quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

QUEM É O CULPADO PELO FRACASSO ESCOLAR? ARTIGO DE ROBISON SÁ



Excelente e pertinente reflexão, parabenizo o autor pela clareza e responsabilidade com que fez essa reflexão, a mesma está coerente, com o que está acontecendo na educação brasileira nesse momento. Parabéns Professor!

Introdução

            Quanto mais refletimos e tentamos consertar os erros causadores das derrotas da educação, mais nos parece ficar distante a realização dos fins nos quais, grande parte dos engajados na busca de uma educação que atenda aos anseios da sociedade moderna, bem como de todo o corpo docente, discente e comunidade escolar, se propuseram a atingir. Pensemos então! Será que esse é um diagnóstico que nos leva a conclusão de que a educação brasileira não tem mais jeito? Seria o caminho mais correto cruzarmos os braços e somente assistir a decadência definitiva da possível redentora da sociedade?
            Embora eu seja muito otimista, não posso simplesmente fechar os olhos e ignorar todos os acontecimentos negativos que nos empurram correnteza abaixo, sem mesmo deixar fortes expectativas quanto a sua correção e, portanto, inevitavelmente, conduz-nos ao insucesso no que se refere à parturição e manutenção de uma educação funcional, anunciadora do sucesso, exterminadora dos fracassos. Sei da complexidade para se adquirir soluções para cada problema que surge em meio a esse furacão de demandas e diagnósticos, mas de pouca dedicação e atenção por aqueles que têm o poder de criar bases legais que obriguem o poder público a realizar investimentos direcionados ora a revitalização, ora a criação de sistemas de ensino propícios ao êxito.
            Mesmo mantendo minha consciência sobre esses fatores agravantes do naufragado ensino educacional brasileiro (em parte), e de muitos outros que durante este trabalho citarei, mantenho meu pensamento otimista e jamais deixarei de acreditar em dias melhores para nossa educação; jamais me curvarei perante o fracasso; nunca me permitirei deixar de investir em novas metodologias, formação, conteúdos diversos, bibliografias várias e trabalho duro, tudo isso na tentativa de modificar esse panorama de descrença e deboche em relação à educação que todos, querendo ou não, fazemos parte.
            Ditas essas poucas considerações iniciais, vamos agora tentar encontrar alguns dos culpados pela decadência do ensino, bem como pela ineficiência do aprendizado.
A culpa é um quociente
            Não podemos dizer que esse ou aquele é o culpado por tudo que acontece no cenário educacional, negativa ou positivamente. Nossa consciência deve ser preenchida com a certeza de que todos, sem exceção, somos culpados. Essa afirmação soa muito rígida, generalizante, mas é a única que, mesmo após longo período de estudo, reflexão e experiência, encontrei. Vamos então analisar caso a caso.

