domingo, 3 de fevereiro de 2013
DOUTOR ADVOGADO E DOUTOR MÉDICO: ATÉ QUANDO?
23 de setembro de 2012
Por Eliane Brum
ÉPOCA
Por que o uso da palavra “doutor” antes do nome de advogados e médicos ainda persiste entre nós? E o que ela revela do Brasil?
Sei muito bem que a língua, como coisa viva que é, só muda quando mudam as pessoas, as relações entre elas e a forma como lidam com o mundo. Poucas expressões humanas são tão avessas a imposições por decreto como a língua. Tão indomável que até mesmo nós, mais vezes do que gostaríamos, acabamos deixando escapar palavras que faríamos de tudo para recolher no segundo seguinte. E talvez mais vezes ainda pretendêssemos usar determinado sujeito, verbo, substantivo ou adjetivo e usamos outro bem diferente, que revela muito mais de nossas intenções e sentimentos do que desejaríamos. Afinal, a psicanálise foi construída com os tijolos de nossos atos falhos. Exerço, porém, um pequeno ato quixotesco no meu uso pessoal da língua: esforço-me para jamais usar a palavra “doutor” antes do nome de um médico ou de um advogado.
Travo minha pequena batalha com a consciência de que a língua nada tem de inocente. Se usamos as palavras para embates profundos no campo das ideias, é também na própria escolha delas, no corpo das palavras em si, que se expressam relações de poder, de abuso e de submissão. Cada vocábulo de um idioma carrega uma teia de sentidos que vai se alterando ao longo da História, alterando-se no próprio fazer-se do homem na História. E, no meu modo de ver o mundo, “doutor” é uma praga persistente que fala muito sobre o Brasil. Como toda palavra, algumas mais do que outras, “doutor” desvela muito do que somos – e é preciso estranhá-lo para conseguirmos escutar o que diz.
Assim, minha recusa ao “doutor” é um ato político. Um ato de resistência cotidiana, exercido de forma solitária na esperança de que um dia os bons dicionários digam algo assim, ao final das várias acepções do verbete “doutor”: “arcaísmo: no passado, era usado pelos mais pobres para tratar os mais ricos e também para marcar a superioridade de médicos e advogados, mas, com a queda da desigualdade socioeconômica e a ampliação dos direitos do cidadão, essa acepção caiu em desuso”.
Em minhas aspirações, o sentido da palavra perderia sua força não por proibição, o que seria nada além de um ato tão inútil como arbitrário, na qual às vezes resvalam alguns legisladores, mas porque o Brasil mudou. A língua, obviamente, só muda quando muda a complexa realidade que ela expressa. Só muda quando mudamos nós.
Historicamente, o “doutor” se entranhou na sociedade brasileira como uma forma de tratar os superiores na hierarquia socioeconômica – e também como expressão de racismo. Ou como a forma de os mais pobres tratarem os mais ricos, de os que não puderam estudar tratarem os que puderam, dos que nunca tiveram privilégios tratarem aqueles que sempre os tiveram. O “doutor” não se estabeleceu na língua portuguesa como uma palavra inocente, mas como um fosso, ao expressar no idioma uma diferença vivida na concretude do cotidiano que deveria ter nos envergonhado desde sempre.
Lembro-me de, em 1999, entrevistar Adail José da Silva, um carregador de malas do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, para a coluna semanal de reportagem que eu mantinha aos sábados no jornal Zero Hora, intitulada “A Vida Que Ninguém Vê”. Um trecho de nosso diálogo foi este:
- E como os fregueses o chamam?
- Os doutor me chamam assim, ó: “Ô, negão!” Eu acho até que é carinhoso.
- O senhor chama eles de doutor?
- Pra mim todo mundo é doutor. Pisou no aeroporto é doutor. É ó, doutor, como vai, doutor, é pra já, doutor….
- É esse o segredo do serviço?
- Tem que ter humildade. Não adianta ser arrogante. Porque, se eu fosse um cara importante, não ia tá carregando a mala dos outros, né? Sou pé de chinelo. Então, tenho que me botar no meu lugar.
