quarta-feira, 30 de novembro de 2011

BRILHANTE ESCRITOR CIRO JOSÉ TAVARES - DEPOIMENTO SOBRE O TRABALHO POÉTICO DA POETISA GIL FAÇANHA. - PARTE 1

Esse será, o primeiro de uma série sobre a obra literária da poetisa potiguar GIL FAÇANHA que em breve estará mostrando a sociedade seu lado poético lírico, por meio do seu 1º livro que deverá chegar as nossas mãos em breve, com prefácio do magnifico escritor Ciro José Tavares. Eis o depoimento:

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À Margem da poesia de Gil Façanha

"O olhar de Ciro José Tavares"
Debrucei-me com prazer sobre o trabalho poético de Gil Façanha para concluir, ao final, que estava diante de uma escritora sensível e que expõe suas emoções com extrema facilidade. Por não definir com precisão seu estilo, ela entrega-se às imagens líricas e através delas permite que sua alma cante.
Todo livro de estreia resulta de uma ação corajosa e é esse heroísmo escondido da autora que devemos saudar em primeiro lugar. Ninguém melhor do que ela para reconhecer as limitações de uma iniciante no complexo mundo da poesia e sua primeira conversa comigo foi nesse sentido. Eu havia lido alguns poemas seus no Facebook e a qualidade aguçou minha curiosidade. Pedi algumas informações e soube que participara de uma antologia publicando poemas e textos em prosa.
Na nossa primeira conversa deixei que ela falasse para que seus sentimentos aflorassem e eu pudesse situar sua postura literária. Gil, a partir dos seus pais, vive acontecimentos dignos de registros num romance. A poetisa emergiu desse universo, com sua melancolia, seu romantismo, seus mistérios, suas atitudes irreveladas.
“Aqui no silêncio do meu quarto,
Na penumbra da minha solidão,
Revejo os antigos passos,
Repenso cada emoção.”
Sua ousadia ao escrever sobre si mesma pode até assustar, mas o perdão deve ser imediato diante de verdades evidentes. Confessa que não tem apenas um estilo, que não escolhe emoções, sendo por elas dominada, Admite que poeta escreva com a alma aquilo que sai do coração. Finalmente, em suas letras, revela-se mulher falando da vida, do amor e da paixão de pele.
Sem exageros afirmo que os belos, embora doloridos, textos de Gil Façanha lembram a mim as vicissitudes do herói central de Thomas Hardy no seu inesquecível Judas O Obscuro e o parágrafo final da Sinfonia Pastoral, de André Gide: “Eu queria chorar, mas tinha o coração mais árido do que um deserto”.