segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

AS MENSAGENS POÉTICAS DE ANO NOVO DO ADEMAR MACEDO - NATAL/RN

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<<< Uma Trova de Ademar >>>
Senhor, que neste Ano Novo,
num divino ritual,
mande alimentos pra o povo
que não comeu no Natal!
Ademar Macedo/RN
 
<<< Uma Trova Nacional >>>
Virando o tempo no avesso,
na fé que nunca se cansa,
o Ano Novo é o recomeço
da viagem da esperança!
Eduardo Toledo/MG
 
<<< Uma Trova Potiguar >>>
É Ano Novo... Tens a chance
em que a vida tem o preço
de ter tudo ao teu alcance
no sonho de um recomeço...!
Mara Melinni/RN
 
<<< Uma Trova Premiada >>>
2000 > Petrópolis/RJ
Tema > Ano 2000 > 13º Lugar 
Que os anos 2000 nos falem
de novos feitos de luz,
mas que seus ecos não calem
a voz que bradou na cruz!
Dorothy Jansson Moretti/SP
 
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Deus com seu saber profundo,
para nos trazer a paz,
mandou o seu filho ao mundo
há dois mil anos atrás
Miguel Russowsky/SC 
 
<<<  U m a    P o e s i a  >>>
Acrescente em sua ceia
dois pacotes de carinho,
bote compaixão no vinho
coloque uma taça e meia;
exponha uma mesa cheia
com amor e lealdade,
coloque fé e humildade
Pra completar a mistura
bote como cobertura
dois quilos de caridade.     
Hélio Crisanto/RN
 
<<< Soneto do Dia >>>
    NO ANO NOVO.
 
                                   –Thalma Tavares/SP
  
Ano que vem quero esquecer as dores,
quero vestir a roupa colorida,
a que me faz sorrir dos dissabores,
para enfrentar com mais humor a vida.
 
Eu quero repensar os meus valores,
se os tenho respeitado na medida
em que suporto a dor dos sofredores
pungindo mais minha alma dolorida.
 
Eu quero abrir meu peito à humanidade,
mudar meu egoísmo em caridade
e transformar-me assim no Homem Novo.
 
E espero que o bom Deus, nosso Senhor,
transforme este meu sonho em Paz e Amor,
em trabalho e mais pão para o meu povo.

PORTARIA QUE REGULAMENTA SELEÇÃO DO PROUNI É PUBLICADA


Portaria que regulamenta o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (ProUni) referente ao primeiro semestre de 2013 foi publicada nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União. O texto trata de etapas específicas do programa, como o período de inscrições, a pré-seleção de candidatos e a comprovação de informações dos estudantes classificados. Para se inscrever no processo seletivo, o aluno tem que ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012, entre outros pré-requisitos.

De acordo com a publicação, o estudante precisa ter obtido nota mínima de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do Enem. Anteriormente, a pontuação mínima exigida era 400. A portaria, assinada pelo ministro da Educação interino, José Henrique Paim Fernandes, entra em vigor hoje.

Criado em 2004, o programa tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior.

Dados do Ministério da Educação indicam que o ProUni já atendeu, desde sua criação até o processo seletivo do segundo semestre de 2012, a mais de 1 milhão de estudantes, sendo 67% com bolsas integrais.

fonte: yahoo

domingo, 30 de dezembro de 2012

MULHERES QUE FAZEM PARTE DO PROJETO DIFUSÃO DA LITERATURA FEMININA POTIGUAR ABRILHANTAM FESTA LITERÁRIA EM MOSSORÓ/RN.




