quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ANTROPOLOGIA: VALE A PENA CONHECER -



Introdução
Em sentido estrito, é a história natural dos hominídeos, na sua diacronia espácio-temporal. Estuda portanto o homem atual (Homo sapiens sapiens), caracterizando-o no quadro de classificação dos animais. Investiga e descreve, assim, as raças humanas no que concerne às suas características físicas. Estuda também as espécies extintas do género Homo e dos seus parentes. É a antropologia dita física. Num sentido mais amplo, a antropologia inclui também o estudo das manifestações culturais dos grupos humanos naturais, de acordo com critérios psicológicos, sociais e linguísticos. Neste contexto de abordagem científica surge a antropologia cultural. Numa perspetiva global, a antropologia é a ciência que estuda o homem enquanto ser animado nos seus vários aspetos e na sua relação com a cultura, desde a pré-história até aos nossos dias. O objeto desta ciência do homem é a compreensão e estudo deste no mundo atual através de análises comparativas. A relação do indivíduo com o seu grupo, de forma parental ou meramente social, é atualmente uma das áreas mais abordadas pela antropologia moderna, fortemente apoiada nas ciências exatas e nos seus dados.
Há, no entanto, dois aspetos essenciais na antropologia: o natural e o cultural. Ambos têm entre si relações evidentes, tendo sido estudados conjuntamente durante muito tempo. Atualmente, são objeto de ciências independentes, ainda que conexas: a antropologia física, antropobiologia ou simplesmente antropologia, por um lado, e etnologia ou antropologia cultural, por outro.

Divisões da Antropologia
A antropologia física difere da anatomia e da fisiologia, pois se estas tratam especificamente da estrutura e funções do homem, aquela dedica-se ao estudo da diferença biológica entre os seres humanos e respetivas causas. Se a anatomia e a fisiologia são ciências do indivíduo, a antropologia física é a ciência dos grupos humanos. Esta divide-se em seis disciplinas: a genética humana, que estuda os mecanismos de transmissão hereditária dos diferentes caracteres, normais e patológicos, e as variações genotípicas das povoações humanas (genética das populações); a somatologia e a osteologia, ligadas à morfologia das diferentes partes do corpo, a primeira, e do esqueleto, a segunda; a antropometria, medidas e proporções do corpo humano; a antropologia fisiológica, relacionada com o crescimento, os grupos sanguíneos e outras características fisiológicas presentes nos grupos humanos. Numa abordagem mais sistemática da antropologia, surgem outras especialidades, como biotipologia (diferenciação biotipológica), a raciologia ou antropografia (descrição e classificação das raças humanas); e a paleontologia humana ou paleoantropologia (estudo dos hominídeos do passado, em termos de origem, evolução e classificação). Existe também a antropologia aplicada, pois são inúmeras as aplicações da antropologia física a diversos campos de atividade: a antropometria e a ergonomia (relação do homem com o seu ambiente de trabalho, importante para os aspetos laborais e administrativos). Uma das ideias que mais influenciou a antropologia física foi o evolucionismo de Darwin, a partir da sua obra A Origem das Espécies (1959), concebendo a evolução biológica (física) do homem como sujeita a um desenvolvimento biogenético dos grupos humanos.
A Antropologia Cultural ocupa-se das diversas formas de cultura que o homem desenvolveu ao longo do seu desenvolvimento biológico. Os vetores essenciais de abordagem são o desenvolvimento da cultura, os povos e a organização social. Desenvolve-se em quatro partes essenciais: a arqueologia, a etnologia, a antropologia social e a linguística. A arqueologia estuda os vestígios das várias culturas humanas, centrando-se, na antropologia cultural, principalmente sobre os povos primitivos, através da recolha e análise de materiais que possam fornecer dados para a reconstrução da sua vivência coletiva. Habitats, alimentação, reprodução, arte, religião, quotidiano, entre outras manifestações da vivência humana, são alguns dos campos de investigação da arqueologia enquanto auxiliar da antropologia cultural.
A etnologia é, para muitos autores, a essência da antropologia cultural. Caracteriza-se pelo estudo dos povos ou grupos étnicos, utilizando dados e resultados dos demais ramos da antropologia cultural. Tem como objeto a observação e compreensão da globalidade cultural de um povo, procurando-se analisar a atuação e comportamentos de cada indivíduo. Os grupos são assim descritos, coletiva e individualmente, em relação aos seus costumes, hábitos sociais, cultura material e instituições. Definem-se assim as áreas culturais, a capacidade de aproximação a outras ou a sua repulsa, a possibilidade de difundir novas ideias e hábitos. As relações históricas entre os vários grupos e respetivas culturas são também um enfoque levado em conta pela etnologia. A etnografia - descrição de uma comunidade ou povo - é uma subdisciplina da etnologia.
Quanto à antropologia social, estuda os diferentes aspetos da cultura e o comportamento de cada um deles em relação ao todo social. Por exemplo, a lei e a religião só podem ser entendidas enquanto inseridas num todo cultural e assim perspetivadas como objeto de estudo, nunca isoladamente. Também há investigadores que dão primazia à análise da influência de uma dada cultura sobre a personalidade de um indivíduo. Em resumo, a antropologia social define o comportamento do indivíduo como algo determinado pela sociedade a que pertence, procurando-se um denominador comum generalizável a todas as sociedades, comparando sistemas antigos e modernos. A antropologia social é um ramo essencialmente teórico, visando a definição de leis e regras, sendo auxiliar da história no que concerne ao estudo das instituições e sociedades, não tanto em relação aos povos. Confunde-se muitas vezes com a etnologia. Destacam-se na antropologia social nomes como Malinowski, Warner ou Firth.A linguística recolhe vocabulários, estuda a fonética e analisa a estrutura das línguas, fazendo parte da antropologia cultural pelo simples facto da linguagem ser um produto do Homem. O estudo das estruturas gramaticais a comparação dos vocabulários, por exemplo, conduz ao parentesco ou relacionamento entre línguas, culturas ou povos, como se pode verificar no estudo das línguas indo-europeias e na definição histórico-geográfica das mesmas.

