sábado, 22 de dezembro de 2012

AS REMINISCÊNCIAS ONÍRICAS DE OZODYRAK NARUM = NOVO ROMANCE DO FILOSOFO M.C.GARCIA - NATAL/RN





O Livro é um Romance 

autobiográfico foi lançado no dia 21 

de Dezembro de 2012 



Local: em Natal para o Natal em todas as casas e lugares do mundo, do céu e da terra e dos mares.

segue abaixo, os dois primeiros capítulos:



Zero zero zero - ABSOLUTAMENTE SONHO

Antes do antes de minha própria concepção
Sonho
Minha vida uterina
Sonho
Minha viva realidade
Puramente Sonho!
Antes do antes existir
Sonho
Pretérito Agora Vindouro
Sonho
O futuro do meu além-infinito
Sonho
O meu fenecer
Eternamente Sonho
Aqui Há-de ser
A minha mais pura realidade sonhada
Em ser o que nunca sonhei ser
De vera Em sonho
E que nunca fui antes do nascer
Nem depois do fenecer
Por tudo não passar do Ser sonho
E de ser sonho.
Os nossos filhos
Sonhos nossos
O filho meu
Fruto dos Eus sonhos
Concebido em meu sonho de Ser
Um eterno Sonho de mim mesmo
E das coisas que senti e hei-de sentir
Não sonhando!
Mas sendo Absolutam




Zero zero um - SINOPSE

            Sonhar estas idéias oníricas comigo, amigos leitores, amigas leitoras atentas ou desatentas, certamente, os levam a se identificar com traços de passagens ou de personagens desta hi(e)stória engraçada; digo engraçada porque quase nada levo a sério na vida, principalmente a de quem vive um duradouro sono de trinta anos.
            Estou a dormir, como vês. Sonho esta estória, cuja hibernação é de trinta longuíssimos anos; até penso que não vou sair deste torpor. Saio. E tudo é como se renascesse das cinzas. Sou eu, então, o homem-fênix? Mas não vou me arrepender se continuar a ursar hibernantemente ou hibernamente por demasiado tempo, ou quem sabe até a minha finitude existencial!
            Sinta cara leitora minha e caro leitor meu, o sonho começou. Sonhe sempre dormindo; sonhar acordado corre risco de se expor ao ridículo; por isso, não aconselho sonhar assim, pode se dá nos piores dos pesadelos, e qualquer semelhança com o real é mero paradoxo.
            Se sua identificação comigo for via o fictício, tenho o enorme prazer em aplaudi-la(o) de pé, mas se for via semelhança ao real, muito gostaria de fazer o mesmo, porém não posso, pois estou de mãos atadas, pelo lapso que cometo de fazer acreditarem nas minhas mentíforas imagéticas de sonhador.
            Pois bem, quem nunca mentiu? Sempre quis mentir, assim como é a natureza de toda criança; porém, a mentira tem pernas curtas, e a minha educação religiosa não me permite tal ousadia. O monstro do pecado me assusta; menos o batão-de-fogo, o João Beca, das estórias de Trancoso; estas não passam de lenda, ou coisas da fértil imaginação de minha mãe, eu não tenho pingo de medo. Por isso, sou uma criança amedrontada a temer coisas divinas. E isto, com toda certeza, é muito bom para mim; serve também, pra meu crescimento... Pois, é muito feio uma criança mentir.
            Entro na segunda adolescência, descubro que faço tudo errado, quero acertar as arestas. Estou na fase de lobo faminto aos quarenta e tantos anos; sinto-me em débito comigo mesmo por deixar o tempo passar; obriga-me a fantasia de outrora em resgatar algo no presente.
            Eis que sou o ápice do meu sonho e devaneio, sou nefelibata; sou homem-metáfora; vivo minhas fantasias e mentiras de menino como um contador de estórias. Não, não mudei de credo, caro leitor, se assim o pensa; continuo temente a Deus, e a ninguém mais; mas agora, minha mentira não tem pernas curtas, mais não. Cortei-as. Cresci. Acredite, é verdade! Toda mentira tem fundo de ficção, como todo sonho tem de fantástico e de surrealismo; ou senão, toda verdade tem fundo de brincadeira e vice-versa, não é isso?! 
            Brinco com o irreal, o verossímil, a mentífora; vivo o fantástico, mas faço de conta que não estou no país da Alice, ou, em As Mil e uma Noites da belíssima Sherazade a ouvir suas eternas estórias.  Navego no mundo das minhas reais fantasias, dos meus reais desejos de gente grande, exerço o livre arbítrio e acredito no sucesso na vida de todos; dos que nascem em berço e dos que nascem em rede; pois, todos, sem regra para excetuar, alcançam o merecido sucesso um dia; nem que seja como eu agora, em sonho, ou, quem sabe, já já no inexorável crepúsculo de moribundo.