            Os legisladores, pessoas com poder de criar leis que envolvam a nossa educação num clima de seriedade e devido respeito, diferentemente do que ocorre hoje, onde a astronômica importância da educação transformou-se apenas em discurso político ou mesmo em motivo de piada, não realizam o trabalho esperado por aqueles que realmente se preocupam com a educação. As burocracias são tantas, que alguns parlamentares desistem, antes mesmo de tentar, de colocar à prova algum projeto benéfico ao ensino brasileiro. Eles são culpados, pois o poder que lhes são atribuídos por nós, sociedade, é envolto numa responsabilidade de resposta aos nossos anseios.
            O poder público também é omisso. Os governos municipal, estadual e federal investem muito pouco na educação e, quando investem, não se baseiam num planejamento que garanta que o investimento feito gerará resultados positivos à educação. É preciso muito compromisso dos nossos governantes. É preciso o reconhecimento de que somente seremos reconhecidos pelo mundo, quando formos capazes de exibir cidadãos preparados para o mercado nacional e internacional, mas não só para isso, que eles sejam também pessoas críticas, que reflitam sobre o que está ao seu redor, pessoas com fome de conhecimento, capazes de interpretar os mais variados textos, dos mais diversificados gêneros. Que possamos exibir cidadãos habilidosos na escrita, na leitura, no cálculo, no conhecimento geográfico e histórico desta e de outras nações, pessoas sociáveis, solidárias, compartilhadoras do conhecimento adquirido. Nesse dia, seremos reconhecidos como um país que realmente forma pessoas para o mundo. Enquanto esse dia não chega, posso afirmar que o poder público é culpado pelo nosso fracasso.
            A sociedade é culpada. Isso por que cruza os braços diante do descaso, da má administração, da corrupção. Por que não cobrar dos nossos representantes legais? Por que não expulsarmos os corruptos e eleger pessoas com projetos que favoreçam a nossa educação? Por que não cobrar transparência no uso das verbas educacionais? Será que do jeito que estar, está bom? Somos, sim, culpados, por fechar os olhos diante do que não favorecimento do bem coletivo. Culpados por não tentar mudar. Por achar que somos pequenos, quando formamos uma nação inteira.
            As secretarias de educação, assim como as equipes diretivas escolares, são também culpadas. Enquanto no primeiro caso vemos a irresponsabilidade, advinda do pensamento político egoísta, ao escalar profissionais, em grande parte dos casos, sem capacidade para gerir uma pasta. Retiram bons professores da sala de aula para, em alguns casos, serem péssimos gestores. Existem ainda os casos de nomeações de coordenadores pedagógicos, por exemplo, que acabam desempenhando funções díspares das suas, por falta do profissional que deveria cumprir aquela determinada tarefa. Muitos outros casos dentro desse contexto poderiam ser exemplificados. Ainda nesse embalo estão as direções escolares, sem generalizações. Estas preocupam-se muito mais com as questões burocráticos do que mesmo com o processo de ensino-aprendizagem. Não dão importância para o que realmente é digno de atenção numa escola: os processos de ensino, a aprendizagem do aluno, o apoio ao professor e aos demais membros da escola.
            Os professores são culpados. Culpados por serem, em parte das vezes, coniventes com situações de perda para o aprendizado do aluno. Um exemplo disso são os casos de feriados imprensados, onde ninguém se manifesta contra, vista a deficiência no cumprimento do calendário escolar com dias tão insuficientes para um bom aproveitamento de aprendizagem. As faltas em demasia são agravantes para esse fracasso. Em outros casos, o professor cruza os braços por se imaginar impotente para tentar mudar o cenário de horror da educação. Mas se nós não podemos fazer diferente, nós que somos protagonistas dessa história; se não damos o primeiro passo rumo a uma mudança significativa da educação do nosso país, mesmo contra tudo e contra todos, quem mais dará esse passo? Os reclames são muitos: salário baixo, atraso, desmotivação, desvalorização, falta de reconhecimento etc. Todos eles são justos. Mas temos que pensar se estamos a cumprir, também, os nossos deveres de educadores. Estamos preocupados com o aprendizado do aluno? Estamos preocupados com a nossa formação, com o planejamento das nossas aulas, com o compartilhamento de informações com os demais colegas? Estamos frequentando as reuniões pedagógicas e apoiando as iniciativas apresentadas pela equipe de coordenação? Estamos apresentando ideias ou projetos que prometam reinventar a nossa história? O que realmente somos se não inventores de ideias, compartilhadores de experiências e defensores de uma educação que tenha como prioridade, fundamentalmente, transformar?
            Os pais de alunos são coniventes e, portanto, culpados. Ao elaborar uma “tarefa de casa”, por exemplo, os professores esperam que os pais, além de auxiliar os seus filhos no cumprimento daquele “dever”, consigam também diagnosticar as possíveis dificuldades do seu filho e, imediatamente, procurar o professor para formar uma parceria que proporcione o melhoramento do aprendizado daquele jovem aprendiz. O pai deverá sempre ser parceiro da escola; deverá acompanhar passa-a-passo o desenvolvimento do seu filho. Mas será que na prática isso vem acontecendo? Na grande maioria dos casos, não. Portanto, os pais são culpados pelo fracasso da educação, por não marcarem presença na vida escolar do filho, por não cobrarem dos gestores municipais e escolares, melhores condições de chegada e estadia na escola, por apenas enviar os filhos à escola para no final do mês receber ajuda financeira do governo federal ou ficar “livres” deles por determinado período, por não importarem-se com a falta de transparência da vida escolar dos seus filhos. Claro que esses não são casos gerais, pois existem muitos pais presentes e, a estes, eu tiro o meu chapéu, mas não posso aqui omitir a culpa, que os que não se encaixam nesse grupo, possuem.
           Os alunos também são culpados. Vejo muitos casos, aonde os alunos simplesmente vão à escola apenas para conversar e reencontrar os amigos. Mas não só por isso eles são culpados. Também são culpados por não gritarem os seus direitos ao poder público; dizer-lhe que exigem os seus direitos constitucionais; que são cidadãos que buscam o conhecimento e que, portanto, exigem o melhor de seus representantes. Os alunos, pelo menos parte deles, não se preocupam com o que a escolar tem a lhe oferecer ou o que serão no futuro sem aqueles conhecimentos organizados e sistematizados por ela. Apenas se recusam a aprender, sem mesmo um motivo defensável ter para tal ação. São ainda culpados por não querer para si um futuro promissor, possível apenas através do alicerce formado pela educação.

