quinta-feira, 3 de junho de 2010

CANTINHO DO POETA ADEMAR MACEDO



Muita gente perguntando pelo TROVADORESCO.
Aguardem! Ele está se arrumando para sair no
DIA CINCO, dia do seu ANIVERSÁRIO!!!
Grande Abraço:
Ademar Macedo.

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Diz adeus e eu, morta-viva,
nos meus brios me concentro:
– seco a lágrima furtiva
e as demais...choro...por dentro...
(Darly O. Barros/SP) (Obs: Esta Trova foi vencedora em um Concurso...Em 1998 “Disse-me a Autora”)


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Riso-Pranto: dois extremos
que a vida, no seu roteiro,
os une como dois remos
nas mãos do mesmo barqueiro.
(Ivory/RN)


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2010 > TrovaUneverso/RN
Tema > SILHUETA > M/E.
Vejo a tua silhueta
na sombra, bem definida,
e abro, em meu peito, a gaveta
de uma saudade escondida!
(Gislaine Canales/SC)


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L I M I T E S.

– Jaécio Carlos/RN –

Me basta só
o estar junto;

conseguir descobrir
mistérios escondidos
no teu sorriso tímido;

Me basta só
o acariciar das mãos;
tentar transpor
a tênue luz
protegendo teus olhos indecisos
e me acomodar
no repouso vadio
dos amantes;

Me basta só
o estar aqui
e sentir o meigo adormecer
das tuas noites,
não sem antes
repousar meu beijo
no teu beijo;

Me basta pois
senti-la viva
e tão minha.


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Numa insensatez devida
a um sonho da vida inteira,
muita gente é carcomida
antes que alcance a fronteira.
(Ademar Macedo/RN)


...E Suas Trovas Ficaram:
Saudade – recordação
de lindos tempos passados,
ela é a única ventura
concedida aos desgraçados.
(Paulo Freitas/ES)


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Escorrendo nas folhas verdejantes
Dando beijos nos ramos delicados
Germinando amores mais sagrados
Abraçando as verdades triunfantes.
As gotículas das águas fulgurantes
Que dos céus aparecem sem ter fim
São sutis como o toque dum clarim
Solfejando nos montes Pirineus
Os orvalhos são lágrimas de Deus
Sobre a taça purpúrea do jasmim.
(Gilmar Leite/PE)


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CRENÇA.

– José Antônio Jacob/MG –

Quando firmava o azul,

e o sol abria,ao dia a sua bem-aventurança,

o homem bom repartia à vizinhança

toda espécie de estima que sentia.

E ele acordava cheio de esperançade

vir o dia, após um novo dia,

só para dar-lhe apreço e cortesia,

na sua ingênua crença de confiança...

Depois curvava a fé que lhe convinha

à soleira da porta, de tardinha,

e fiava as horas, crédulo a sorrir...

E a noite o recolhia nesse afã,

de estar sempre esperando esse

Amanhã,e sempre esse Amanhã tardando a vir...