A forma como Adail via o mundo e o seu lugar no mundo – a partir da forma como os outros viam tanto ele quanto seu lugar no mundo – contam-nos séculos de História do Brasil. Penso, porém, que temos avançado nas últimas décadas – e especialmente nessa última. O “doutor” usado pelo porteiro para tratar o condômino, pela empregada doméstica para tratar o patrão, pelo engraxate para tratar o cliente, pelo negro para tratar o branco não desapareceu – mas pelo menos está arrefecendo.
Se alguém, especialmente nas grandes cidades, chamar hoje o outro de “doutor”, é legítimo desconfiar de que o interlocutor está brincando ou ironizando, porque parte das pessoas já tem noção da camada de ridículo que a forma de tratamento adquiriu ao longo dos anos. Essa mudança, é importante assinalar, reflete também a mudança de um país no qual o presidente mais popular da história recente é chamado pelo nome/apelido. Essa contribuição – mais sutil, mais subjetiva, mais simbólica – que se dá explicitamente pelo nome, contida na eleição de Lula, ainda merece um olhar mais atento, independentemente das críticas que se possa fazer ao ex-presidente e seu legado.
Se o “doutor” genérico, usado para tratar os mais ricos, está perdendo seu prazo de validade, o “doutor” que anuncia médicos e advogados parece se manter tão vigoroso e atual quanto sempre. Por quê? Com tantas mudanças na sociedade brasileira, refletidas também no cinema e na literatura, não era de se esperar um declínio também deste doutor?
Ao pesquisar o uso do “doutor” para escrever esta coluna, deparei-me com artigos de advogados defendendo que, pelo menos com relação à sua própria categoria, o uso do “doutor” seguia legítimo e referendado na lei e na tradição. O principal argumento apresentado para defender essa tese estaria num alvará régio no qual D. Maria, de Portugal, mais conhecida como “a louca”, teria outorgado o título de “doutor” aos advogados. Mais tarde, em 1827, o título de “doutor” teria sido assegurado aos bacharéis de Direito por um decreto de Dom Pedro I, ao criar os primeiros cursos de Ciências Jurídicas e Sociais no Brasil. Como o decreto imperial jamais teria sido revogado, ser “doutor” seria parte do “direito” dos advogados. E o título teria sido “naturalmente” estendido para os médicos em décadas posteriores.
Há, porém, controvérsias. Em consulta à própria fonte, o artigo 9 do decreto de D. Pedro I diz o seguinte: “Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bacharéis formados. Haverá também o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e só os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes”. Tomei a liberdade de atualizar a ortografia, mas o texto original pode ser conferido aqui. “Lente” seria o equivalente hoje à livre-docente.
Mesmo que Dom Pedro I tivesse concedido a bacharéis de Direito o título de “doutor”, o que me causa espanto é o mesmo que, para alguns membros do Direito, garantiria a legitimidade do título: como é que um decreto do Império sobreviveria não só à própria queda do próprio, mas também a tudo o que veio depois?
O fato é que o título de “doutor”, com ou sem decreto imperial, permanece em vigor na vida do país. Existe não por decreto, mas enraizado na vida vivida, o que torna tudo mais sério. A resposta para a atualidade do “doutor” pode estar na evidência de que, se a sociedade brasileira mudou bastante, também mudou pouco. A resposta pode ser encontrada na enorme desigualdade que persiste até hoje. E na forma como essas relações desiguais moldam a vida cotidiana.
É no dia a dia das delegacias de polícia, dos corredores do Fórum, dos pequenos julgamentos que o “doutor” se impõe com todo o seu poder sobre o cidadão “comum”. Como repórter, assisti à humilhação e ao desamparo tanto das vítimas quanto dos suspeitos mais pobres à mercê desses doutores, no qual o título era uma expressão importante da desigualdade no acesso à lei. No início, ficava estarrecida com o tratamento usado por delegados, advogados, promotores e juízes, falando de si e entre si como “doutor fulano” e “doutor beltrano”. Será que não percebem o quanto se tornam patéticos ao fazer isso?, pensava. Aos poucos, percebi a minha ingenuidade. O “doutor”, nesses espaços, tinha uma função fundamental: a de garantir o reconhecimento entre os pares e assegurar a submissão daqueles que precisavam da Justiça e rapidamente compreendiam que a Justiça ali era encarnada e, mais do que isso, era pessoal, no amplo sentido do termo.
