quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A ROSA DA POETISA FLAUZINEIDE MOURA-NEIDINHA


A rosa


Sempre perfeita e tão bela,

Sua essência exalando,

Tão macia e singela,

Surgiu de uma semente,

Que o solo envolveu.

Mesma linda indefesa,

Embelezando a natureza,

Não escapa da destruição

.É a todo instante arrebatada

,Do seu “ninho” é tirada,

Para servir a tantos,

Que nem vêem seus encantos,

Querem apenas ornamentar.

Às vezes, sua sorte é pior,

São roubadas por viventes,

Que insensíveis,

intransigentes,

A usam sem pudor,

Vão rasgando suas pétalas,

Sem nenhum sentimento,

Apenas por instinto,

Em nome do amor.

“Mal-me-quer, bem-me-quer...

”Coitada da rosa!

A mesma que inspira o poeta,

Acabou inspirando o destruidor.

O que me conforta

É saber

Que sendo ela,

Obra da natureza,

Às vezes morre,

Para dar vida

A um corpo morredor!




Flauzineide de Moura Machado

Cônsul Poetas Del Mundo-Capim Macio-Natal/RN

Membro da AJEB e da SPVA/RN
www.divulgadoraliterocultural.blogspot.com