terça-feira, 23 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL!



Para mim, o  natal é a festa máxima da cristandade, é o aniversário de Jesus.
Por isso sou super contra a figura do  tal “pai noel’, pois eu não gostaria que no meu aniversário tivesse outra pessoa tirando a atenção do meu dia...
Sou cristã convicta,  sou consciente do amor de cristo para comigo, sou crente nas suas palavras de carinho para a humanidade, sou crente no evangelho que prega a sua ressurreição e nos anima pensar na sua volta.
Natal pra mim é celebrar o aniversário do meu redentor. É cantar louvores e júbilos ao Rei dos reis, e Senhor dos senhores, embora não frequente nenhuma igreja.
Imbuída desse sentimento desejo a todos (as) meus amigos (as) os crentes em Jesus, uma feliz festa do seu  aniversário, o aniversário do autor da nossa fé.
Para os que não são cristãos, um feriado de saúde e paz!

FELICITAÇÕES NATALINAS RECEBIDA DE JAISE JERONIMO - MACAIBA/RN

Natal somos nós quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando. Somos o pinheiro de natal quando resistimos vigorosamente aos tropeços da caminhada. Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes, nossos atos, são cores que adornam. Somos os sinos do natal quando chamamos, congregamos e procuramos unir. Somos luzes do natal quando simplificamos e damos soluções. Somos presépios do natal quando nos tomamos pobres para enriquecer a todos. Somos os anjos do natal quando cantamos ao mundo o amor e a alegria. Somos os pastores de natal quando enchemos nossos corações vazios com Aquele que tudo tem. Somos estrelas do natal quando conduzimos alguém ao Senhor. Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor, não importando a quem. Somos as velas do natal quando distribuímos harmonia por onde passamos Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis. Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos. Somos cartões de natal quando a bondade está escrita em nossas mãos. Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor, oferenda e comunhão. Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, de esperança, qualquer pobre do nosso lado. Somos as festas de natal quando nos despimos do luto e vestimos a gala. Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós. Obrigado Jesus! Por vossa luz, perdão e compreensão. Feliz Natal, Amiga!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O ARTIGO DO JORNALISTA PÚBLIO JOSÉ - NATAL/RN




                       Pesquisas mais recentes sobre o funcionamento da mente humana, sobre os elementos que regem a formação da inteligência e suas várias formas de manifestação, demonstram não haver, necessariamente, nenhuma relação entre a inteligência e a moral. Os estudos, da mesma forma, concluem pela inexistência de conexão entre a inteligência e a ética, como também entre ela e o caráter. Nesse território ainda pouco vasculhado da mente, a conclusão a que se chega, lamentavelmente, é que o personagem de uma história, para ser inteligente, não terá, obrigatoriamente, de agir em sua comunidade como pessoa de moral, de caráter, de boa índole. Por tais estudos, a inteligência está desatrelada dos demais elementos que constituem a base do comportamento humano, para planar, como águia, acima dos valores e escolher o rumo indicado pela individualidade e pelo livre arbítrio.
                        Tais considerações são pertinentes pelo momento de verdadeira inversão de valores que se observa, praticados na vida das pessoas, independente do segmento social que se venha a analisar. Maliciosos, antiéticos e imorais são visíveis em todos os quadrantes a olho nu, sem a necessidade, para descobri-los, de sofisticados instrumentos de medição científica. De todo modo, a conclusão dos estudiosos vem a calhar, pois passa a estabelecer uma rigorosa conexão científica entre o resultado dos trabalhos acadêmicos e a realidade que se vive no dia a dia contemporâneo. E no que isso tudo resulta? Que conclusões, do ponto de vista prático, podemos tirar de tais observações? É que, se antes o homem, em sua grande maioria, agregava à inteligência fortes conceitos carregados de moral e de ética, atualmente posiciona-se numa direção contrária, separando-a e cultivando-a para a prática de delitos de toda ordem.
                        Se agora está explicado, cientificamente, que a inteligência corre por fora, desligada do caráter, da moral, da ética, nos trejeitos que articula diante dos embates diários da vida, está justificada, então, a onda de safadezas e malandragens que abarrota o noticiário e enche de vergonha, entre outros, os espaços mais nobres da rotina nacional. É corriqueiro, pois, notar-se o uso que se faz da inteligência a serviço dos valores mais mesquinhos, para, como isso, glorificar-se a máxima de que o negócio é levar vantagem – em tudo. Rigor exagerado no que afirmo? Gostaria demais que assim fosse. Gostaria, inclusive, de serem totalmente erradas as observações que faço em torno deste assunto e de outros que compõem o cotidiano humano. Entretanto, não se tapa o sol com a peneira. E o que fica em nós, inexoravelmente, diante da realidade que rola, é o gosto amargo da decepção, da impotência, do desengano.
                        E o caráter como é que fica? Pra que direção se inclina, afinal? Segundo o dicionário, o caráter é o conjunto de traços psicológicos, o modo de ser, de sentir e de agir do indivíduo. Já a inteligência é a capacidade de fazê-lo perspicaz, de fazê-lo aprender com rapidez, de adaptá-lo a situações adversas. Enfim, de resolver pepinos e propor soluções. Daí, logo se vê que a inteligência trava uma luta renhida entre devotar-se a causas nobres, tendo no caráter um bom parceiro, ou amoldar-se de vez às exigências que afloram no contexto da tão apregoada modernidade. Para o caráter manter-se atrelado a princípios morais e éticos, com a inteligência se lambendo por vantagens imorais, não é tarefa fácil. Das duas uma: ou ele vence-a, subjuga-a – para permanecerem ambos num elevado padrão ético –- ou também embarca na gandaia.  Pois, como justificam – com cinismo – os tais inteligentes, resistir, quem há de?    
                                               



