quinta-feira, 30 de setembro de 2010

MENSAGENS POÉTICAS DO ADEMAR MACÊDO

Trova do Dia:
Parece que a tentação
acredita pouco em mim.
Vivo dizendo que “não”,
e ela dizendo que “sim”...
(José Fabiano/MG)



Trova Potiguar:
A esperança é um leve fio,
nem se pega, nem se alcança.
Mas o maior desafio,
é não perder a esperança!
(Prof. Garcia/RN)



Uma Trova Premiada:
2000 - Niterói/RJ
Tema: DELÍRIO - Venc.
Meu delírio, ouvindo passos,
chega às raias da demência;
abre a porta, estende os braços
para abraçar tua ausência!
(Pedro Ornellas/SP)



Uma Poesia livre:
TRATADO DE PAZ.
Nealdo Zaidan/PE
Aqui, senhores, estamos,
em nome talvez da humanidade,
reunidos em "fraternidade"
e nossos louvores cantamos.
De tudo falamos.
Guerra, armas, aviões.
De riqueza e poder,
exércitos, foguetes e canhões.
É um assunto profundo
que temos para resolver.
De nós, depende agora o mundo
e tudo que nele venha a acontecer.
Mas, trago um assunto não muito novo,
que fala das crianças
que vivem talvez sem esperanças,
dormindo com fome e pelo chão;
ou esmolando pedaços de pão.
Serão tão importantes as armas de guerra?
Os foguetes que destroem a terra,
ou os exércitos que se matam sem razão?
Proponho,pois, um novo tratado:
(que veremos o poder que ele traz ).
Que seja por todos os povos assinado.
Um simples TRATADO DE PAZ!



Uma Trova de Ademar:

A noite, em sonhos imersos,
com a inspiração em dia,
eu fiz um sarau de versos
num alpendre onde eu dormia!...
(Ademar Macedo/RN)


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...E Suas Trovas Ficaram:
Rezar é belo, criança,
não há mistério na prece...
Deus dá o pão da esperança
enquanto o trigo não cresce!...
(Adelir Machado/RJ)



Estrofe do Dia:
O Brasil entregou-se a própria sorte,
sem pensar pelo menos um segundo,
que as nações poderosas desse mundo
querem o verde pulmão do extremo norte;
quem trair nossa independência ou morte
mancha o sangue do herói do mês de abril,
me refiro a figura varonil
de Joaquim Xavier o tira-dentes;
com exceção das crianças inocentes
só Deus sabe quem presta no Brasil!
(Otacílio Batista/PE)



Soneto do Dia:
REALIDADE.
Olga Dias Ferreira/RS
Na procura de um grande sentimento,
eu vou levando a vida a versejar,
e vencendo cansaço, desalento
me pego, de repente, a poetar.



Em rimas eu desnudo o pensamento,
buscando um coração para ancorar,
que pontilhe de cor meu firmamento,
me oferte estrelas para me inspirar.



Por algum tempo, fico a tudo alheia,
belos castelos a erigir, na areia,
na falsa ausência deste meu conflito...



Mantendo, assim, a minha vida cheia,
volto a encontrar a luz que me norteia
daquele amor primeiro... e tão bonito!!!