No caso dos médicos, a atualidade e a persistência do título de “doutor” precisam ser compreendidas no contexto de uma sociedade patologizada, na qual as pessoas se definem em grande parte por seu diagnóstico ou por suas patologias. Hoje, são os médicos que dizem o que cada um de nós é: depressivo, hiperativo, bipolar, obeso, anoréxico, bulímico, cardíaco, impotente, etc. Do mesmo modo, numa época histórica em que juventude e potência se tornaram valores – e é o corpo que expressa ambas – faz todo sentido que o poder médico seja enorme. É o médico, como manipulador das drogas legais e das intervenções cirúrgicas, que supostamente pode ampliar tanto potência quanto juventude. E, de novo supostamente, deter o controle sobre a longevidade e a morte. A ponto de alguns profissionais terem começado a defender que a velhice é uma “doença” que poderá ser eliminada com o avanço tecnológico.
O “doutor” médico e o “doutor” advogado, juiz, promotor, delegado têm cada um suas causas e particularidades na história das mentalidades e dos costumes. Em comum, o doutor médico e o doutor advogado, juiz, promotor, delegado têm algo significativo: a autoridade sobre os corpos. Um pela lei, o outro pela medicina, eles normatizam a vida de todos os outros. Não apenas como representantes de um poder que pertence à instituição e não a eles, mas que a transcende para encarnar na própria pessoa que usa o título.
Se olharmos a partir das relações de mercado e de consumo, a medicina e o direito são os únicos espaços em que o cliente, ao entrar pela porta do escritório ou do consultório, em geral já está automaticamente numa posição de submissão. Em ambos os casos, o cliente não tem razão, nem sabe o que é melhor para ele. Seja como vítima de uma violação da lei ou como autor de uma violação da lei, o cliente é sujeito passivo diante do advogado, promotor, juiz, delegado. E, como “paciente” diante do médico, como abordei na coluna anterior, deixa de ser pessoa para tornar-se objeto de intervenção.
Num país no qual o acesso à Justiça e o acesso à Saúde são deficientes, como o Brasil, é previsível que tanto o título de “doutor” permaneça atual e vigoroso quanto o que ele representa também como viés de classe. Apesar dos avanços e da própria Constituição, tanto o acesso à Justiça quanto o acesso à Saúde permanecem, na prática, como privilégios dos mais ricos. As fragilidades do SUS, de um lado, e o número insuficiente de defensores públicos de outro são expressões dessa desigualdade. Quando o direito de acesso tanto a um quanto a outro não é assegurado, a situação de desamparo se estabelece, assim como a subordinação do cidadão àquele que pode garantir – ou retirar – tanto um quanto outro no cotidiano. Sem contar que a cidadania ainda é um conceito mais teórico do que concreto na vida brasileira.
Infelizmente, a maioria dos “doutores” médicos e dos “doutores” advogados, juízes, promotores, delegados etc estimulam e até exigem o título no dia a dia. E talvez o exemplo público mais contundente seja o do juiz de Niterói (RJ) que, em 2004, entrou na Justiça para exigir que os empregados do condomínio onde vivia o chamassem de “doutor”. Como consta nos autos, diante da sua exigência, o zelador retrucava: “Fala sério….” Não conheço em profundidade os fatos que motivaram as desavenças no condomínio – mas é muito significativo que, como solução, o juiz tenha buscado a Justiça para exigir um tratamento que começava a lhe faltar no território da vida cotidiana.
É importante reconhecer que há uma pequena parcela de médicos e advogados, juízes, promotores, delegados etc que tem se esforçado para eliminar essa distorção. Estes tratam de avisar logo que devem ser chamados pelo nome. Ou por senhor ou senhora, caso o interlocutor prefira a formalidade – ou o contexto a exija. Sabem que essa mudança tem grande força simbólica na luta por um país mais igualitário e pela ampliação da cidadania e dos direitos. A estes, meu respeito.