 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

PAI, FILHO E ESPIRITO DO CONTO DE DIAS CAMPOS - SÃO PAULO/SP

Dias Campos
Somo voz


            Ontem à noite fui a uma exposição de arte contemporânea. Confesso, porém, que não queria ir. Mas como prometera esse passeio à minha esposa, alternativa não tive senão a de reunir as forças que me sobravam e partir para o desconhecido, demonstrando bom ânimo o mais que pudesse.
Passado o sufoco por uma vaga no estacionamento – é incrível como centenas de outras esposas tiveram a mesma ideia –, e um outro estorvo logo se avizinhou, pois me esquecera de antecipar a compra das entradas pela Internet. E mais quarenta minutos se passaram até que conseguíssemos entrar.
Foi no próprio rés do chão que meus olhos foram atraídos por uma peça no mínimo exótica. Era um bidê – sim, um bidê! – de porcelana branca desbotada decorado com flores plásticas multicoloridas. Ora, como tudo era vendável, fui ao preço... e, pasmem, milhares de reais deveriam ser desembolsados por quem quisesse contemplá-la a sós no aconchego do lar.
Só que neste mesmo instante, distingui, nitidamente, uma voz há muito familiar. Era Mário Vargas Llosa, que tecia mais de uma consideração.
Entusiasmado, varri com os olhos todo o recinto, na esperança de tornar a abraçar aquele a quem muito estimo. 
Mas não o reencontrei.
Achei tudo isso muito estranho, sobretudo quando, afinando a minha escuta, notei que suas reflexões não só continuavam, como também pareciam permear aquele objeto de admiração. E pensei com meus botões: que maneira singular de se fazer propaganda!
Como me aproximasse daquela coisa – e isso muito agradava à minha mulher, que cria no meu crescente interesse –, mais e mais o intrigante mistério se descortinava. Na realidade, não era o Nobel de literatura, em si, que se fazia ouvir, mas, sim, a sua crítica, aquela mesma que dirigira à obra de Damian Hirst, um tubarão conservado em formol, e que proclamara em A civilização do espetáculo, livro que trata da degeneração das formas artísticas ante o aparecimento de uma sociedade voltada para o entretenimento puro e simples.
Era fato, aquilo que muitos aplaudiriam como uma obra-prima, e que, por isso mesmo, seria vendida a preço de diamantes, desnudava-se no que realmente era e que nunca deixara de ser: uma peça sanitária adornada com flores de mentira.
Mas o pior é que não consegui me conter e acabei revelando ao meu eterno amor o que me ia na alma... E foi a duras penas que consegui contornar esse pequenino deslize, o que evitou que o “climão” que se formara entre nós permanecesse.
Passado esse contratempo – e Deus sabe o quanto me contorci a cada novo pavimento –, e percebi que um aperto me ficara no peito. Afinal, esse fenômeno seria irreversível? Ou, dizendo de outra forma, até quando o declínio da cultura satisfará o modo de ser contemporâneo?
E como da arte prefiro a literatura, somo voz ao filho mais dileto de Arequipa, deixando a todos apenas mais duas perguntas: Por quanto tempo a decadência dominará as prateleiras das grandes livrarias ou fará abarrotar as salas dos cinemas? Será que nossos adolescentes aprenderiam mais com ela, ou será que se seus pais os incentivassem a ler, por exemplo, Vitor Hugo, Fernando Pessoa, Machado de Assis e Umberto Eco, entre outros, eles cresceriam mais bem preparados? Que o digam a criatividade nas redações dos concursos públicos, e as notas que lhes são consequentes!

