quinta-feira, 4 de agosto de 2011

TEMORES - ARTIGO DE PÚBLIO JOSÉ/JORNALISTA

TEMORES

Desde a antiguidade, o ser humano convive com temores. Temores do conhecido – representado pelos sistemas políticos vigentes, com forte ênfase na predominância de castas, que faziam o homem um pouco acima de escravo (quando não escravo em sua essência); das religiões que o mantinham prisioneiro das crendices mais espantosas e absurdas; das adversidades originárias da Natureza que o tornavam indefeso diante de fenômenos que não conseguia combater – e do desconhecido, presente na ignorância e no desconhecimento dos avanços de qualquer ordem, principalmente os da Ciência, por mais insignificantes que fossem. Somando-se, assim, a realidade conhecida à bruma do desconhecimento e da ignorância, tínhamos, com raras exceções, populações inteiras vivendo em permanente estado de apreensão e temor, quando tais circunstâncias não descambavam para o terror puro e simples.

Nesse cenário, pululavam bárbaros dizimando povos ditos civilizados – e vice versa; reis, príncipes, magistrados e prelados ditando, normas, costumes, impostos e estabelecendo governos ao seu bel prazer; doenças e enfermidades se alimentando do atraso, da miséria, da falta de higiene, da impiedade; guerras e conflitos destruindo fronteiras, plantações, economias; luxo, futilidades, devassidão, desregramento da nobreza ocasionando terrível jugo financeiro aos mais pobres; disputas religiosas nas quais os menos favorecidos eram sempre utilizados como “bucha de canhão”... Enfim, uma realidade de vida duríssima, propensa a criar nas pessoas uma onda permanente de apreensões e temores de toda natureza. E nos dias atuais? Vê-se nitidamente que a realidade não é diferente, embora os temores de hoje sejam mais sofisticados, mais refinados, porém tão ou mais dolorosos e letais que os de antigamente.

Atualmente, a palavra da moda é stress. Mas quais os motivos pelos quais o homem moderno vive estressado? Temores? Sim. Temores. Do desemprego, da violência universalizada, do caos urbano, do tempo, das exigências familiares, sociais, profissionais, interiores... Enfim, temores! Um personagem importante da História (na verdade Deus feito homem), preocupado em sua missão de trazer ao homem uma mensagem nova (aliás, de boas novas), bateu muito nessa tecla. Seu nome? Jesus Cristo. (A quem o homem moderno – tão envolvido em questões de ordem física e material – não tem ouvido, nem aprendido de seus ensinamentos, muitos dos quais relacionados à qualidade de vida, ultimamente um tema muito recorrente da vida moderna. Pena, também, que o homem, através dos tempos, tenha encalacrado Jesus no item “religião”, sem tomar conhecimento da essência do seu discurso).

Mas, independente dessas questões, vamos ao que disse Jesus, certa ocasião, sobre temores. O texto está em Lucas 12.4 e 5: “E digo-vos, amigos meus; Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais o que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; Sim, vos digo, a esse temei”. Terrorismo? Amedrontamento gratuito? Não. Na verdade, com tais palavras, Jesus estabeleceu uma separação bem nítida entre os temores que vêm do mundo e o temor que devemos tributar a Deus. O primeiro agride, amedronta, oprime – e mata. Hoje, a Ciência reconhece que o stress excessivo lança o homem em um estado de espírito cujo desfecho é a morte. (Física, bem entendido). O segundo – o temor a Deus reverencial, racional, lógico, respeitoso – nos capacita a uma nova escala de valores, que, priorizada, praticada, nos traz uma vida de paz.

E paz – paz com os seus; paz com a comunidade; paz com as autoridades; paz com o mundo – tem a ver com qualidade de vida? Só tem. E quem nos dá essa paz? Somente Deus. Pelo conhecimento da sua Palavra, segundo Jesus Cristo. Daí a exortação de Jesus no sentido de que o temor às coisas do mundo, vindo da prioridade às coisas materiais (o mundo não nos capacita a entender as coisas espirituais), não nos leva a nada. Quando muito à morte física. Já o temor a Deus, indispensável para nos conceder qualidade de vida, nos traz uma nova escala de valores, proceder pelo qual relativizamos o que vem deste mundo e priorizamos o que vem de Deus. Esse caminho nos garante a salvação – quando a morte corporal nos atingir – e nos traz um profundo sentimento de paz enquanto por aqui estivermos. Busquemos, então, a salvação e abracemos a eternidade! Sem temores, ok?

fonte: por e-mail