domingo, 16 de outubro de 2011

UMA ODE DE VIVA CURRAIS NOVOS! EXPRESSÃO POÉTICA DE PROFESSOR CÂNDIDO/BERTO!



Viva Currais Novos!
Prof. Francisco Cândido (Berto )

Currais Novos do meu coração,
Umbral sagrado do sertão Seridó.
A ti uma coroa de flor de algodão
A ser depositada no Pico do Totoró.

Recorro ao doce encanto da rima
Para acariciar a vida dessa terra,
Exaltando um povo de alta estima
Que a bravura do amor encerra.

Respiro o seu ar cosmopolita
Nos traços de sua arquitetura,
No glamour da capital da xelita,
Nas raízes históricas de sua cultura.

Curvo-me para beijar esse chão
Em reverencia aos que aqui viveram,
Semeando no solo sagrado desse rincão
E, esperando em Deus, colheram. .

Abro o relicário do meu coração,
E dedilho nas contas da emoção
Uma oração de eterna gratidão
Pelos antecessores de minha geração.

Quem são seus benfeitores,
Os autores de sua história?
São analfabetos e doutores
Na visão dessa holografia.

Agora os conto, mas são tantos!...
Não caberiam na Serra do Chapéu.
Em vida foram verdadeiros santos
E hoje moram nas planícies lá do céu.

Em nome de Auleta e Joventino Pereira
Destaco os que construíram sua história
Com o perfume sagrado da roseira,
E as marcas de um passado de glória.

Homenageio a alma do poeta Zé Milanês,
A voz incansável dos fracos e oprimidos,
No seu tempo de agir, falava com altivez,
Semeando a cultura do bem aos desvalidos.

Sob o sol causticante do sertão do Seridó
Faço uma oração ao meu Senhor Jesus,
Bem no alto sagrado do Pico do Totoró,
Pela alma de Zé Dantas eu peço: Haja luz!

O coreto Guarani, o simbolismo,
Marco indelével de nossa cultura,
A efervescência do modernismo,
Abrigo de sua mais correta postura.

Canto um cântico a gratidão
Na imensidão de minhas lembranças,
Andanças nas festas de apartação
Num tempo de tantas bonanças.

O pôr do sol no Totoró,
O vôo da garça branca,
O canto alegre do curió
Que o coração destranca.

Na Praça, o Cristo é sempre Rei!
Outrora, o encontro da juventude.
No altar do Cristo um dia celebrou
A festa da sua tão sonhada liberdade.

Um poema que fiz para homenagear Currais Novos no dia de sua emancipação política.