domingo, 14 de dezembro de 2014

CALENDÁRIO LETIVO DAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO 2015

Portaria nº 948/2014 – SEEC/GS

A SECRETÁRIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais,

RESOLVE

Art. 1º. Aprovar o Calendário Escolar de 2015, anexo, a ser adotado pelas escolas da Rede Estadual de Ensino, com início do ano letivo para 02 de março de 2015.

Art. 2º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Publique-se. Registre-se. Cumpra-se.

Gabinete da Secretária de Estado da Educação e da Cultura, em Natal/RN, 26 de novembro de 2014.

Betania Leite Ramalho
Secretária

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

SEEC E MINISTÉRIO PÚBLICO COMEMORAM SUCESSO DA CAMPANHA CONTE ATÉ 19 NO RN.




  Trabalhar para acabar com a triste realidade, a violência que chega ao RN, trazendo dados alarmantes. Os noticiários que alardeia o que ninguém deseja para sua família, violência!
           Pensando em reparar essa realidade, que embora ainda não esteja em nossas escolas, a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte uniu-se, por meio do seu Núcleo de Educação para a Paz e Direitos Humanos – NEEPDH e Subcoordenadoria de Ensino Médio – SUEM, a Promotoria de Justiça do Estado, na promoção da Campanha Conte até 10, cujo objetivo, coibir prevenir a violência nas escolas da sua rede.
            Nesse sentido, hoje estiveram reunidas no Complexo Cultural da Zona Norte, celebrando a Paz, a vida, mostrando o que os nossos jovens aprenderam sobre as temáticas trabalhadas nas escolas, durante o ano letivo de 2014. 
Betânia Ramalho, Iveluska, Vicencia e Maria José.
            Foi o ápice da Campanha, e a festa foi bonita e recheada de atividades, que os nossos Professores e Estudantes da escola pública tão bem sabem fazer. Foi momentos de puro deleite com poesias, cantos, releituras sobre bullingy, drogas e a mensagem principal, a PAZ NAS ESCOLAS, mensagens passadas por meio de peças teatrais.
           Presentes ao evento estavam as seguintes autoridades: Gestores, Professores e Coordenadores Pedagógicos das escolas envolvidas na Campanha, a Secretária de Educação, Profa. Doutora Betânia Ramalho, Promotora Iveluska Xavier, Profa. Doutora Aliete Bormann, Subcoordenadora de Ensino Médio, Profa. Espec. Maria José, Diretoria da 1ª DIREC e a Profa. Espec. Vicência Santos, Diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTE e os Técnicos Pedagógicos NEEPDH E SUEM.
         As escolas presentes ao evento foram: Instituto Padre Miguelinho, E.E. Winston Churchill, E.E. Anisio Teixeira, E.E. Berilo Wanderley, E.E. Miriam Coely, E.E. José Fernandes Machado, E.E. Jean Mermoz, E.E. Luís Antônio, Francisco Ivo Cavalcante, todas com um trabalho de excelência.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

1º FORRAU EM NATAL/RN


A CRÔNICA DE JOSÉ EDUARDO VILAR CUNHA - NATAL/RN



Urinol etílico José Eduardo Vilar Cunha.  (*)