Parceira da Academia Feminina de Letras e Artes de Mossoró-AFLAM o PROJETO DIFUSÃO DA LITERATURA FEMININA POTIGUAR, sob a Coordenação da Escritora, Cordelista FLAUZINEIDE NEIDINHA MOURA e mulheres que fazem parte do Projeto, fizeram-se presentes ao lançamento da revista da Academia Feminina de Letras e Artes - AFLAM.
Também presente ao evento a Presidente da Academia de Letras do RN – Escritora Zelma Furtado, assim como representantes da União Brasileira de Escritores/UBE, Sociedade dos Poetas Vivos e Afins/SPVA e Academia Norte Rio-grandense de Literatura de Cordel.

A revista, que está em sua 2ª Edição vem com a letra do hino da AFLAM, que foi escrito pelas acadêmicas Iris, Emanuella Castro Nascimento, Maria de Fátima de Castro e Taniamá Vieira da Silva Barreto.

Alem dessa novidade a revista traz também uma série de melhorias, no conjunto editorial no que se refere a conteúdo e layout, tudo isso resultado da união das acadêmicas que compõem a AFLAM.

Portanto foi uma belíssima festa, o que demonstra as fotos a seguir:

Escritora, Cordelista e Coordenadora do Projeto Difusão da Literatura Feminina Potiguar.

Flauzineide Neidinha Moura
mulheres que também participam do Projeto da Difusão da Literatura Femina Potiguar, também participam de outras instituições. Ninita Lucena, Sírlia Lima, Conceição Maciel, Socorro Evangelista, Zelma Furtado, Geralda Efigênia e Lucia Helena Pereira. Todas presentes ao evento.

Sirlia Lima, Antonio Francisco, Geralda Efigênia e Zelma Furtado.

 Academicas da AFL - Ninita Lucena, Flauzineide Neidinha Moura, Zelma  Furtado(Presidente) e Socorro Evangelista.
todas também participe do Projeto Difusão da Literatura Feminina Potiguar.

Lucia Helena Pereira, também  participante do PDLFP,  ao lado do Reitor da UERN, Prof. Dr. Milton Marques 






BRILHO E MUITA POESIA NA NOITE DE FESTA DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE MOSSORÓ/RN





O Objetivo do evento foi reunir poetas e simpatizantes da literatura Mossoroense para o lançamento da Revista da AFLAM.
Foi de fato um sucesso de público, a intenção foi alcançada o sucesso foi o esperado tenho certeza disso.
Nessa segunda edição a revista prestou uma homenagem à acadêmica Marieta de Lima Medeiros, já que esse ano é o ano de seu centenário, trás também artigos, entrevistas e a letra do hino da instituição, que tem como refração:
                   OH, AFLAM! OH, AFLAM!
                   Guardiã da memória viva,
                   De mulheres gloriosas,
                   Ícones da nossa história.
Parabenizamos a AFLAM, em nome da sua Presidente, a incansável Conceição Maciel que tão bem vem administrando essa casa das letras e das artes da querida Mossoró.
A Presidenta Conceição ladeada pela sua vice e a Presidente de Honra da Instituição, assim como a Presidente da Academia Feminina de Letras do RN - Escritora Zelma Furtado.

Reitor da UERN, presente ao evento.
 A poesia que encantou da Acadêmica Mossoroense Socorro Fernandes.

O ARTIGO DE MÁRIO MORENO - ANO NOVO OU ROSH HASHARA?

Novo Ano novo


Escrito por Mário Moreno 
 
Novo Ano novo

Celebrar o  Ano Novo em 31 de dezembro está de acordo com as Escrituras? 
O correto não seria celebrar Rosh Hashana?

 Leia o texto e tire suas próprias conclusões.