Resta ainda o “doutor” como título acadêmico, conquistado por aqueles que fizeram doutorado nas mais diversas áreas. No Brasil, em geral isso significa, entre o mestrado e o doutorado, cerca de seis anos de estudo além da graduação. Para se doutorar, é preciso escrever uma tese e defendê-la diante de uma banca. Neste caso, o título é – ou deveria ser – resultado de muito estudo e da produção de conhecimento em sua área de atuação. É também requisito para uma carreira acadêmica bem sucedida – e, em muitas universidades, uma exigência para se candidatar ao cargo de professor.
Em geral, o título só é citado nas comunicações por escrito no âmbito acadêmico e nos órgãos de financiamento de pesquisas, no currículo e na publicação de artigos em revistas científicas e/ou especializadas. Em geral, nenhum destes doutores é assim chamado na vida cotidiana, seja na sala de aula ou na padaria. E, pelo menos os que eu conheço, caso o fossem, oscilariam entre o completo constrangimento e um riso descontrolado. Não são estes, com certeza, os doutores que alimentam também na expressão simbólica a abissal desigualdade da sociedade brasileira.
Estou bem longe de esgotar o assunto aqui nesta coluna. Faço apenas uma provocação para que, pelo menos, comecemos a estranhar o que parece soar tão natural, eterno e imutável – mas é resultado do processo histórico e de nossa atuação nele. Estranhar é o verbo que precede o gesto de mudança. Infelizmente, suspeito de que “doutor fulano” e “doutor beltrano” terão ainda uma longa vida entre nós. Quando partirem desta para o nunca mais, será demasiado tarde. Porque já é demasiado tarde – sempre foi
veja mais: www.ubern.org.br
A VOZ POÉTICA DE EDUARDO GOSSON - PRESIDENTE DA UBE/RN
CANTIGA EM TORNO DO GIRASSOL
Para PEDRO SIMÕES NETO
Com um girassol eu vim
Com um girassol eu vou
Na escuridão do tempo
Encontrar o meu amor
Com um girassol eu vim
Com um girassol eu vou
Voando no infinito
Agora livre de toda dor
Com um girassol eu vim
Com um girassol eu vou
Em busca de Deus
E do seu filho Nosso Senhor
Com um girassol em vim
Com um girassol eu vou
Para Nova Jerusalém
Esperar o meu amor
Que, com certeza,
Virar um dia
Morar com o Criador
E nesta sinfonia
Haverá tão-somente
Cantigas de amor!
Eduardo Gosson,
03.02.2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A DALUZINHA CONVIDA VOCÊ PARA PARTICIPAR DO SARAU DAS PRINCESAS!
SARAU DAS PRINCESAS
DALUZINHA AVLIS
CONTADORA DE HISTÓRIAS CONVIDA...
No dia 05 de fevereiro, iniciando pontualmente às dezoito horas a pedido da Vovó Avlis, que nos lembra de ser a HORA DO ANGELUS o “momento da anunciação que o Cristo viria para nos salvar” estará acontecendo o nosso SARAU DAS PRINCESAS...No NATAL comemoramos o nascimento de JESUS CRISTO, simbolicamente montamos uma árvore de natal, pois Ele é a videira e nós somos seus ramos... Depois chega o Dia REIS, seis de janeiro, quando tradicionalmente as famílias desmontam suas árvores e guardam seus objetos natalinos, e este dia, aqui na casa da Daluzinha Avlis é dia de festa!
Comemoramos com o SARAU DAS PRINCESAS! Um momento idealizado para reunir SOMENTE MULHERES!!! Mulheres fonte incessante de transformação da vida, de esperança e coragem. Somos PRINCESAS pelo simples fato que somos FILHAS DO REI DOS REIS!!!
A Daluzinha desmonta então “com todas as suas convidadas” a sua árvore, em um gesto simbólico, acreditando que aquelas mãos que estão juntas naquele momento, deverão também durante todo o novo ano que se inicia, estarem solidariamente unidas, construindo com diversas parcerias, a cada momento que for possível, e sempre que necessário: um mundo muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito melhor para TODOS!