                Normalmente as quartas feiras se reúnem no Iate clube do Natal para o almoço de confraternização, os afiliados da Ágape, uma entidade recreativa sem fins lucrativos. Numa quarta feira do encontro costumeiro, se assentavam lado a lado na mesa posta para o almoço, muitos dos seus adeptos, quando de repente surgem pela a porta principal, Affonsinho e Marcelo Morais que pareciam mais com a dupla dinâmica Robin e Batman. 
               A conversa é o ponto alto do encontro e, diante de mim, estava num animado papo, Affonsinho, que dizia que, na sua família havia nomes muito estrambólicos e, começou citando: Minha avó se chamava Occidentina e suas irmãs; Orientina, Ocasina, Poentina, Astrolina, Luina Marina e Orizontina. Da mesma maneira com nomes estranhos eram denominados os seus irmãos: Eraldim, Podalírio, Waldencolk e Trasíbolo. Entretanto, todos eram designados por apelidos, o de minha avó Occidentina era Picucha. Durante o rango, Affonsinho relata acontecimentos que sucederam na sua vida na década de 1950 e, com desembaraço foi narrando; primeiramente que a sua avó Picucha tinha um belo sitio no Município de Caxias, RJ. Durante o relato ele conta que, num certo dia, Picucha e seu irmão Eraldim, apelidado de Peri, que era um exímio tocador de bandolim, os dois, resolveram organizar uma feijoada para homenagear os músicos da Velha Guarda, e dentre eles estavam: Pixinguinha, Donga, Nelson Cavaquinho, João da Bahiana e Jacó do Bandolim. Todavia, para animar mais a festa a avó de Affonsinho o convida e estende a invitacão aos seus amigos e amigas, já que a feijoada era abundante. A questão estava como ir para Caxias, contava Affonsinho, dado a distância, mas, seu amigo Luciano Toscano “O Lucky” se prontificou de conseguir um caminhão da firma João Fortes Engenharia, onde trabalhava. Estava tudo combinado para o dia da festa, o caminhão deveria passar bem cedo, em frente a sua residência no posto 6, bairro de Copacabana. 
             A ansiedade tomava conta da turma de Copacabana, que nesse dia compunham a algazarra os amigos: Hélio Nelson, Afraninho Guerreiro, Ezequiel Ferreira, Abdiel Karin, Carlos Alberto, que tinha o apelido de Cabelo Bom, Breno Capistrano, Edmundo Miranda e algumas namoradas. O alvoroço aumenta quando surge o caminhão na esquina da rua, a euforia foi total e no momento que o veículo para, a procura por um bom lugar foi acirrada, na boléia, continuava lucky e na carroceria todo grupo se aboletava. 
           Durante o trajeto para Caxias o grupo cantava e brincava, todos estavam animadíssimos com aquele acontecimento e, com a perspectiva de uma boa farra, pois haveria um confronto entre a Velha Guarda que era composta pelos músicos e Nova Guarda, o intuito era para ver quem bebia mais e aguentava o tranco. Ao chegar ao sitio, a rapaziada desembarca do caminhão ávida para iniciar os trabalhos e partem logo para a coleta dos limões que foram retirados do pé.
                Com os limões já colhidos e com toda pressa, correm para a cozinha, com as cachaças, o açúcar e gelo para confeccionar a batida que, na época, não era conhecida como caipirinha. Todavia, faltava um elemento, a jarra, foi então que Affonsinho pediu a sua avó um recipiente para fazer a mistura. Ela então lhe disse que não tinha mais nenhum recipiente, além dos que tinha utilizado na colocação do feijão, das carnes, da farofa, linguiça, couve, arroz e que também não possuía mais nenhuma panela disponível.
             Eu aloprei, contou Affonsinho, pois como é que iríamos enfrentar a batalha sem munição. Foi então que a avó Picucha, disse: ”Peraí, tem em um penico”. Muito bem, pensei, como ela era uma senhora de formas avantajadas achei que a peça oferecida serviria para a finalidade a que se propunha. Tá legal vovó, traz o penico. Realmente o urinol era grande o suficiente, e desta maneira foi dado o início da confecção do precioso líquido. 
            Após realização de diversas misturas e provas com os participantes, surge uma dúvida que foi indagada: ”Vovó este penico é novo”? E ela respondeu: Novinho, só usei uma vez, e está bem limpo. Naquela altura da bebedeira não tinha mais jeito de parar, continuamos a usá-lo, com o maior gosto e alegria. No final da disputa etílica, entre a Nova e a Velha Guarda, conta Affonsinho, o confronto terminou empatado, arriou um dos nossos, o Edmundo e um deles o Nelson Cava-
quinho.

