quarta-feira, 24 de novembro de 2010

AS MENSAGENS POÉTICAS DE ADEMAR MACEDO

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Que emoção, meu Deus, me invade

(dor que ninguém imagina!),

quando a voz de uma saudade

liga a cobrar...de uma esquina!...

(José Ouverney/SP)

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Se eu fosse fazer um rol

das coisas lindas que vi.

Listava o nascer do Sol

e o vôo do colibri.

(Marcos Medeiros/RN)

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2010 > Intersedes/RJ

Tema > IMAGEM > M/H

Morre a tarde...E, ao fim do dia,

na imagem do sol poente,

há tintas de nostalgia

do fim da tarde da gente!

(Prof. Garcia/RN)

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FENECER.


Marize Castro/RN


Feneço na ausência
dos homens cor de bronze
do prepúcio de púrpura.

Quem me lapidou
esqueceu de me tirar
o veneno.

Ateio
fogo na minha própria
teia.

Como quem preserva fortalezas
corto minhas / alheias
veias.

Feneço, infinitamente
na presença dos homens
que têm grandes pés e nenhuma fé.
Que me rasgam a carne
e me sepultam em suas glandes.

Não fosse eu
uma pessoa de múltiplos escudos
viveria a vida toda
como um único vestido
de veludo.

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Um corajoso “sem par”,

para mim terá que ter

a coragem de lutar

sem ter chances de vencer!...

(Ademar Macedo/RN)

...E Suas Trovas Ficaram:

A beleza em nossa vida

não vem só dos bons eventos,

mas da luta enriquecida

pelo nobres sentimentos.

(Aurolina de Castro/AM)

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Ir ao banco depois de um feriado,

dirigir onde tem alagamento,

suportar um congestionamento

e as pilhérias do guarda agoniado,

chegar trinta minutos atrasado

e esperar o patrão notificar,

ir para urna no dia de votar

sem nenhum candidato merecer;

do que a vida me impõe para fazer,

são as coisas que faço sem gostar!

(Zé Viola/PI)

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FOLHAS DE OUTONO.


Sônia Sobreira/RJ

Folhas de outono, enfeitam meus cabelos,
como o orvalho também enfeita as flores,
que ao vento revoam sem atropelos
e se entrelaçam de inauditas cores.

Folhas de outono, lembram meus desvelos,
sonhos perdidos, ilusões de amores
que não consigo jamais esquecê-los
nas rimas tristes dos meus dissabores.

Mas quando caem as folhas de outono,
esqueço a solidão de um abandono
e deixo minha torre de marfim.

Alegre, finjo que já não sou triste,
mesmo sabendo que essa dor existe,
a solidão já não doi tanto em mim.