Neste ano o nosso SARAU, teve de ser adiado, daí escolhemos o dia 05/02, o dia que nosso REI me deu o “Dom da Vida!” e que deliciosamente foi escolhido também como o Dia Mundial das FADAS!!! Ora! Isto também nos reveste muiiiiiiiiiiiiiiiiiito bem!!! *SOMOS SIM PRINCESAS E FADAS!*
Que eu saiba todas gostamos de ganhar presentes! Sendo então meu aniversário, me sinto no direito de pedir a TODAS minhas PRINCESAS aqui convidadas, três presentes! E não apenas unzinho...
• Que venham a nosso SARAU, desmontar com a Daluzinha sua árvore de Natal ...
• Que tragam uma história para contar, uma poesia para recitar, uma curiosidade para nos informar, ou simplesmente o teu melhor sorriso para enfeitar nosso tão especial momento...
• Que venham também com o coração aberto, pré-disposto a de alguma forma participar do DISTRIBUINDO BARAKA o evento comemorativo da SEMANA DO CONTADOR DE HISTÓRIAS-2013, não precisamos apenas de Contadores, Professores, Poetas, Cantores, Bailarinos, Músicos, Motoristas, Fotógrafos, Costureiros, Pintores etc... PRECISO DE TODAS ESTAS PRINCESAS/FADINHAS para juntas realizarmos mais um LINDO, GRANDIOSO E FELIZ EVENTO LUZ PELA PAZ PLANETÁRIA.
...Se você ainda não solicitou o Facebook Distribuindo Baraka por gentileza solicite o mais rápido possível, assim você já estará ajudando muito a divulgar.
Estou te aguardando! Av.Miguel Castro 608, Lagoa Nova, casa de muro verde como a “FLORESTA AMAZÔNICA”, fica no trecho entre Av. Potiguares (pertinho do posto de gasolina) e Av. Seis (pertinho da Liga contra o Câncer)...88171652 ....32311008
Daluzinha Avlis
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
O TRISTE LAMENTO DA BARONESA -
Sou testemunha do apreço e, do orgulho de Lucia Helena Pereira pelo inesquecivel Pedro Simões, nosso confrade e amigo. Irmano-me a sua dor e, a da familia por tão grande perda.
O MEU SILÊNCIO CALOU-SE PARA SEMPRE.
O MEU SILÊNCIO CALOU-SE PARA SEMPRE.
OH!DEUS!
ELE PASSOU UM ANO, UM MÊS E UM DIA NAQUELE HOSPITAL, ENTRE APARTAMENTO E
UTIS (A UM E A DOIS)... COM SEUS FAMILIARES BEBENDO ORVALHOS DE
ESPERANÇAS E LAMBENDO O NÉCTAR DA FÉ NUMA POSSÍVEL CURA.
PEDRINHO, MEU AMIGUINHO DE INFÂNCIA, UM PÁSSARO DE DEUS AGORA VOANDO PELO INFINITO.
O
MEU SILÊNCIO CALOU-SE DEFINITIVAMENTE. E JAMAIS OUVIREMOS O MURMÚRIO
MELÓDICO DE SUAS POESIAS, NÃO MAIS OUVIREMOS AQUELAS PALAVRAS DE
GENTILEZA, E NÃO MAIS VEREMOS O SEU OLHAR DE LUZ.
MEU CORAÇÃO
SENTE ESSA GRANDE DOR. JÁ NÃO TENHO MAIS 20 ANOS, COMO DIZ CHARLES
AZNAVOUR. O CANSAÇO DA VIDA, A LUTA, AS ESPERANÇAS FRUSTRADAS, AS
SOLIDÕES, AGONIAS, DOENÇAS..."NÃO DÁ MAIS PRA SEGURAR/ EXPLODE CORAÇÃO".
PEDRO
SIMÕES NETO, UM MENINO DO MUNDO, UMA INTELIGÊNCIA INVULGAR, ORADOR DOS
MELHORES, UM APAIXONADO POR CEARÁ-MIRIM E PELAS COISAS TODAS QUE O
DEIXAVAM EM ESTADO DE ENCANTAMENTO.