(*) Prof. Doutor em Engenharia, Jornalista escritor. Membro do IHGRN / UBE
veja mais em: www.ubern.blogspot.com

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

GÉLSON PESSOA, ESCRITOR DE SANTO ANTONIO DO SALTO DA ONÇA/RN

ENSAIO DO EDUARDO GOSSON - NATAL/RN

O SENTIDO DA VIDA HUMANA

Qual é o sentido da vida? 
Pelo menos uma vez na vida você  já fez essa pergunta. Para o filósofo romeno Cioran não há sentido algum.... uma luta feroz para terminar em nada; voltar ao não-ser através de um transporte de terceira classe: Um caixão quente, sem ar condicionado, muita terra no rosto...
Por esses e outras motivos é que há dois mil e quatorze anos surgiu  JESUS de Nazaré, o  maior de todos, trazendo uma boa-nova: a Esperança. Foi, é e será um Pai bondoso que  com suavidade lhe diz o essencial da vida e, como todo pai, preocupa-se com a sua prole :”De que adianta  o homem ganhar todo o tesoura na terra e perder a sua salvação?”
Você, amigo (a) com certeza ainda não pensou nesta questão? 
Já notou que a nossa  viagem de volta é mais solitária de  todas? 
E mais: não levamos nada.

ENSAIO DO JORNALISTA PÚBLIO JOSÉ - NATAL/RN

CIVILIZAÇÃO ENJAULADA




                   Certas imagens – embora aparentemente sem importância – deveriam marcar a paisagem profundamente. Mas não conseguem. A rotina diária, impregnada de violência acontecente a todo momento, faz com que certos fatos ocorram e sumam na poeira do tempo sem deixar rastro, sem nenhum registro. Esse contexto, por sinal, se insere na luta da grande mídia em selecionar o que acontece nos mais variados recantos para trazê-lo à presença do expectador. E, apesar das modernas tecnologias à sua disposição, e do batalhão de profissionais que emprega, inúmeros episódios fogem ao foco da grande mídia. Frise-se, porém, que tais fatos, embora não sofrendo registro, permanecem importantes, impactantes, e cumprem o papel de expressar, de expor, para quem os presencia, o modus vivendi das gerações de hoje. Em suma, coisas acontecem, muitos não tomam conhecimento – mas elas estão aí. Acontecem.  
                        Essa introdução serve para trazer à tona o registro de um fato e de como ele expressa o paradoxo de fazermos parte de uma nação dita civilizada e que, ao mesmo tempo, produz episódios de pura selvageria, coisa de deixar de queixo caído bárbaros de épocas pré-históricas. Para demonstrar essa realidade, não precisamos nem nos apegar à espantosa roubalheira que toma conta dos altos escalões da administração pública em todas as instâncias. Basta, apenas, nos fixarmos no futebol. Por sinal, em termos de imagem impactante, o futebol é cenário farto e rico. E é uma imagem de um jogo de futebol – ou melhor, de seu final, que nos deixa a refletir sobre o impacto que certas cenas deveriam causar e como somem na fumaça da rotina e do anonimato. E, afinal, o que se viu? Teve tiros, mortes, cenas em delegacias de polícia ou em emergências de hospital? Não. Foi pacífico, então, o que se viu? Foi.
                        Então, onde está a estupefação, o queixo caído, os olhos arregalados? Era fim de um jogo entre os times do ABC e do América, noite de uma quarta-feira qualquer. De fora do estádio, dava para se ver o cortejo de torcedores americanos em direção ao estacionamento e às paradas de ônibus. E aí, o que chamou a atenção? Só havia ali, naquele momento, torcedores de um time só. E os da outra agremiação, do ABC, onde estavam? Enjaulados. Enjaulados? Isso mesmo. De fora do estádio, via-se o frenesi dos que tratavam de ir pra casa, enquanto a outra torcida permanecia trancafiada no interior do estádio. Alguns agarravam-se às grades dos portões, como querendo apressar a saída, dando a nítida impressão, a quem olhava de fora, de que algo de grave acontecera e que fora necessária a retenção de alguns para o restabelecimento e a manutenção da ordem. Engano. Nada de grave acontecera.
                        Explicação: aqueles torcedores não estavam presos, retidos. Porém, a polícia e os administradores do estádio não se arriscavam a permitir que as duas torcidas saíssem ao mesmo tempo. Elas não poderiam se encontrar. Uau! Seria, digamos, uma medida de prevenção. Certamente, baseada em fato anterior que levou as autoridades a adotar a cautela. Que cena! Ali, presos – à espera de que os outros torcedores tomassem seus destinos – estariam homens simples do povo, mas também, e com certeza, magistrados, políticos, altos funcionários públicos, jornalistas, médicos, advogados, professores, empresários... Gente de poder, responsável, em grade parte, pelos destinos da cidade. Estranha civilização essa em que tais pessoas, em função de uma paixão, se veem na condição de bárbaros, de incivilizados, de irracionais – por não poderem conviver com outros que nutrem paixão diferente. Enjaulados. Uau...        