O Ano Novo

O Ano Novo celebrado pela cristandade em geral acontece na passagem do dia 31 de dezembro para o dia 1° de janeiro. Tal cele-bração tem a finalidade de “saudar” o ano que chega e dar “adeus” ao ano que está se findando.
Nunca na história parou-se para perguntar: “Por que celebramos esta data?” Será que a celebração do “Ano Novo” como a conhecemos e como é celebrado em todo mundo teria um pano de fundo cunhado no paganismo? Vejamos a seguir algumas considerações históricas sobre esta tão conhecida festa.
“O Ano-Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas culturas que têm calendários anuais celebram o "Ano-Novo". A celebração do evento é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".
A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.
O Calendário juliano foi instituído por Júlio César no ano 46 a.C., segundo as indicações do astrónomo alexandrino Sosígenes, tendo vigorado por 1600 anos. Com a conquista de novos territórios, César sentiu a necessidade de uniformizar o calendário, já que outros eram utilizados pelos povos anexados ao império. O novo calendário passou a ser composto por doze meses, perfazendo 365 dias. De quatro em quatro anos, instituía-se um ano bissexto de 366 dias. Os meses passaram a ter 30 dias (intercalados com meses de 31 dias). O fato de, hoje, os meses de Julho e Agosto (na época, quintilis e sextilis) terem 31 dias, sendo meses seguidos, devia-se a terem o nome de imperadores. Um décimo terceiro mês, que existia, foi extinto. Foi necessário, no entanto adicionar 67 dias ao primeiro ano deste calendário. O vigésimo quinto dia de Março, data na qual começava o ano passou a ser o primeiro de Janeiro, de forma que o ano de 45 a.C. ficou conhecido como o Ano da Confusão. O Calendário juliano foi substituído pelo Calendário gregoriano a 24 de Fevereiro do ano 1582. O novo calendário foi promulgado pelo Papa Gregório XIII e foi adoptado nos países ocidentais. Na Rússia e em outras zonas de influência cristã-ortodoxa, foi optado pela permanência no calendário juliano (este é o motivo das confusões das datas na Revolução russa.
Bem, entendemos então que a verdadeira origem desta festa é pagã – romana – e tem uma finalidade: ela era dedicada ao deus Jano que era representado por duas faces: uma voltada para o passado, dizendo então que tal deus era conhecedor de tudo aquilo que havia se passado durante o decorrer daquele ano e uma outra face voltada para o futuro, insinuando ser ele também conhecedor daquilo que ocorreria no futuro da humanidade!
Jano (latim Janus) foi um deus romano que deu origem ao nome do mês de Janeiro. Era o porteiro celestial, sendo representado com duas cabeças, representando os términos e os começos, o passado e o futuro. De fato, era o responsável por abrir as portas para o ano que se iniciava, e toda porta se volta para dois lados diferentes.
Existem, no entanto, em alguns locais, representações daquele deus com quatro faces.
Em seu templo, as portas principais ficavam abertas em tempos de guerra e eram fechadas em tempos de paz. De acordo com tradição só foram fechadas duas vezes na história — uma no reinado de Numa e outra no de Augusto. Os romanos associavam Janus com a divindade etrusca Ani.
Mais uma vez precisamos atentar para a história, pois quem celebra o Ano Novo de forma “tradicional” está então pedindo a Jano que “abra as portas” para que sua vida tenha sucesso, paz, felicidade, etc... Estes são na realidade os pedidos mais ouvidos neste dia do ano! Você poderia dizer: “Mas isso é um absurdo! Eu sou crente e oro para que Dus possa atender aos meus pedidos no dia 31 de dezembro!” Apenas não se esqueça, meu amado leitor, que você está celebrando uma data que não foi instituída pelo Eterno, mas sim por uma outra divindade! Pare e pense nas consequências e nas implicações disso!

Estes fatos nos mostram que o adversário tem trabalhado sistematicamente e incutiu na humanidade que as mudanças que ele realizou são "inocentes" e nenhum mal causarão; você acredita nisso? O adversário nunca faz nada para beneficiar ninguém; ele odeia o homem e sempre buscará sua morte e seu mal.
Restaurar é essencial; não há outro caminho além desse.
Que o Eterno nos ajude neste caminho de restauração de seu povo em nome de Ieshua!
Texto proveniente do livro "Festas Pagãs na Igreja".
google 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SABERES SOBRE AVALIAÇÃO - MIGUEL A. ZABALZA

Os diferentes âmbitos da avaliação


                                                            

A avaliação é um componente particularmente sensível do edifício curricular e exige uma competência especial dos profissionais da educação.
 