Correntes da Antropologia
A antropologia cultural conheceu várias correntes de pensamento e metodologia até aos nossos dias, que acabaram por influenciar profunda e irreversivelmente outras ciências sociais e humanas. Assim, a primeira foi o evolucionismo cultural, para a qual todos os grupos humanos têm que atravessar necessariamente as mesmas etapas de desenvolvimento, e as diferenças que podem ser observadas entre as sociedades contemporâneas seriam apenas desfasamentos temporais, fruto dos diferentes ritmos de evolução. Já em fins do século XIX e meados do XX, surgiu o difusionismo, que aponta a novidade cultural como algo muito raro, sendo mais frequente a relíquia cultural, dando-se um grande enfoque à história nesta corrente antropológica. Daqui despontou o hiperdifusionismo cultural, a partir da escola de Viena (Graebner e Schmidt) e inglesa. Defende esta corrente que as culturas existentes descendem de um - ou poucos - centros difusores que teriam realizado todas as invenções culturais. Um desses centros era o Egito. Depois adveio o funcionalismo, de Malinowski e Boas, em que a cultura é um conjunto unitário que deve ser estudado na totalidade, composto como uma máquina de diferentes peças interligadas entre si. Só faz parte de uma cultura aquilo que nela tem uma função. Veio depois o estruturalismo, que muito influenciou a história. Foi o seu primeiro mestre Marcel Mauss e seus expoentes máximos Arnold Radcliffe-Brown e Claude Lévi-Strauss. Baseando-se em conceitos derivados da matemática formal e da linguística, os estruturalistas procuram conhecer e compreender uma determinada sociedade a partir do seu modelo estrutural. Este tipo de abordagem foi muito importante para o conhecimento dos sistemas de parentesco e para o estudo dos mitos. A tendência marxista também existe na antropologia ainda hoje, tal como o evolucionismo multilinear de certos antropólogos americanos.Ligadas à antropologia existem também a antropologia filosófica e a antropologia teológica. A primeira dedica-se ao estudo da essência do ser humano, a segunda a dimensão antropológica de toda a mensagem cristã, de forma a esclarecer a doutrina ao homem. Estão ambas muito presentes nas obras de Santo Agostinho: a primeira na sua conceção de "homem interior" (espírito, alma), a segunda na doutrina da graça, uma das vertentes da doutrina teológica do homem, para além das doutrinas da criação e da natureza humana de Cristo (cristologia).
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Como referenciar este artigo:
antropologia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-09-26].
Disponível na www: .

fonte: infopédia - 

NEIDINHA MOURA AUTOGRAFARÁ NOVO LIVRO DIA 02/10 - C0NVITE


"QUERO O MEU SORRISO DE VOLTA"
FLAUZINEIDE MOURA MACHADO

"QUERO MEU SORRISO DE VOLTA"

 Flauzineide Moura Machado convida para sua noite de  autógrafos, no próximo dia 02-10, no salão térreo da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, às 18 horas.
Ao longo do tempo ela vem acumulando atividades na área da Educação e da Literatura.

ALGUMAS ATIVIDADES DA AUTORA:

 Diretora de Eventos da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins - SPVA/RN - Gestão 2009-2011
 Cônsul Poeta del Mundo de Capim Macio-Natal/RN 
Membro da Associação de jornalistas e Escritoras do Brasil/
AJEB/RN
 Membro da UBE/RN em 2012.
 Patrona da Sala de Leitura da Escola Estadual Izabel Gondim-Natal/RN.