A VOZ POÉTICA DO CIRO JOSÉ TAVARES - BRASILIA/DF



DO AMOR
          Ciro José Tavares.
Amo-te infatigável e indefinidamente.
Amo cada fragmento do teu corpo desolado.
Amo-te como amei inesquecíveis putas brancas,
acolhido no calor do leito de  lençóis macios.
Amo-te como rios que beijam margens e sem dizer adeus
passam sôfregos numa fuga inconsolável,
 ou como ventos outonais agitando árvores
e que veem nas ruas sonolentas o esvoaçar das  folhas secas.
Amo-te como amei dias venturosos num tempo de loucuras.
Amo-te degradada, infeliz, cristã, vazia sem ninguém.
Amo-te na pobreza e silêncio inquietantes porque és pura e meu amor.

O POEMA DE EDUARDO GOSSON - NATAL/RN


DUBLIM E JAMES JOYCE
Para Conceição Flores

Dublim é muito longe
mas o amor de avó é maior do que as distâncias geográficas.
Dublim tem Michael
Joyce e Nora
a camareira que tornou-se sua esposa
Em Dublim não tem a luminosidade nordestina mas tem ULISSES.
(Eduardo Gosson).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

PREMIO JOVEM CIENTISTA - INSCRIÇÃO ABERTA


As inscrições para o 28º Prêmio Jovem Cientista seguem até o próximo dia 19 de dezembro. Para esse ano o prêmio busca soluções e inovações para a segurança alimentar e nutricional. O objetivo é valorizar e dar visibilidade às pesquisas nacionais no setor.
Para orientar os estudantes, o regulamento do prêmio definiu 11 linhas de pesquisa para as categorias mestre, doutor e estudante da educação superior. Para o ensino médio, são cinco subtemas. As pesquisas devem ter aplicação prática na solução de problemas de uma localidade específica ou do país.
Os estudantes do ensino médio ainda têm disponível aulas pela internet sobre segurança alimentar e nutricional, que ajudam a dar os primeiros passos na elaboração da pesquisa. O material didático e informações para inscrição podem ser encontradas no site da premiação.
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, e conta com patrocínio da Gerdau e da BG Brasil.
Podem participar estudantes do ensino médio e do ensino superior, mestres e doutores.Entre as áreas do conhecimento envolvidas no tema estão nutrição, engenharia de alimentos, medicina, agronomia, ciência de alimentos, farmácia e bioquímica.
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), em parceria com a Fundação Roberto Marinho e a Gerdau. Para mais informações sobre as inscrições, acesse a página do facebook e pelo site: ww.jovemcientista.cnpq.br. Anualmente, são oferecidos mais de R$ 800 mil em prêmios, incluindo laptops, viagens e bolsas de estudo e pesquisa, em várias categorias, entre elas a de ‘Estudante do Ensino Médio’ e do ‘Mérito Institucional para a escola do Ensino Médio’. E o mais importante: o Prêmio reconhece publicamente a criatividade e a capacidade de inovação do jovem brasileiro.
 
fonte: Danilo Bezerra

domingo, 7 de dezembro de 2014

ENSAIO DO JORNALISTA PÚBLIO JOSÉ - NATAL/RN

DEUS LHE OUVE? 