Considerações finais

           Este trabalho é fruto de uma reflexão que fiz, após a leitura de alguns documentos educacionais, que mostraram-me a triste realidade na qual vivemos educacionalmente. É também embasado em minha experiência profissional, onde como coordenador pedagógico, consigo assistir atitudes dignas de aplausos, de glórias, mas também verdadeiras aberrações daqueles que se autoqualificam bons profissionais. Minha intenção não é apenas apontar culpados. É também de fazer enxergar que a culpa do fracasso do ensino e da aprendizagem em nossa nação é coletiva. Cada um de nós tem que ser corrigido, para que o problema geral comece a ser amenizado como reflexo dessa ação global.
Volto a lembrar, que nenhum desses fatores toma de mim o otimismo que por toda vida acumulei. Mesmo ciente das dificuldades, ainda acho que podemos reverter esse quadro. Por isso escrevi essas reflexões. Pensando que em algum momento esse trabalho irá jogar sobre te, leitor, a culpa que lhe cabe nessa problemática. Creio que juntos podemos alcançar a vitória nesse duelo contra o descaso, a descrença, a incerteza. Corrijamos os nossos erros e, a partir desse reparo individual, nos tornaremos um coletivo tão grande, que todos esses problemas nos parecerão pequenos. Juntos, podemos revitalizar a educação. Juntos, podemos mudar o mundo.

“Não há problema que não possa ser reparado, diante do reconhecimento do erro que o parturiu”. (Robison Sá)

