segunda-feira, 16 de novembro de 2009

LITERATURA DE CORDEL

É um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressaem folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou córdeis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que ainda tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes.
No nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estido de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muitos empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
Os cordelistas repentistas, possuem um dom divino, não é todo mundo que tem condições de escrever versos no repente e ao mesmo tempo cantar.
Aqui no nosso Estado existem repentistas famosos, podemos citar Antonio Sobrinho, Sebastião da Silva dentre outros.
Para informações bem mais precisas a esse respeito, existe a Associação Estadual de Poetas Populas/AEPP, cujo presidente é o renomado poeta trovador Dr. José Lucas de Barros.
No passado também temos poetas repentistas de fama apurada como: Manoel Macedo Xavier que fazia dupla com meu pai de saudosa memória José Milanez, Chagas Ramalho, pai do hoje famoso cordelista José Acaci.
Nesse ramo podemos destacar, que ainda vive, o mais antigo cordelista em atividade aqui do nosso RN - o poeta popular José Saldanha.
fonte: wikipédia