                    Uma das maiores dúvidas do homem está relacionada ao seu contato com Deus e a incerteza de ser ouvido. Essa questão está ligada a duas realidades: a primeira é que ninguém tem a capacidade de visualizar Deus, de vê-lo fisicamente como se vê as demais pessoas; a segunda é que ninguém ouve a Deus do ponto de vista físico, como se ouve o trinar de um passarinho ou o bate-boca de dois adversários. Para quem nunca o fez, ouvir a Deus, na verdade, é atividade de demasiada complexidade e que habita um terreno intrincado – o terreno da fé. Entretanto, embora pouco relacionada entre as dificuldades que compõem o dia-a-dia atual, a incerteza de que se é ouvido ou não por Deus é uma das piores calamidades de hoje. 
                      O fato de um governante não ouvir os reclamos de um segmento já gera um desconforto e uma incômoda sensação de rejeição, quanto mais o fato de não ser ouvido pelo Pai Eterno. Assim, o fato de não ver Deus e concluir que não é ouvido por Ele – em razão de não escutar claramente a sua voz – tem levado muitas pessoas a abdicar totalmente de um contato com Sua Pessoa e, em consequência, adentrar perigosamente no terreno da descrença e da incredulidade. Pois a pior sensação experimentada pelo ser humano, no encaminhamento de seus problemas existenciais, é quando cessam suas tentativas, suas buscas para a solução que almeja, e sua mente é invadida pelo vazio, pelo sentimento de que nada mais resta a fazer. A não ser se defrontar com o fruto cruel e amargo da impotência e da insustentabilidade. 
                 É também o tempo de se abraçar com a conclusão e a certeza de não se ter mais a quem recorrer. E agora? Do interior, angustiado, parte o grito, o clamor: “Por que ninguém me ouve? Por que ninguém me socorre; qual a razão para tamanho menosprezo?”. Imaginemos, por exemplo, a situação de um suicida. Por que o atentado à própria vida? Com certeza, pelo sentimento de que o momento de continuar a luta chegou ao fim, exauriu-se a força para permanecer na peleja. E, se nas pessoas que vivem essa dolorosa experiência, se aconchegar uma certeza de que alguém lhe ouve, de que alguém muito poderoso está disposto a lhe escutar? Certamente as atitudes serão outras, não é verdade? Mas, afinal de contas, Deus nos ouve ou não? Se nos ouve, como é a Sua voz? Grave, aguda, alta, baixa, calma, tonitruante, acariciadora, intimista, impositora ou audível, simplesmente? E, se não nos ouve, qual o tom do seu silêncio? Duro, seco, ausente ou tão somente o ronronar do nada? Muitas pessoas há no mundo dando testemunho de que ouviram a voz de Deus. E ficaram maravilhadas. 
         Dizem até que tal experiência modificou totalmente as suas vidas. E o que fizeram de tão especial para ouvir a voz de Deus? Creram. Simplesmente creram. Personalidades bíblicas do porte de Davi também testemunharam ter ouvido a voz de Deus. No salmo 40, versículo 1, por exemplo, Davi assegura: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro”. Também no salmo 54, versículo 17: “À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz”. E ainda como escreveu no salmo 120, versículo 1: “Na minha angústia, clamo ao Senhor, e Ele me ouve”. 
       O profeta Daniel também viveu essa certeza, como está escrito no livro que leva seu nome, capitulo 10, versículo 12: “Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim”. Vários escritores bíblicos asseguram, além do mais, que o próprio Jesus Cristo, como homem, como carne, também suportou todos os seus sofrimentos por conta da certeza de que Deus lhe ouvia. Essa convicção, para nós salvadora, está bem registrada em João, capítulo 17, versículo 1 ao 26, na célebre oração sacerdotal quando agradeceu a Deus que, “dos que me deste, protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição”, se referindo a Judas. Também no livro de João, capítulo 11, versículo 41, na conhecida passagem da ressurreição de Lázaro, Jesus agradece de público a Deus o fato de ser ouvido: “E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste”. Assim, com fé, está na hora de passarmos a ter, em Deus, um conselheiro e confidente especial. 
        Afinal, como nos assegura Davi, “se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá”. Beleza, não?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

SONETO DE GILMAR LEITE - POETA PERNAMBUCANO

Rebento Materno

À minha mãe Rita Leite

Hoje,  três de dezembro, neste dia,
Minha mãe rebentava para o mundo,
Vinte e seis, foi o ano, o bem profundo,
Que brotou minha flor, com alegria.