fonte> INFOESCOLA

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

MEC DIVULGA BALANÇO DO ENEM 2014

Lucas Salomão Do G1, em Brasília
O presidente do Inep, Francisco Soares, o ministro da Educação, Cid Gomes, e o secretário do MEC, Luiz Cláudio Costa (Foto: Reprodução/NBR TV)O presidente do Inep, Francisco Soares, o ministro da Educação, Cid Gomes, e o secretário do MEC, Luiz Cláudio Costa (Foto: Reprodução/NBR TV)
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O Ministério da Educação divulgou na tarde desta terça-feira (13) o balanço final da edição de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo a pasta, prestaram o exame 6.193.565 candidatos (71% do total de 8.721.946 inscritos). Entre os alunos participantes, 529.374 obtiveram nota zero na redação da prova (8,5% dos candidatos). Deste número, foram anuladas 248.471 redações. O MEC informou ainda que 250 candidatos tiveram nota mil na redação, número máximo possível. Além disso, pouco mais de 35 mil alunos obtiveram notas entre 901 e 999.
As notas de cada um dos 6.193.565 participantes do Enem será divulgado ainda nesta terça até o fim do dia, segundo o ministério. O candidato deve acessar sua nota nos sites enem.inep.gov.br ou sistemasenem2.inep.gov.br/resultadosenem.O MEC não informou que horas a consulta estará disponível no sistema.
Para ver sua nota, o candidato deverá inserir seu número de inscrição do Enem, CPF e senha de acesso. Qualquer dúvida o candidato pode ligar para o telefone de auxílio do Enem: 0800 61 61 61.
Ainda segundo o MEC, a média das notas em redação teve uma queda de 9,7% em relação ao Enem de 2013.
Sobre a queda nas médias das notas de matemática e redação em relação ao ano passado, o ministro da Educação, Cid Gomes, afirmou que não considera que seja algo "tão significativo".
"A minha opinião é de que houve uma queda em matemática e redação. Uma queda superior à margem, não diria uma queda significativa, mas uma queda que deve estimular a comunidade acadêmica a analisar as razões para isso. Um ano no Ensino Médio brasileiro não há variações tão significativas" afirmou o ministro.
Segundo Cid Gomes, o tema da redação deste ano - publicidade infantil - não foi tão debatido pela mídia e pela sociedade brasileira quanto o tema de 2013 - lei seca.
"Eu arriscaria uma tese: o tema de 2013 foi a lei seca. Essa questão foi muito debatida, muito discutida. O tema agora, publicidade infantil, não é um tema que houve um processo de discussão tão grande", analisou. Questionado sobre se considera o tema deste ano mais difícil, Gomes respondeu: "Eu não diria difícil, é relativo."
Balanço das redações do Enem (Foto: Reprodução/Inep)Balanço das redações do Enem (Foto: Reprodução/Inep)
Segundo o ministério, os motivos para que as redações fossem anuladas são: fuga ao tema, cópia do texto motivador, texto insuficiente, não atendimento ao tipo textual indicado, partes desconectadas, textos que "ferem" os direitos humanos, e outros motivos não divulgados.
Expectativa pelas notas do Enem gera memes na web
O exame foi realizado nos dias 8 e 9 de novembro de 2014. Cada um dos mais de 6,3 milhões de candidatos poderá ver a nota que tirou nas provas objetivas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e matemática), além da prova de redação.
Teoria de Resposta ao Ítem aponta quando aluno acerta questão por acaso (Foto: Reprodução/TV Globo)Teoria de Resposta ao Ítem aponta quando aluno
acerta questão por acaso (Foto: Reprodução/
TV Globo)
A nota das provas objetivas usa a metodologia da Teoria da Resposta ao Ítem (TRI). Uma das principais dúvidas sobre a TRI é o fato de que é impossível o aluno tirar nota 1.000 na prova de múltipla escolha (na redação, isso é possível). Por meio dessa metodologia, mesmo que o aluno acerte todas as 45 questões de cada prova, sua nota nunca será 1.000. Da mesma forma, um candidato que erre todas as questões não acaba com a nota zero (ou, no caso do Enem, a pontuação mínima, que é 200 pontos).
Isso acontece porque o exame dá pontos aos candidatos de acordo com uma escala. Ou seja, a nota do candidato não se trata diretamente do seu desempenho individual, mas de como ele se saiu dentro do conjunto dos demais candidatos. Por exemplo, quanto mais próximo da nota máxima, mais certeza é possível ter de que o estudante domina os conhecimentos exigidos na prova.
Proficiência nas quatro provas objetivas do Enem (Foto: Reprodução/Inep)Proficiência nas quatro provas objetivas do Enem (Foto: Reprodução/Inep)

enem redação (Foto: Reprodução/TV Globo)Redação do Enem abordou a publicidade infantil
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Nota da redação
O tema da redação do Enem 2014 foi "Publicidade infantil no Brasil". A nota de redação vai de 0 a 1.000 pontos. Um bom texto para ganhar nota 1.000 deve cumprir bem cinco competências exigidas pela redação do Enem. Cada competência tem cinco faixas que vão de 0 a 200 pontos.
Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
A redação do Enem foi corrigida por dois corretores de forma independente. A nota total de cada corretor corresponde à soma das notas atribuídas a cada uma das cinco competências.
Se houvesse discrepância entre as notas dois corretores por mais de 100 pontos, ou se a diferença de suas notas em qualquer uma das competências fosse superior a 80 pontos, a redação iria para um terceiro corretor.
Caso houvesse discrepância entre o terceiro corretor e os outros dois corretores, ou caso houvesse discrepância entre o terceiro corretor e apenas um dos corretores, a nota final seria a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximaram.
Se a nota do terceiro corretor tivesse diferença equidistante das notas dos outros dois corretores, ou se fosse completamente diferente, a redação seria avaliada por uma banca de três avaliadores para escolha da nota definitiva.
Sisu
Com a pontuação em mãos, os candidatos poderão concorrer às 205.514 vagas em 5.631 cursos de 128 instituições públicas de educação superior na primeira edição de 2015 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
A consulta às vagas já está disponível e as inscrições serão abertas no dia 19 no site sisu.mec.gov.br. O prazo de inscrições vai até às 23h59 do dia 22.
O Sisu seleciona alunos para vagas em instituições públicas de ensino superior a partir da nota do Enem. Para participar desta edição, o candidato tem de ter feito a edição 2014 do exame e não ter zerado na redação. O estudante poderá se inscrever em até duas opções de vaga.
A Lei de Cotas (lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012) garante a reserva de 50% das vagas por curso e turno nas 63 universidades federais, nos 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e nos 2 centros federais de educação tecnológica a estudantes que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas.
Considerando todas as vagas (inclusive de universidades estaduais), o número destinado para esses alunos chega a 40% do total neste ano.
O resultado da primeira chamada regular será divulgado no dia 26 de janeiro

