segunda-feira, 27 de setembro de 2010

MENSAGENS POÉTICAS DO ADEMAR MACÊDO

Trova do Dia:

Meu pai, colono de raça,
desbravador do sertão,
não deixou busto na praça,
mas deixou marcas no chão!

(Pedro Ornellas /SP)

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Trova Potiguar:

Adotando os bons conselhos
das faculdades morais,
os filhos serão espelhos
da retidão de seus Pais.

(Djalma Mota/RN)

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Uma Trova Premiada:

2006 - Amparo/SP
RESPEITO
Pai, abençoa seu filho,
dê-lhe respeito e conforto,
o orvalho não perde o brilho
nas folhas de um galho torto!

(Campos Sales/SP)

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Uma Poesia livre:

AS MÃOS DO MEU PAI.
– Mario Quintana/RS –
As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

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Uma Trova de Ademar:

Com minha alma enternecida,
confesso com todo amor;
eu tenho dois dons na vida:
ser “Pai” e ser “Trovador”!...

(Ademar Macedo/RN)

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...E Suas Trovas Ficaram:

Herdei de ti, pai querido,
essa força de condor
que te fez, sendo um vencido,
ter ares de vencedor.

(Lilinha Fernandes/RJ)

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Estrofe do Dia:

Meu pai que tudo me deu,
me educou, botou na linha,
sua vida fez a minha
meu corpo é parte do seu.
Seu sobrenome é o meu
eu sou sua imitação;
lhe copio em cada ação
imito até no andar;
meu pai tem sempre um lugar
dentro do meu coração.

(Raimundo Caetano/PB)

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Soneto do Dia:

CINQÜENTA ANOS DE SAUDADE...
– Francisco Macedo/RN –
Lembro... Parece que foi ontem e, no entanto;
meio século faz de um longo e triste dia,
quando meu pai partiu e para o céu iria
morar com Deus e nos deixando só o pranto!

Onze anos... E eu tão só, Chorando no meu canto,
curtindo a minha dor... Meu pai, como eu sofria!
Muito, muito eu pensei, no entanto não sabia
que esta tal orfandade em mim doeria tanto!

Mas hoje, exato, meio século depois,
desta cumplicidade que houve entre nós dois
que viverá eu sei, por toda a eternidade.

Hoje, dia dos pais, para uns de muita festa...
Não para mim, pois para mim apenas resta,
Dizer: Escute, pai! Meu grito de saudade!