É fácil e cativante falar de educação infantil. Mas é muito difícil falar de avaliação na educação infantil. Continuam prevalecendo velhos estereótipos e preconceitos que relacionam avaliação com exame, com mensuração por meio de provas, com qualificações, com angústias, com êxitos e fracassos. Se a ideia é essa, é justo que não se concorde em avaliar crianças pequenas. Eu também me oporia radicalmente a isso.
Porém, a avaliação, desde que bem-feita, é o principal mecanismo de que os professores dispõem para levar a bom termo seu trabalho. É verdade que, em muitos casos, as práticas de avaliação revelaram-se negativas, ou porque foram mal realizadas, ou porque faltou uma orientação mais clara. No entanto, isso só nos obriga a reconhecer que a avaliação é um componente particularmente sensível do edifício curricular e exige uma competência especial dos profissionais da educação. É por essa razão que, do meu ponto de vista, é tão fundamental ressaltar a importância da avaliação quanto explicitar as condições em que deve ser realizada e as funções que deve cumprir, tendo em vista a melhoria do processo educativo em seu conjunto. É preciso avaliar, mas é preciso fazê-lo bem.
Um velho princípio didático diz que "a comparação me leva à autocomplacência, a avaliação me leva à autocrítica". Talvez por isso seja tão difícil para nós aderir à cultura da avaliação, porque nos força a rever nossas idéias e nossas práticas e a tomar consciência dos pontos fortes e fracos de nossa atuação como professores. Trabalhar com crianças pequenas, criar situações ricas, envolver-se de corpo e alma na ação, ir sempre em frente com atividades novas é, sem dúvida, um prazer. Tomar notas, parar para pensar, rever processos, analisar produtos, elaborar informes, etc., ao contrário, é um transtorno. E fazer isso por obrigação, sem ter a sensação de que servirá para melhorar nosso trabalho, pode tornar-se um pesadelo.
Devo insistir, uma vez mais, sobre a importância da avaliação para qualquer etapa educativa, incluindo, naturalmente, a educação infantil. Gostaria de ressaltar três aspectos: 
1) a importância de incorporar a cultura da avaliação ao nosso trabalho,  
2) os tipos de avaliação aplicáveis à escola infantil e 
3) os âmbitos a serem avaliados. 
 
Em função do espaço deste artigo, vou tratá-los de forma bastante concisa.
 
1. O que é a cultura da avaliação?
 
Trata-se de algo muito simples. É acostumar-se a documentar o que vai sendo feito: guardar diálogos das crianças, guardar nossos planejamentos de aula, gravar algumas das atividades, guardar amostras dos trabalhos das crianças, fazer algumas provas periódicas (formais ou informais) que sirvam para checar o processo, etc. Às vezes, é muito importante contar com algum tipo de registro (que nós mesmos fizemos, ou que extraímos da vasta gama existente na literatura). Essa documentação é analisada periodicamente e serve de base para as propostas de melhoria para o período seguinte.
 
2. Que tipos de avaliação podemos utilizar na educação infantil e como?
 
Creio que poderíamos falar de três tipos básicos de avaliação em educação infantil, cada um com suas virtudes e suas limitações.
A avaliação como impressão que se elabora a partir do conhecimento cotidiano
Passamos muitas horas por dia com as crianças, e isso nos permite formar uma opinião suficientemente clara sobre elas e sobre suas características. Acabamos conhecendo-as, mesmo que esse conhecimento geralmente seja bastante genérico, superficial e assistemático. Na minha opinião, esse tipo de conhecimento não pode ser visto como uma "avaliação" em sentido estrito. Não apenas porque "conhecer" não é o mesmo que "avaliar", mas também porque não estamos falando sequer de um "conhecer" que seja preciso e rico do ponto de vista educativo. No fundo, todos temos esse tipo de conhecimento acerca das pessoas com as quais mantemos contato. Sabemos sobre elas, sobre como agem, sobre como costumam pensar e sentir. De certo modo, podemos até prever suas condutas. Trata-se de algo importante, porém não suficiente.