fonte: MEC - ´portal G1

TABELA SALARIAL DOS EDUCADORES DO RN APÓS REAJUSTE DO PISO

Comparativo  2014 / 2015

SISU CANDIDATOS JÁ PODE CONSULTAR VAGAS



Já está disponível, na internet, a consulta pública às vagas da primeira edição de 2015 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Serão ofertadas 205.514 vagas, em 5.631 cursos de 128 instituições públicas de educação superior. As inscrições serão abertas no dia 19 próximo. O prazo vai até às 23h59 do dia 22. 
A inscrição estará restrita ao estudante que tenha participado da edição de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Fica impedido de se inscrever aquele que tenha tirado zero na prova de redação. O resultado do Enem será divulgado na terça-feira, 13, também on-line. 
Do total de 63 universidades federais, 59 participam do Sisu neste primeiro semestre. Todos os 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e os dois centros federais de educação tecnológica (Cefet) oferecem vagas pelo sistema. 
Em comparação com a edição de janeiro de 2014, houve crescimento de 11% no número de instituições participantes, 20% no de vagas ofertadas e 19% no de cursos com oferta de vagas. Na primeira edição de 2014, foram ofertadas 171.401 vagas em 4.723 cursos de 115 instituições.
As inscrições serão feitas na página do Sisu na internet. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

NOVO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO RN APRESENTA 5 EIXOS DE NOVA GESTÃO DA SEEC

republicado na íntegra

Na manhã desta segunda (5), no Auditório Angélica Moura, ocorreu a cerimônia de transição da pasta da Educação do RN da ex-secretária Betania Ramalho para o professor Francisco das Chagas, novo secretário de Educação. Com uma plateia lotada de servidores, o novo gestor apresentou os cinco eixos que nortearão sua gestão pelos próximos anos.  Estiveram presentes os titulares das secretarias de Esporte e Lazer, George Câmara, de Políticas para Mulheres, Tereza Freire, e da Juventude, Ivaneide Basílio. 
Desejando boas vindas, a ex-secretária Betania Ramalho destacou a importância do ato da passagem de uma gestão para outra ao falar do acolhimento que os servidores devem realizar para a nova equipe. “Devemos comemorar todo o processo de mudança, pois além de fortalecer nossa democracia ela permite que cresçamos profissionalmente dada a importância do momento”, destacou a ex-titular.
Feita a transição simbólica do cargo, o secretário Francisco das Chagas agradeceu o gesto e falou pela primeira vez aos servidores da SEEC. “A educação é uma política pública que necessita de continuidade, sempre observando o que pode ser melhorado”, disse Chagas.


Durante sua fala, Francisco das Chagas frisou que é necessário constituir uma cultura de planejamento, otimizando as atividades para alcançar a deseja melhoria na qualidade educacional. “Esse objetivo só conseguiremos com o empenho de todos nós para a construção de ações que tenham um único foco, o avanço da educação”, declarou.
O novo titular da Educação apresentou os cinco eixos que serão priorizados em sua gestão, explicando cada segmento. O primeiro é a Valorização dos profissionais da Educação, que visa o reconhecimento do trabalho dos educadores por meio de incentivos, como a política de reajuste salarial. O segundo ponto trata do dia a dia das escolas: a Gestão Democrática. Sobre isto Francisco das Chagas declarou: “Devemos ter em nossas escolas um controle social, que seja pautado pela transparência das atividades feitas nas instituições”.
O Respeito a Diversidade é o terceiro eixo da nova gestão, integrando as discussões em torno de questões sobre diversidades raciais, físicas, étnicas, sexuais e ideológicas objetivando a promoção da inclusão social. O penúltimo eixo toca em tema educacional muito discutido atualmente: Aprendizagem voltada para o currículo escolar. Para Chagas é necessário um amplo trabalho para adequar as técnicas de aprendizagem existentes.  O quinto e último eixo é a Articulação com os sistemas municipais, estaduais e nacional de Educação. O Secretário de Educação reforçou a necessidade de firmar cooperação com instituições educacionais de todas as esferas para a promoção do diálogo.
Concluindo sua mensagem, Chagas lembrou que até junho o RN apresentará seu Plano Estadual de Educação e nele estarão as diretrizes que o Estado deve adotar, de acordo com o Plano Nacional de Educação, para a melhoria no Ensino.