MEU DEUS, PENSO EM TODA ESSA
FAMÍLIA, NA HONRADEZ EM QUE VIVEM. UMA GRANDE FAMÍLIA: PEDRO E
JOVENTINA, ÚNICOS FILHOS DO QUERIDO CASAL - DR. PERCÍLIO ALVES E DONA
ESMERALDA. E FOI JOJÓ (JOVENTINA) QUEM ME TELEFONOU: "LUCINHA, DEDÉ
PARTIU"...
ESTOU EM CASA, ISSO FOI HÁ UNS QUARENTA MINUTOS,
FIQUEI TÃO DESORIENTADA, RODEI PELO APARTAMENTO, ANDEI PELA SACADA,
PEGUEI O CELULAR E LIGUEI PARA MARIA PALITOT. DESABAFEI E ELA, DO OUTRO
LADO, COM SUA VOZ DE AMOR (PARECIA MINHA IRMÃ GIPSE), DISSE-ME COISAS
LINDAS PARA ARREFECER O MEU CORAÇÃO.
JAILZA SIMÕES - SUA ESPOSA - QUE MOÇA BOA,PACIENTE, AMOROSA COM O MRIDO EM TODOS ESSES LONGOS DIAS!
PEDRITO E MARIA SEUS FILHOS, LUCIANA E MILENA E OUTROS FILHOS COM A PRIMEIRA ESPOSA, SABEM O QUANTO DÓI ESSA DOR!
AINDA
ESTOU DESORIENTADA, PEÇO DESCULPAS A GUTEMBERG COSTA, SE TUDO CORRER
BEM, O NO QUE ENTRA USAREI MINHA MÁSCARA NO BAILE DOS ANTIGOS CARNAVAIS.
PEDRINHO,
MEU AMIGO MAIS QUERIDO, CHORO POR TI E MEU OLHAR SE ENCHE DE FESTA AO
PRESSENTIR UM CORTEJO DE ANJOS LHE ACOMPANHANDO NA NOVA JORNADA.
VAI PEDRO, VAI PARA JUNTO DOS TEUS PAIS, EIS O MILAGRE DAS SUCESSÕES DA VIDA!
MEU
QUERIDO, HOJE É O PRIMEIRO DIA DE FEVEREIRO E JÁ VAIS PARTIR, ASSIM,
TÃO CEDO? DIZ-ME UM POEMA. CANTA AQUELAS BOAS DAS SERESTAS...PRECISO
OUVIR A SUA VOZ QUE O SILÊNCIO VIOLENTOU! PRECISO DA LUZ DA SUA
SENSIBILIDADE NOTÁVEL PARA SENTIR QUE AINDA POSSO SER MUITAS COISAS,
NUMA SÓ, COMO DIZIA VOCÊ.
NÃO SEI MAIS O QUE DIZER.
NOTA DE FALECIMENTO
A
União
Brasileira de Escritores do RN – UBE/RN comunica o falecimento do Sócio
Efetivo Escritor PEDRO SIMÕES NETO ocorrido hoje dia 01 de fevereiro,
nesta cidade, lamentando
a sua partida para a Casa do Pai, após uma longa enfermidade. Outrossim,
informa que o corpo está sendo velado no centro de velório Morada da Paz
da Rua
São José, próximo ao Corpo de Bombeiros, e o sepultamento ocorrerá
amanhã às
8h, no Cemitério de Ceará-Mirim.
Pedro Simões
Neto era aquele modelo de intelectual
completo: grande leitor, escritor, editor e articulador da Cultura. No seu dinamismo, fundou a
Academia Cearamirinense de Letras e Artes – ACLA, apresentando ao Poder
Público municipal um Plano de Cultura e
Turismo. A UBE e o Rio Grande do Norte
estão de luto, ao tempo em que se solidariza com a viúva e os seus filhos.
Natal/RN, 1 de Fevereiro de 2013.