A avaliação como conhecimento profissional e documentado
 
Trata-se de um tipo de avaliação que requer conhecimentos específicos para que a realizemos, respeitando as exigências técnicas e pedagógicas próprias a ela. É uma competência profissional que os professores só conseguirão se tiverem uma formação específica para isso. É necessário obter um conhecimento sistemático, que abarque as diversas dimensões do desenvolvimento, que se fundamente na integração de informações de natureza diversa, obtidas mediante diversas estratégias metodológicas (desde observações naturais a registros especialmente preparados, desde episódios espontâneos a produtos preparados), que seja rico como informação (não basta uma nota ou um juízo genérico), que seja fácil de realizar e de interpretar (para poder compartilhá-lo com os pais e, inclusive, com as próprias crianças). É por isso que se necessita de formação.

A avaliação como processo especializado
 
A visão técnica da avaliação é tarefa para especialistas na área abordada e com objetivos que geralmente transcendem a atuação educativa de um professor, pois costuma exigir conhecimentos especializados e uso de técnicas sofisticadas. Estes são muito úteis para ter uma visão matizada de certas dimensões do desenvolvimento infantil.
Caberia englobar neste item a aplicação de testes, provas especializadas em alguns âmbitos do desenvolvimento, estudo do desenvolvimento e/ou da conduta das crianças mediante algum procedimento científico, ações voltadas a rever situações específicas (crescimento, visão, dentição, inteligência, personalidade, condutas, destrezas, etc.). Elas são realizadas por especialistas nessas áreas, pois costumam exigir conhecimentos especializados e emprego de técnicas sofisticadas.
Embora nossa avaliação deva ter como base sobretudo o segundo tipo, os três são complementares e de grande proveito para o bom funcionamento de uma escola infantil.
 
3. Os âmbitos a serem avaliados na escola infantil
 
A ação educativa vai sendo produzida como resultado da interação de diversas variáveis que atuam de modo contingente, sendo que algumas modificam as possibilidades de impacto das outras. Por isso, interessa "iluminar" todo o processo, conseguir o máximo de informação sobre as diversas dimensões que intervêm na sala de aula de maneira tal que estejamos em boas condições de "entender" o que ocorre, por que ocorre e o que podemos fazer, em vista dos dados disponíveis, para melhorar essa situação. Por esse motivo, toda avaliação deve levar em conta, no mínimo, os seguintes aspectos:
 
A avaliação dos meninos e das meninas
 
O objetivo fundamental de nosso trabalho educativo é que os meninos e as meninas sob nossa responsabilidade cheguem aos poucos a um desenvolvimento equilibrado e constante. No final, nosso trabalho terá sido eficaz se eles se sentirem bem conosco e tiverem desenvolvido todo aquele conjunto de capacidades e competências que fazem parte da educação infantil. Os alunos de nossa sala serão, ao longo do período escolar que passarmos com eles, a expressão pública e visível da qualidade e da adequação do trabalho educativo que estamos desenvolvendo.
Interessa-nos, portanto, saber qual é a situação de que partimos e ir verificando se o desenvolvimento de nossos alunos está ocorrendo segundo a dinâmica esperada para a sua idade e o tipo de enfoque educativo que planejamos. Por isso, a estratégia predominante de avaliação deve ser a avaliação individualizada. O que nos interessa, basicamente, é saber se as crianças estão evoluindo em um bom ritmo, se essa evolução ocorre de maneira suficientemente equilibrada (se avança em todas as dimensões) e se elas estão superando as dificuldades que inevitavelmente vão apresentando-se.
 
