quinta-feira, 11 de agosto de 2011

AGOSTO DE LUTO! TRIBUTO A ZÉ SALDANHA

Ademar Macedo/RN
São noventa e três anos de idade
e de uma fé que o faz mover montanha,
e com todo respeito e amizade
quero hoje abraçar seu Zé Saldanha;
que atapetou com ternura e com meiguice
os seus degraus da escada da velhice
e vai subindo um a um bem lentamente,
com a inspiração que dele se evola
tira versos das entranhas da cachola
para dar aos amigos de presente.
É com bastante alegria,
com carinho e com emoção
que eu saúdo em poesia
um poeta do sertão;
quero dar-lhe os parabéns
pelo talento que tens
e vim também decantar;
o que ninguém mais duvida,
Zé Saldanha é alma e vida
da poesia popular.
Sua inspiração não finda,
o que ele escreve é sucesso;
cada estrofe é a mais linda
e hoje aqui eu confesso:
que dele ninguém não ganha,
pois igual a Zé Saldanha
não nasce outro jamais;
este sim, é menestrel,
ninguém nunca fez cordel
como Zé Saldanha faz!