fonte portal de educação da seec

domingo, 4 de janeiro de 2015

ARTIGO DO ESCRITOR EDUARDO GOSSON - NATAL/RN




ENÉLIO LIMA PETROVICH: TRÊS ANOS DE SAUDADES

Por Eduardo Gosson(*)

Hoje, no calendário Católico, dia 6 de Janeiro, faz três anos que o amigo embarcou na Nau da Eternidade, trocando esta vida (falsa e provisória) pela outra (verdadeira e definitiva) deixando o Rio Grande do Norte mais pobre.
Enélio tinha inimigos declarados e sobretudo ocultos (mais perigosos) porque nos pega de tocai sem que possamos nos defender. Era acusado de ser um caudilho, porque passara 48 anos no cargo de presidente da instituição mais antiga do Estado,  berço de grandes intelectuais. Ora, o caudilhismo é um problema do Brasil e da América Latina, fruto do pouco exercício da  Democracia.  Além do mais, para dar vida a essas instituições é preciso de Comandantes fortes para manter a chama acesa. Fidel Castro, Luís Carlos Preste, Diógenes da Cunha Lima e Enélio Petrovich, só para citar alguns dirigentes políticos e culturais, se encaixa naquela frase célebre do filósofo Ortega y Gasset: “eu sou eu e as minhas circunstâncias”. Na verdade, numa sociedade  onde tudo vira mercadoria, e cada um tem seu preço, NINGUÉM trabalha sem remuneração. Todos querem fama e dinheiro.
Enélio amava os livros  porque sabia que  semear Educação e Cultura é o caminho para uma vida melhor. A advocacia previdenciária que exerceu por cinquenta anos era o seu ganha-pão (continuada por seu filho Enélio); mas a menina dos seus olhos era o Instituto Histórico e Geográfico do RN – IHGRN. Ia todos os dias. Era auxiliado por Lúcia e Antonieta, funcionárias exemplares e na parte intelectual pelo Amigo e Historiador Olavo de Medeiros Filho que chegava às 6h da manhã para consultar livros e documentos, produzindo uma obra significativa de mais de vinte livros. Às 9h encerrava as suas pesquisas e se tornava Relações Públicas, ajudando e orientando os que iam pesquisar.
Se a sua gestão não avançou na área da Informática, não importa. Essa questão está sendo resolvida pelos atuais dirigentes, que formam uma Diretoria de Notáveis. Em convênio com a UFRN todo o acervo será digitalizado e jogado em rede na INTERNET.
Para encerrar cito o Mestre Cascudo: “a morte existe; os mortos, não”.  Por sua vez afirmou o Sub-Comandante Marco “Morrer não dói, o que dói é o esquecimento”.
Mestre, você viverá  para sempre em nossos corações!

(*) Poeta e Historiador  presidiu a UBE-RN (2008-2013) e atualmente é Tesoureiro do IHGRN (2014-2016).