Grande luz, confidente e companhia,
Um viver que jamais eu me confundo,
Do sorriso exalava um ser tão fundo,
Cada afago era um mar de poesia.

Eu queria cobrir-lhe de presente,
Mas, seu corpo se faz de mim ausente,
Só me resta o perfume da lembrança.

É e por isso que busco a flor do verso
Pra sentir no meu peito o riso imerso
De mamãe me cobrindo de esperança.

Gilmar Leite

domingo, 30 de novembro de 2014

14º CONGRESSO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO RN


Teve início na tarde da quinta-feira (27), o 14° Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação. O congresso tem como tema o PNE (Plano Nacional de Educação) Desafios e Perspectivas na Sua Implementação.
O evento acontece até o sábado (29), no Mardunas Centro de Eventos, em Nísia Floresta, e tem a participação de profissionais e pessoas ligadas a educação pública do RN, além de representantes da  nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da CUT, lideranças locais das centrais sindicais CUT, CSC Conlutas e CTB e mandatos políticos ligados à luta da educação no Estado.
Ao todo mais de 500 delegados se inscreveram para o Evento. Desses 80% são oriundos do interior do Estado. Para garantir todas as condições para o sucesso do evento, a direção do SINTE/RN investiu em organização e infraestrutura, inclusive no que diz respeito a  transporte e hospedagem dos delegados.
A Conferência sobre Conjuntura Internacional, Nacional e Estadual da educação pública abriu o Congresso. Nela, participaram Carlos Abicalil, Presidente da CSI, Jandira Uehara, Diretora Executiva da CUT/Brasil e o Deputado Estadual Fernando Mineiro (PT/RN). Em seguida, o regimento do evento foi aprovado e os recursos foram votados. Um jantar encerrou as atividades do primeiro dia.
Confira as fotos do primeiro dia de evento AQUI
Já nesta sexta-feira (27), pela manhã, foi realizada a Mesa Temática I: “Desafios da Formação e Valorização Profissional dos Trabalhadores em Educação”, ministrada pelo Presidente da CNTE, Roberto de Leão.
A segunda Mesa Temática abordou o Financiamento da Educação no PNE e a construção do Sistema Nacional de Educação e foi proferida por Joel de Almeida Santos, Secretário de Imprensa e Divulgação da CNTE.
Ao meio-dia houve parada para o almoço. As tarefas foram retomadas às 13h com Grupos de Trabalhos que discutiram a conjuntura educacional e as políticas sindicais, educacional, os planos de luta.
A partir das 16h30 ocorre a aprovação do balanço patrimonial do SINTE/RN. A noite acontece um jantar, e as atividades do segundo dia do 14° Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação serão encerradas com lazer coletivo.
No sábado, de 8h às 12h, acontecerá a Plenária Final. Na ocasião, serão discutidos e aprovados os relatórios dos grupos de estudos do documento base. O Congresso será encerrado às 13h com um almoço entre os participantes.
fonte: SINTE/RN

A VOZ POÉTICA DE GIL RIBEIRO - SERRA DE SÃO BENTO/RN

Na casinha do Sítio onde morei
Esqueci uma foto amarelada
Nas costelas da aba duma serra
Num recanto do solo potiguar,
Eu nasci, e por isso vou lembrar
Divulgando e mostrando minha Terra,
Sou daqueles que lutam contra a guerra
Relembrando a terra esfarelada
Fui rever minha casa abandonada
Vi a foto de pai e abracei,
Na casinha do sítio onde morei
esqueci uma foto amarelada...

Mãe zelava o retrato na parede,
Com um pano tirava a poeira,
Era um quadro de vidro com madeira,
Encostado ao "cantim" da minha rede,
Mãe chamava a sobrinha Marileide
Pra mostrar sua joia mais amada,
A família já era acostumada,
A amar o que sempre amarei
Na casinha do sítio onde morei
Esqueci uma foto amarelada.
As lembranças do tempo de criança
Se misturam ao presente e ao futuro,
Fui em busca de ideais seguro,
Resgatando a minha confiança,
Numa espécie de vida e de herança,
Minha mente já estava preparada,
Fui buscar minha foto empoeirada
Me sentei no batente e chorei
Na casinha do sítio onde morei
Esqueci uma foto amarelada...