“Prêmio TOP BLOG 100” Em comunicação pelo blog: www.divulgadoraliterocultural.blogspot.com 
 
veja mais em:
www.versosediversos.blogspot.com

domingo, 23 de setembro de 2012

VERSOS PARA MINHA MÃE
Geni Macedo Milanez*


Mãe, agora no momento
Eu só posso aqui dizer
Apenas 4 palavras
Sinto orgulho de você.
Não é orgulho pecado
É um orgulho sagrado
Você fez por merecer.


...Vá em paz minha guerreira
Vá para o reino da Glória
Já que aqui terminaste
Tua saga, tua história
Seguiremos teu exemplo
Em constante trajetória.

O poeta Milanez, te espera
Nos campos da natureza
26 anos de ausência
Inspira certa beleza
Outro ABC para ti
Declamará, com certeza

Quero que digas pra ele
Que nas horas mais doridas
Vocês estarão presentes
E nas emoções sentidas
Seus exemplos serão sempre
Suporte pra nossas vidas.
 
 
A autora é Imortal da Academia de Literatura de Cordel do RN. 
Professora Especialista em Literatura e Linguistica.
E minha irmã, excelente cordelista, uma guerreira na vida, de reconhecida sabedoria. 
Nossa mãe nos deixou como legado, além de outras coisas,  a união da nossa familia, somos todos por um e um por todos.

UFRN ABRE INSCRIÇÕES PAR ESPECIALIZAÇÃO EM LITERATURA E CULTURA

Inscrições vão até sábado, 22/09.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte, por meio do Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-Riograndenses (NCCEN), vinculado ao Museu Câmara Cascudo, recebe inscrições até este sábado, 22, para o Curso de Especialização em Literatura e Cultura do Rio Grande do Norte. Estão disponíveis 90 vagas, das 120 abertas no início do processo seletivo.

O curso é voltado para egressos da graduação em Letras e áreas afins, professores da rede pública e privada de ensino da cidade, além de profissionais interessados na área de Literatura e Cultura do RN.

Os encontros terão início neste sábado, 22, a partir das 8h, na sala C1 do setor de aulas II da UFRN. O curso será ministrado de forma presencial, sempre aos sábados, das 8h às 11h40min e das 13h30 às 17h10min. O investimento para a especialização é de 14 parcelas de R$ 150. Está incluso nesse valor todo o material a ser utilizado nas disciplinas do curso.

Para realizar inscrição no processo, os interessados devem acessar a página do Sistema Integrado de Gestão de Atividade Acadêmica (SIGAA) através do link: www.sigaa.ufrn.br/sigaa/public/processo_seletivo/view.jsf, preencher o formulário de inscrição disponível e encaminhar para a coordenação do curso. Em seguida, deve imprimir o boleto de inscrição no valor de R$ 40. O valor referente à inscrição deverá ser pago diretamente à secretária do curso, Adriana Leão, devido à greve dos bancários.

Ainda de acordo com Adriana Leão, os interessados devem se dirigir até a Secretaria do Departamento de Filosofia das 14h às 20h (sala 703 no CCHLA/UFRN) ou entregar antes do início das aulas a seguinte documentação para efetivar a matrícula no curso: cópia do diploma ou certificado de graduação em letras ou áreas afins; carta de intenção, escrita a próprio punho, declarando o interesse em particular do curso; cópia de RG, CPF e quitação com o serviço militar (quando for o caso); formulário de inscrição devidamente preenchido; uma foto 3x4 recente e recibo de pagamento da taxa de inscrição.

Para mais informações entre em contato com a secretaria do curso pelos telefones: 3215-3566 ou 8873-6009, ou ainda pode enviar e-mail para: nccen@reitoria.ufrn.br.
fonte> agenciadenoticias-por e-mail.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

LUTO!


Com pesar comunico o falecimento da minha mãe. A professora aposentada Maria Macedo Xavier Silva, mais chamada carinhosamente de Nenzinha Macedo. Falência múltipla dos órgãos foi à causa morte. A mesma estava com 90 anos de idade. Reconhecida professora alfabetizadora que o Sérido conheceu, por esse motivo tem seu nome em Escola no município de Cerro Corá/RN.
Já em Currais Novos lecionou na Escola Estadual Manoel Salustino na Mina Brejui, foi bibliotecária na Escola Estadual Capitão Mor Galvão.
Em Natal também foi bibliotecária, na Escola Estadual Jerônimo Gueiros onde aposentou-se.
A mesma estava internada há 17 dias na UTI do Hospital Natal Center, o sepultamento acontecerá em hora a ser marcada, no Cemitério Morada da Paz de Emaús.
Foi da minha mãe que herdei o gosto pela leitura e amar livros, além da profissão de professora.


Nenzinha Macedo 1922+2012.