quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A EXPRESSÃO POÉTICA DE ROBERTO NOIR - SECRETÁRIO DA SPVA/RN

HELENISMO ( By Roberto Noir )  Sob os auspícios desta negra noite hecatiana Sentindo deveras a alva ausência de Selene Fui visitar os domínios marítimos de Poseidon Tentando vivenciar empiricamente a ataraxia de Epicuro!  Deitei-me no tapete de areia, fechei os olhos Relaxei meu corpo, respirava de forma vagarosa Tentando encontrar aquela tão procurada dama Porém só consegui avistar o irmão siamês da morte!  Levanto-me! Decepcionado, principio a caminhar  Seguindo o fluxo do rio que sempre muda Já não sou mais o mesmo de alguns instantes Certas estão as palavras daquele pré-socrático!  Inevitável lembrar do que disse que nada sabia Aquele que negou o oráculo de Delfos Afirmou que era ignorante, distorceu a realidade Pois sábio é aquele que dissipa as brumas do falso saber!  Estou alucinado! Visualizo aquelas belas colunas Jônicas, Dóricas, os templos e também a ágora Raiz de uma democracia que não era para todos Algo que de forma bizarra persiste hodiernamente!  Por isso desejo ficar só! Mas sempre fracasso Aristóteles diz que é impossível meu intento Pois não sou animal e certamente não sou um deus Apesar de possuir diversas partículas de ambos!  Desisto! Sinto-me fulminado por Zeus! Tamanho esforço que resultou em nada Lembro-me amiúde da vasta obra platônica E vejo que meu projeto só existe no mundo das ideias!  Assaz ridículo! Tanta jactância transformada em tristeza Certamente é algo que é bastante comum Pois um antiquíssimo e penoso esforço hercúleo Perece nas sorumbáticas praias da estupidez contemporânea!

HELENISMO ( By Roberto Noir )

Sob os auspícios desta negra noite hecatiana
Sentindo deveras a alva ausência de Selene
Fui visitar os domínios marítimos de Poseidon
Tentando vivenciar empiricamente a ataraxia de Epicuro!

Deitei-me no tapete de areia, fechei os olhos
Relaxei meu corpo, respirava de forma vagarosa
Tentando encontrar aquela tão procurada dama
Porém só consegui avistar o irmão siamês da morte!

Levanto-me! Decepcionado, principio a caminhar
Seguindo o fluxo do rio que sempre muda
Já não sou mais o mesmo de alguns instantes
Certas estão as palavras daquele pré-socrático!

Inevitável lembrar do que disse que nada sabia
Aquele que negou o oráculo de Delfos
Afirmou que era ignorante, distorceu a realidade
Pois sábio é aquele que dissipa as brumas do falso saber!

Estou alucinado! Visualizo aquelas belas colunas
Jônicas, Dóricas, os templos e também a ágora
Raiz de uma democracia que não era para todos
Algo que de forma bizarra persiste hodiernamente!

Por isso desejo ficar só! Mas sempre fracasso
Aristóteles diz que é impossível meu intento
Pois não sou animal e certamente não sou um deus
Apesar de possuir diversas partículas de ambos!

Desisto! Sinto-me fulminado por Zeus!
Tamanho esforço que resultou em nada
Lembro-me amiúde da vasta obra platônica
E vejo que meu projeto só existe no mundo das ideias!

Assaz ridículo! Tanta jactância transformada em tristeza
Certamente é algo que é bastante comum
Pois um antiquíssimo e penoso esforço hercúleo
Perece nas sorumbáticas praias da estupidez contemporânea!