A avaliação do programa que se está seguindo
 
Este é o segundo grande âmbito de aplicação da avaliação: a avaliação do funcionamento geral de nossas salas de aula, tanto de um ponto de vista global (o que poderíamos chamar de dinâmica geral da sala de aula: as rotinas diárias, o plano geral de atividades, etc.) como de perspectivas mais setoriais (o funcionamento dos diversos componentes do processo educativo: espaços, atividades específicas, materiais, modos de relação, etc.). Em geral, os diversos modelos educativos para crianças pequenas têm sua própria escala para avaliar o desenvolvimento do programa.
É importante, sobretudo, porque nos ajuda a centrar nossa atenção nos pontos que são realmente importantes em nosso projeto, sem nos perdermos em detalhes de pouca relevância ou de rentabilidade duvidosa em face da melhoria efetiva do que estamos avaliando.
 
 A avaliação de nós mesmos como professores(as)
 
Juntamente com a avaliação dos alunos e do processo, vale a pena considerar a avaliação dos próprios educadores, que pode assumir a forma de uma auto-avaliação ou de uma avaliação feita por outras pessoas (colegas, colaboradores externos, etc.).
Os aspectos que poderiam ser levados em conta são muito diversos: nossas relações com as crianças e suas famílias (em conjunto e individualmente); nossos pontos fortes e fracos no trabalho educativo (aquilo em que nos saímos melhor e o que exigiria um aprimoramento e mais formação); a evolução que tivemos nos últimos meses (coisas que fazíamos antes e que agora não fazemos mais e vice-versa); a dinâmica de trabalho na escola (individualismo, colaboração, apoio mútuo) e o que poderíamos fazer para melhorá-la; como nos sentimos pessoalmente, etc.
Trabalhar como educador da infância é uma tarefa que requer tanto um forte envolvimento emocional de nossa parte quanto o domínio de um amplo espectro de competências profissionais. Em ambas as direções, a avaliação deveria estar presente, para que, também nesse caso, nos permitisse reforçar nossos pontos fortes e corrigir os pontos fracos de modo a nos tornarmos, a cada dia, melhores profissionais.
 