Diretoria
Presidente: Eduardo Antonio Gosson
1º Vice-Presidente: Jurandyr Navarro da Costa
2ª Vice-Presidente: Anna Maria Cascudo Barreto
2ª Vice-Presidente: Anna Maria Cascudo Barreto
Secretário-Geral: Manoel Marques da Silva Filho,
1º Secretário: Paulo Jorge Dumaresq Madureira
2º Secretário: Francisco Alves da Costa Sobrinho
1º Tesoureiro: Jania Maria Souza da Silva
2º Tesoureiro: Aluizio Matias dos Santos
Diretor de Divulgação: Lúcia Helena Pereira
2º Tesoureiro: Aluizio Matias dos Santos
Diretor de Divulgação: Lúcia Helena Pereira
Diretor de Representações Regionais: Joaquim Crispiniano Neto
Diretor Jurídico: Carlos Roberto de Miranda GomesUFRN: PROCESSO DE MESTRADO EM CIÊNICAS FLORESTAIS, ESTA COM INSCRIÇÕES ABERTAS
O processo seletivo para o curso de
Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL),
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está com
inscrições abertas até o dia 15 de Fevereiro, para ingresso em 2013.
Serão oferecidas três vagas para o curso
de Mestrado na área de concentração em Ciências Florestais, integrante
da linha de pesquisa Manejo e Utilização dos Recursos Florestais.
Candidatos interessados devem ter formação na área das Ciências
Agrárias.
A documentação do candidato pode ser
encaminhada via postal expresso (SEDEX) para o endereço do Programa ou
pessoalmente na Secretaria da Graduação da Unidade Acadêmica
Especializada em Ciências Agrárias – UECIA – Campus de Macaíba. Os
candidatos interessados podem se escrever pelo site: www.sigaa.ufrn.br/sigaa/public/processo_seletivo/lista.jsf?aba=p-processo&nivel=S.
Mais informações sobre o Programa, no endereço: www.sigaa.ufrn.br/sigaa/public/programa/portal.jsf?lc=pt_BR&id=6381.
agecom - por e-mail
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
UFRN: INSCRIÇÕES ABERTAS PARA PROFESSOR SUBSTITUTO DA ESCOLA DE MÚSICA
republico na íntegra
A Escola de Música da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) está com inscrições
abertas até esta quarta-feira, 30, visando ao preenchimento de vagas e
formação de cadastro de reserva para professor substituto nas
disciplinas de Harmonia e História da Música, Trompete e Piano e
Co-repetição.
De acordo com edital os interessados podem realizar a inscrição, exclusivamente, na Secretaria da Escola de Música da UFRN, de forma presencial ou através de procuração autenticada em cartório, não sendo permitido, em hipótese alguma, o recebimento de inscrições via postal ou enviadas por meio eletrônico.
No ato da inscrição o candidato deverá apresentar original e cópia dos seguintes documentos: RG, CPF e Título de Eleitor,recibo de pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 13; Diploma de Graduação e/ou Diploma de Pós-Graduação, ou declaração que comprove estar em fase de obtenção dos mesmos; Curriculum Vitae ou Lattes; documento que ateste a quitação com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino. O requerimento de inscrição está disponível na página eletrônica da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFRN (www.progesp.ufrn.br);
O processo seletivo acontece de 4 a 6 de fevereiro. Para mais informações e o programa da seleção basta acessar o site da Escola de Música (www.musica.ufrn.br) ou a página da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (www.progesp.ufrn.br).
De acordo com edital os interessados podem realizar a inscrição, exclusivamente, na Secretaria da Escola de Música da UFRN, de forma presencial ou através de procuração autenticada em cartório, não sendo permitido, em hipótese alguma, o recebimento de inscrições via postal ou enviadas por meio eletrônico.
No ato da inscrição o candidato deverá apresentar original e cópia dos seguintes documentos: RG, CPF e Título de Eleitor,recibo de pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 13; Diploma de Graduação e/ou Diploma de Pós-Graduação, ou declaração que comprove estar em fase de obtenção dos mesmos; Curriculum Vitae ou Lattes; documento que ateste a quitação com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino. O requerimento de inscrição está disponível na página eletrônica da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFRN (www.progesp.ufrn.br);
O processo seletivo acontece de 4 a 6 de fevereiro. Para mais informações e o programa da seleção basta acessar o site da Escola de Música (www.musica.ufrn.br) ou a página da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (www.progesp.ufrn.br).
fonte: agecom por e-mail
Assinar:
Postagens (Atom)