quarta-feira, 15 de setembro de 2010

AS MENSAGENS POÉTICAS DO ADEMAR MACEDO


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O circo fechou... e agora que o fracasso veio à tona o palhaço, triste, chora escondido atrás da lona...

(Maria Nascimento/RJ)

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Altruísta, de verdade,

do benfazer! É sequaz,

age, com serenidade,

sem ostentar, o que faz...

(Pedro Grilo/RN)

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2000 > Niterói/RJ

Tema > DELÍRIO > M/E.

Vão-se os dias... os milênios... e, no anseio do saber, cresce o delírio dos gênios, fazendo o mundo crescer! (Carolina Ramos/RN)

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DESENCANTO.

Jaécio Carlos/RN

Não sei

o tanto de medida

do teu amor

nem a espera

que me incomoda

eu sei

o quanto.

No pranto desmedido

meu barco navega

sem direção

na busca incessante

do teu porto.

O vento indisciplinado

não respeita

meus desordenados cabelos,

criando um ar cansado

desgastado

e

sofrido

no meu rosto.

Não sei

a medida do teu amor;

da minha boca

nascem palavras

de desencanto.

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Meu “Currículo” é comum, digo com toda alegria: não tenho curso nenhum mas sou formado em poesia! (Ademar Macedo/RN)

...E Suas Trovas Ficaram:

À noite, fecho as vidraças

do templo da mocidade,

para não ver quando passas

na procissão da saudade...

(Vasques Filho/PI)

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Se você é profundo na gramática,

tem talento em regência e concordância,

produz versos com métrica e elegância

conservando os princípios da temática,

tem ideia moderna, boa e prática,

utiliza um estilo todo seu,

perdeu conta dos livros que já leu,

sendo assim eu respeito os seus mandados

- Só aceito os meus versos criticados

por poetas mais sábios do que eu.

(Pedro Ernesto da Silva/CE)

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POEMA CÓSMICO.

Martinho Ferreira de Lima/PB

Quando na órbita da terra um ser levita, Pelo espaço sem fim em sombra imerso, Numa galáxia distante um outro habita, No limiar dos confins do universo;

Nesse recôndito lugar onde transita, Há um conceito de tempo bem diverso, Mas o exilado do cosmos, o eremita, Na escura solidão compõe um verso.

Perante o abismo imenso de beleza, Extasiado contempla a natureza, E vê os astros que brilham nas esferas;

Mas seu poema cósmico se faz triste; Nos humanóides da terra vê que existe, Um primitivo prazer de serem feras.