fonte :Revista Pátio

A VOZ POÉTICA DO ESCRITOR CIRO JOSÉ TAVARES - BRASILIA/DF

PANDORA



                
Diante dos meus olhos outonais o crepúsculo do ano, os dias descem no horizonte do passado, enquanto no lado oposto, pelas venezianas do espaço cortinas filtram os primeiros raios da esperança de um tempo que não sei.
Estou submerso numa colcha de dilemas, como se estivesse alcançado à encruzilhada, no braço à esquerda, as dores e as lágrimas, à direita alegria, festas, risos. E no coração a pergunta:O que fazer? Comemorar?
Estou batendo na face desses dias que se foram. Os deuses mandaram-me de presente uma Caixa de Pandora. Que infortúnio o meu ao abri-la, permitindo que sobre minha cabeça encanecida adejassem suas maldades, todas elas, na verdade, predeterminadas. Primeiro a doença, que me surpreendeu como o ladrão do Evangelho, obrigando-me ao tratamento radioterapêutico, com 53 sessões diárias, que me cansaram o corpo e esgotaram  o caixa ainda não refeito pelo vazamento do acontecido com Zuleide, minha esposa, vítima do mesmo mal.
As desgraças materiais, ao longo do tempo e sacrifícios, você consegue superar. As espirituais são invencíveis, pois chegam e ficam maltratando e inexiste o momento para acabar. Pela metade do ano o Pai do Tempo chamou à sua presença o meu amigo Ruy Gallart de Menezes, uma personalidade rara, daquelas que lembramos todos os dias, reclamando seu silêncio. Não bastasse isso, desde novembro do ano anterior, o outro amigo, Pedro Simões fora confinado à UTI de um hospital para recuperar-se de males que lhe chegavam como se fossem ondas das marés. Pedro está afastado do meu convívio e este é o segundo Natal que celebra estirado numa cama fawler. Procuro, dias sim, dias não, falar com ele ou saber da esposa, jailza, ou da irmã, Joventina, notícias suas.A ausência da sua presença e da sua palavra é uma punição que me entristece  e, também, a outros merecedores da sua estima.
Finalmente, a luz apagada dos olhos de João Paulo de Souza, o “seu” Juca, fundador do Armazém Pará. Tive o privilégio de escrever uma síntese biográfica dele, publicada no seu centenário pela família no livro A Sinfonia do Outono. Guardo dele a imagem aureolada de paz. A canção Praieira era, entre todas, a da sua preferência. Gostava de poesia e conheceu bem Adelle de Oliveira, minha tia-avó. No campo poético eu sempre o provocava com a poesia A Caridade e a Justiça, de Guerra Junqueiro, que recitava, parcialmente, com entusiasmo.
Resta-me cremar a caixa e deixar que ventos levem as cinzas à terra do ontem. Vou esperar a vinda da terra do amanhã lendo poesia. É a melhor maneira de homenagear meus ausentes. É ter um comportamento semelhante ao de Joaquim Cardozo no poema Recordações de Tramataia:
Se eu morresse agora,
Se eu morresse precisamente neste momento,
Duas boas lembranças levaria:
A visão do mar do Alto da Misericórdia
 de Olinda ao nascer do verão
e a saudade de Josefa,
a pequena namorada do meu amigo de Tramataia.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A VOZ POÉTICA DE ED SANTOS - POETA E CORDELISTA DE SÃO PEDRO/RN


  1. FELIZ ANO NOVO

    Parabéns pra todos nós
    O ano novo já chegou
    Que traga prosperidade
    Com paz, saúde e amor.
    Que torne realidade
    Toda à nossa vontade
    Com a benção do senhor

    Em primeiro de janeiro
    Começa a luta do povo
    Pra realizar seus sonhos
    Um pinto sair do ovo
    Deus lhe mostra sua luz
    Vamos pedir a Jesus
    Pra nós, FELIZ ANO NOVO.

    EdSantos
    Diretor Financeiro da SPVA/RN

UFRN ABRE INSCRIÇÃO PARA MESTRADO EM GEOGRAFIA


Pós-Graduação em Geografia tem inscrições abertas para mestrado
A Coordenação do Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está com inscrições abertas para o processo seletivo de mestrado até o dia 15 de janeiro.
Podem se candidatar graduados em qualquer área do conhecimento, que tenham afinidade com a temática central do curso, que é Dinâmica Socioambiental e Reestruturação do Território.
A seleção visa ao preenchimento de até 20 vagas, distribuídas nas seguintes linhas de pesquisa: Território, Estado e Planejamento (quatro vagas); Dinâmica urbana e regional (dez vagas); e Dinâmica geoambiental, riscos e ordenamento do território (seis vagas).
A inscrição é composta por duas etapas: a inscrição online no endereço eletrônico: www.sigaa.ufrn.br/sigaa/public/processo_seletivo/lista.jsf.
Após a inscrição online, os candidatos devem entregar a documentação obrigatória e comprobatória na secretaria da Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (PPGe), no horário das 8h às 11h30, de segunda a sexta, de forma presencial ou enviar via SEDEX no endereço: UFRN - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Geografia (sala 517) - Campus Universitário, s/n - Lagoa Nova – Natal/RN - CEP: 59078-970.
O envio postal deve ser feito impreterivelmente até o último dia das inscrições, ou seja, o prazo para a postagem é até 15 de janeiro de 2013.
Mais informações no site: www.cchla.ufrn.br/ppge, pelo telefone: (84) 3215-3570 (Ramal 7) ou ainda pelo e-mail: ppge.ufrn@gmail.com.

fonte: agecom - por e-mail