sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O RIO GRANDE DO NORTE TEM FOLCLORE





Tem Câmara Cascudo, Deífilio Gurgel e, os que amam a cultura folclórica. O RN é bastante rico em Autos e Danças Populares. Manifestações como, Coco de roda, Bumba meu Boi, a Embolada, o repetente dos cantadores de viola, Presépios e Fandangos retratam dão cara, a formação da identidade cultural do Estado.
Atividades como essas citadas acima, eram comuns conforme citações em relatos históricos, nos séculos XIX e XX. Agora no século XXI estas formas de expressão estão um pouco escassa, embora ainda seja vista mesmo que, pouco frequente nas salas de aulas da educação básica.
Quanto aos espetáculos folclóricos, vemos acontecer em eventos comemorativos, como por exemplo, a data em que se comemora o folclore (22/08) Levando-se em conta a contemporaneidade, essa forma de expressão precisa ser (re) discutida, pois os jovens dessa época que tem contato com essa expressão folclórica admiram, e sentem vontade de participar fazendo valer a cultura do nosso, mas especificamente.
Algumas se têm extinguindo e creem alguns pesquisadores deve-se ao “progresso” e ao advento das grandes cidades.
As danças populares podem ser classificadas em dois tipos: o mais importante é o dos Autos Populares, uma espécie de ópera, onde há uma dramatização específica para cada um dos Autos; e também as Danças Populares puras, sem qualquer dramatização envolvida, onde o que as diferencia é o ritmo envolvido.

Os maiores exemplos de Autos encontrados no Rio Grande do Norte são os Fandangos, Cheganças, e Bois. Nos dois primeiros, o Auto tem inspiração marítima e é encenado com os participantes vestidos de marinheiros, sendo que no fandango são celebradas as conquistas marítimas, e na Chegança há a encenação de uma luta entre cristãos e mouros.
Já o Boi (há vários tipos de Boi: Bumba-meu-boi, Boi de Reis, Boi-calemba) é uma das principais e mais famosas festas folclóricas populares do Brasil, sendo o foco da dramatização a história da morte e ressurreição de um boi, o personagem principal da trama.

Já as Danças Folclóricas mais famosas no Estado são os Cocos, Bambelôs, Emboladas, Bandeirinhas e Capelinhas de melão. Estas duas últimas são características das Festividades Juninas. Os Cocos e Bambelôs são danças típicas de roda. A grande diferença dos Autos é que não há caracterização e todos podem participar. Hoje ainda há apresentações de artistas folclóricos em festivais e eventos culturais em Natal e em cidades do interior do Estado.

Impossível falar do Folclore no Rio Grande do Norte sem falar de Câmara Cascudo
, o maior folclorista do Brasil. O escritor potiguar, nascido em 30 de Dezembro de 1898 registrou a história das Danças Populares no RN desde a primeira apresentação oficial de uma dança folclórica em Natal, em 1812. Dentre suas obras, está o famoso Dicionário do Folclore Brasileiro, a maior obra sobre os personagens do imaginário popular brasileiro.

Também, registramos a figura de um grande mestre em boi de reis, Zé Clemente de São Pedro do Potengi, e após a sua morte,  a viúva Terezinha Santos assumiu o comando de boi de reis no município,juntamente com os seus filhos,  ou seja, a brincadeira foi passando de pai para filho.
Assim sendo, neste dia 22 de Agosto, onde se comemora a data do folclore brasileiro e particularmente o do RN.  Registramos a lembrança dos que fizeram história e dos que a fazem na contemporaneidade. Chico Daniel, Zé Clemente, Terezinha Santos, Deífilio Gurgel, Câmara Cascudo (in memória) os mestres de ontem que abençoam os de hoje.