seus ermos interiores.

Fizemos este trabalho, CLUBE DA POESIA, ligado a ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA POÉTICA,
para abrir espaço para estes reais valores, para esta gente valorosa, estes poetas perfeitos,

artistas da palavra, a quem o ridículo não atingiu, e como minorias,


e sempre foram os artistas brutal minoria,
poderão aqui, fazer o seu protesto, e não existe maior protesto,
do que esfregar na cara dos medíocres modernistas,
a publicação de poesias perfeitas, modernas, românticas, onde a rima, a métrica a forma evolua,
porém não seja desprezada brutalmente...

Para satisfazermos nossa sede de Poesia, não devemos exigir novos Virgílios,
novos Homeros, novos Petrarcas, novos Dantes, novos Shakespeares,
novos Camões, novos Tassos, novos Miltons, novos Victor-Hugos...

Poetas de ontem, Poetas de hoje, Poetas de amanhã. Grandes ou "menos grandes",
existiram e existirão, porque a poesia não morre nunca, ela é parte do amor, e o amor é imortal !!!

É a rotina, que jamais se interrompeu.

A Poesia estará sempre no seu Altar Luminoso. Sempre! Eternamente !!!

Paulo Bomfim, príncipe dos poetas paulistas e eleito Intelectual do Ano de 1981, falando à revista "Veja",


de 10 de março de 1982, declarou:

- "Hoje, mais do que nunca, o poeta é uma figura incômoda, porque é, ao mesmo tempo,
a consciência mística do passado e o contemporâneo do futuro.
Traz uma centelha de fogo que o gelo procura apagar". (....) "Poesia é como um petróleo mental:
nossas vivências, inesperadamente, rompem do subsolo. Há poesia de circunstância, como a poesia social,
de indignação, protesto, que é navegação costeira, mas há também aquela transatlântica".

Morrer a poesia? Não! A poesia está em todos nós, como esteve bem viva desde o Paraíso,
quando o primeiro homem se deslumbrou diante da primeira alvorada e do primeiro poente.

E, ao seu lado, já se encontrava a mulher, fonte perene de poesia,
manancial inesgotável dos sonhos que nasceram no próprio dia da criação do mundo.

Voltemos, porém, à pergunta: qual o destino da Poesia? E a resposta não pode ser outra:
o destino da poesia é o mesmo destino do perfume, que enche de misticismo as flores.

O mesmo destino da luz, sem a qual não se poderia, sequer, contemplar as maravilhas do universo.
O mesmo destino da alma, que é eterna.

O mesmo destino do coração, que marca, não só o ritmo da vida do homem,
mas o próprio ritmo do verso, como do UNIVERSO ...!!!
Eu sou PAULO PORPHIRIO FERREIRA
cisnebranco@uol.com.br / weblider@netlagos.com.br
( 22 ) 9976 - 5309
Publique neste site a sua poesia, seja ela realmente uma poesia ...

.RESPEITANDO OS CRÉDITOS, PUBLICO NA ÍNTEGRA, AMEI ESSA AULA, NÃO PODERIA DEIXAR SOMENTE COMIGO, ESPERO QUE OUTROS POSSAM DESFRUTAR DESSE ENCONTRO SOBRE A POESIA, E COMENTÁRIOS DE PAULO PORFHIRIO FERREIRA.
fonte:wilkpedia