sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

AS MENSAGENS POÉTICAS DO ADEMAR MACEDO - SANTANA DO MATOS/RN


<<< Uma Trova de Ademar >>>
Num triste e cruel enredo
escrito por poderosos,
a Terra treme com medo
das mãos dos gananciosos.
–Ademar Macedo/RN–

<<< Uma Trova Nacional >>>
Deus com sua Onipotência
usou respingos de amor
para colocar essência
nas pétalas de cada flor!!
–Carlos Aires/PE–

<<< Uma Trova Potiguar >>>
Deus é eterno, é vitalício...
Não é só questão de fé.
Quem existe, teve início
Deus não existe, Deus É!...
–Francisco Macedo/RN–

<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Eu vi o rio chorando quando te foste banhar

,por não poder te banhando,

dar-te um abraço, e ficar...–

Adelmar Tavares/PE–

<<< Uma Trova Premiada >>>
2005 > Taubaté/SP
Tema > ECOLÓGICO > Venc.
Ante o terror das queimadasna floresta,

com carinho,as árvores abraçadas

tentam proteger os ninhos.

–Ruth Farah/RJ–

<<< Simplesmente Poesia >>>
M O T E :
A gente leva da vida,
A vida que a gente leva...

G L O S A:
–Celso da Silveira/RN–

Na estrada longa e comprida
para a viagem do além,
somente os atos do bem
A gente leva da vida,
Nessa hora decidida
em que o espírito se eleva,
fica a matéria na treva
porém deixa de sofrer,
porque ninguém vai saber
A vida que a gente leva...

<<< Estrofe do Dia >>>
Eu não quero viver igual ao nobre
num palácio dourado e majestoso,
e não quero viver todo andrajoso,
desse jeito que vive o homem pobre.
Esta roupa modesta que me cobre,
é aqui nesta casa que se faz;
eu plantei algodão tempos atrás
e o fio que eu colho eu mesmo teço,
eu só quero na vida o que mereço,
não aceito de menos nem de mais
–Bráulio Tavares/PB–

<<< Soneto do Dia >>>
IMITAÇÃO.

–Divenei Boseli/SP–

A frouxa luz do ocaso, em tintas fortes
estampa no poente, com magia,
a pompa com que faz morrer o dia
que, entanto, já morreu milhões de mortes;

reflete seu carmim fugaz, macia,
bordando minha fronha, nuns recortes,
que eu penso ver uns lábios de consortes,
buscando em mim o beijo que sacia…

Mas, desce a noite com seu crepe largo,
entra meu quarto a dentro sem embargo
e ensombra minha sombra em minha cama...

Nesse torpor de morte, em paz medonha,
eu beijo a boca que supus na fronha,
com a volúpia que só tem quem ama!