domingo, 7 de outubro de 2012

SOBRE O PCCR DOS SERVIDORES - A PALAVRA DE JANEAYRE SOUTO

 Publico na íntegra, artigo da Servidora Pública, Janeayre Souto - dirigente da CUT/RN, militante do movimento sindical do RN. A mesma aqui está historiando fatos e explicando sobre a sua ação do PCCR dos Servidores e agressão sofrida na última assembleia do Sindicato a que pertence.
Devo dizer que funcionário público, o que chamam de funcionário de escola na verdade é trabalhador em educação. E de acordo com o pensar de João Molevard até o porteiro é trabalhador em educação. Janeayre Souto, não é professora!

Artigo

Uma categoria desprivilegiada pelo sindicato

megafone 5678
“Os lírios não nascem das leis” 
                – Carlos Drummond

Indignação! Esse é o sentimento que toma conta hoje dos mais de 13.000 funcionários da educação estadual do nosso Rio Grande do Norte.
No início do mês de março do corrente ano, publiquei nesse site a seguinte matéria “Cansei de Esperar. Não tenho tempo há perder!”, para ler é só clicar no link http://janeayresouto.com.br/2012/?p=1931.
Nessa matéria relato o porquê que eu decidi procurar um advogado particular para entrar com a minha ação buscando os 70% do PCCR no meu contracheque. Dando entradada na justiça na minha ação no dia 04 de abril. Veja o link http://esaj.tjrn.jus.br/cposg/pcpoResultadoConsProcesso2Grau.jsp?tpClasse=J&nuProcesso=20120044047&CDP=010005AC30000&cbPesquisa=NMPARTE&popup=false&Ordenacao=AJBCDEFGHIKQS, e leia todo o meu processo.
Entrei de forma particular e não me arrependo até por que em 03 de julho de 2011, em plena greve do magistério aprovei em uma assembleia e, diga-se de passagem, uma assembleia com mais de 1.200 trabalhadores em educação, na EE Winston Churchil, que a direção do SINTE deveria requerer judicialmente: A implementação total da LC 432/10, PCCR dos servidores; 1/3 de extra regência e a 25ᵃ hora para o magistério estadual, é bom relembrarmos que essas três proposições foram aprovadas sem nenhum voto contrario ou abstenção.
A direção do sindicato tem que explicar por que somente após eu entrar com a minha ação judicial solicitando judicialmente a implantação da LC 432/10, foi que eles deram entrada na ação, acesse o link e leia http://esaj.tjrn.jus.br/cpo/pg/show.do?localPesquisa.cdLocal=1&processo.codigo=010011DIC0000&processo.foro=1.  Ao ler você irá verificar que somente em 26 de abril de 2012, é que essa ação foi ajuizada. Agora uma pergunta: Alguém dá noticias da ação o do sindicato sobre 1/3 de extra regência? E a da 25ᵃ hora?. Por que o site do SINTE não informa nada sobre essas 03 ações? O que se esconde por trás dessa não informação.
Os companheiros da JUCERN, o pensionista da Fundação José Augusto, quase 50 funcionários da Secretaria Estadual de Tributação e as pessoas que fazem parte do meu processo tiveram implantados no seu contracheque os 70% que faltam para a complementação do PCCR implantados no seu contracheque, todas as implantações retroativas a data da publicação do acórdão de cada processo.
Por estratégia construída de forma positiva pelo meu advogado Manoel Batista, somente em 19/09/2012, é que dei entrada na ação ordinária solicitando a implantação integral da LC 432/10, o que já teve um andamento extraordinário.

SENTINDO-SE AGREDIDA...

Após a nossa vitória na implantação dos 70% do PCCR no nosso contracheque nós estamos sendo vitimas das agressões de uma direção que esta sem norte e sem rumo.
Se não vejamos no dia 28 de setembro, aconteceu uma reunião com os funcionários de escola e eu de forma inocente, querendo socializar todos os procedimentos da minha ação como tenho feito até agora, para todos os servidores da educação levei o meu processo, inclusive vários tiveram acesso a ele inclusive lendo a ação.
Nessa reunião um membro da dita direção do SINTE, ao fazer uso do microfone agrediu-me verbalmente, falando dentre outras coisas “Tem gente que ao sair do SINTE não foi para a escola. Foi trabalhar na SEEC”, como se trabalhar na SEEC fosse algo nojento, de gente irresponsável ou coisas assim.

JANEAYRE, É TRABALHADORA DA EDUCAÇÃO - FUNCIONÁRIA NÃO PROFESSORA.

Ora como todos sabem eu tenho orgulho de informar e reafirmar que eu não sou professora, eu sou funcionaria da educação. Por outro lado, essa agressão sofrida por mim, nos deixa perplexa e nos causa uma profunda indignação. Ora eu como funcionaria estou ocupando o cargo na SEEC de técnico, sou funcionaria do estado, prestando serviço na SEEC, não tenho no meu contra cheque nenhuma gratificação extra por trabalhar na SEEC, nem somos cargo comissionado.

RECEBI CONVITE PARA TRABALHAR NO ÓRGÃO CENTRAL!
 
Quando fui trabalhar na SEEC, na COAPRH, comuniquei toda a categoria. E tenho certeza que todos e todas tomaram conhecimento, pois publiquei qui  nesse site. Como servidora cumpro com as minhas 06 horas de expediente e com as minhas obrigações, disso eu não abro mãO.

 EXIJO RESPEITO A MINHA PESSOA E AOS COMPANHEIROS QUE TRABALHAM NA SEEC.
 
Agora eu e os 1.000 servidores seja do quadro do magistério ou do quadro dos servidores, não somos irresponsáveis não. Cumprimos com o nosso expediente. Nós enquanto trabalhador em educação que trabalhamos no prédio da SEEC faz em conjunto com os demais que, estão nas escolas ou nas DIRED´s, a educação pública básica acontecer em nosso estado.
Por trabalharmos na SEEC nós não somos vagabundos não, nós não somos irresponsáveis, não. Eu e os mais diversos trabalhadores em educação exigimos respeito. Respeitem-nos!
Não será a agressão de vocês para comigo e os meus companheiros que vão nos tirar das lutas. Continuarei a minha militância como sempre militei. Continuarei lutando contra o intervencionismo de partido politico e de parlamentares ditando o que a direção do SINTE,deve ou não fazer e, como deve agir dentro do sindicato que construímos de forma coletiva.
De uma coisa tenha certeza, vocês não irão nos calar! Vocês não vão parar com a minha militância!.
 Estarei viva na luta e na busca dos direitos seja do magistério, seja dos servidores da educação!