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

IMPRUDÊNCIA OU DISPLICÊNCIA




Sofia Assunção*

        Há situações na vida que somos levados a fazer reflexão, aqui vou tratar de um tema, que tem perturbado minha mente, vou falar de imprudência ou será mesmo displicência?  Esse tema intrigante que merece nossa atenção à abordagem das regras de trânsito, e assim dizer, falar de vidas? Isso faz por bem merecer.
        No transito não se deve brincar, e sim prestar bem atenção. Pois bem meus amigos e amigas, até as crianças da educação infantil, já aprenderam o que é correto e o que não e correto no trânsito, e por que o adulto que dirige irresponsavelmente pelas ruas da nossa Capital não colocam em prática essa aprendizagem? Por causa de atos de imprudência e displicência, vidas acabam sendo ceifadas.
        Displicência e imprudência, duas palavras que podem mudar destinos.
       Para não pairar nenhuma dúvida e deixar você leitor amigo, consciente do que significam essas duas palavrinhas eu vou recorrer ao nosso amigo filólogo Aurélio Buarque de Holanda, sim esse mesmo que e nosso amigo por demais, pois ele é quem nos socorre quando estamos precisamos descobrir os significados de palavras. Aurélio vem dizer, que o significado das duas tintas palavrinhas ou seriam senhoritas aliadas?
       Assim dentre outras coisas, displicência significa desleixo nas maneiras, no vestir no proceder, pessoas que não estão nem ai para o que possa acontecer de bom ou de ruim. Pessoas assim, não se preocupam em cumprir normas, entender de legislação e fazem as coisas acontecerem relaxadamente, então no transito nem se preocupam se precisam aprender ou se tiver que cumprir a leis que norteiam as atividades ao seu redor, pessoas assim nem se preocupam com seu próprio eu, quanto mais com o outro.
        Imprudência: falta de prudência, é o antônimo de cautela, é o sujeito que se acha acima do bem e do mal, esta nem ai, como diz o povo do interior em que vivi, ou então tuiu pra nada. Pessoas assim imprudentes muitas vezes não pensam nas consequências de seus atos insanos.
        Decidido o impasse, conhecimento posto em prática, dúvidas dirimidas vamos aos fatos. Existe uma faixa de pedestre na conhecida e conceituada Avenida Ayrton Sena na altura do Colégio Salesiano, mais especificamente em frente ao Residencial Itamaraty, onde todos os dias dezenas de pessoas precisam apelar para a boa vontade dos motorizados que sem nenhuma prudência ou seria displicência? Deixam os pedestres no chinelo, ou seja, pode acenar com a mão como for à lei é a dos motoristas, quando por ventura tem um prudente, que diminui a velocidade e para, só então os pedestres atravessam a citada faixa.
       Nesse sentido, se torna urgente a atenção de fiscais para que os imprudentes, ou será os displicentes? Possam prestar atenção na citada faixa e em quem está tentando atravessar para que os menos favorecidos do trânsito (pedestre) possam exercer seu direito de ir e vir que este posto lá na carta magna da nação no artigo V.
      Assim data vênia, com a palavra o DETRAN... E Prefeitura Municipal de  Parnamirim.


Escritora

PAI, FILHO E ESPIRITO DO CONTO DE CLAUDIA SANTA ROSA - NATAL/RN

Quinze minutos para dizer eu te amo

Por *Cláudia Santa Rosa

Nem todos os dias são ensolarados, nem todos eles são nublados, alguns são chuvosos, são frios, ainda que o clima de verão esteja em grau dos mais elevados, ainda assim...! Enxergar de tal modo, é vivenciar o mesmo processo que rompe com a ideia convencional que organiza o calendário do tempo.
A semana de Clara e Lucas, quase sempre, teima em ser mais curta, as circunstâncias insistem em fazê-la durar três ou quatro dias. Os demais compõem o tempo destinado aos seus corações vegetarem, talvez muito mais o de Clara. Em silêncio, ela indaga:
– Será que o natural é a mulher sofrer com a ausência do homem amado?
– Será que o meu amor também fica triste quando não estamos juntos?
Lucas é um danado! Volta e meia deixa escapar que ir ao encontro de Clara, é uma maneira de acalmá-la, de matar a saudade que ela sente da sua presença física, como se ele não a quisesse na mesma intensidade. No fundo, ainda que esteja no plano do inconsciente, Lucas é machista. Ele gosta mesmo é de se sentir o “dono da bola”, faz parte do seu jogo de sedução.
Clara, por sua vez, não perde a oportunidade de perguntar se Lucas a ama, do mesmo modo que, frequentemente, ele sente a necessidade de saber, de ouvir o que ela sente. Clara parece buscar a segurança que precisa para viver tranquila a sua história. Lucas deseja ter a certeza que domina a situação.
Clara indaga:
– Você me ama, meu amor?
Lucas responde:
– Amo muito! Se eu não lhe amasse, não estaria aqui.
Em seguida ele emenda com perguntas:
– E você me ama?
– Quem é que lhe faz mais feliz?
Que amor visceral! Clara só tem respostas lindas para o seu amor. Ama Lucas de maneira incondicional, verdadeira. Para ela pouco interessa as convenções sociais e os limites que tais chatices costumam impor. Clara dedica a Lucas o que tem de mais caro: a sua dignidade, o seu pensamento, coração, amor, tempo; a ele dedica a sua vida. Por isso mesmo, Lucas sabe o quanto é desejado por aquela mulher, que supera medos e fantasmas para amá-lo no compasso de uma obsessão, incrivelmente saborosa de experimentar.
Aquele parecia ser um dia esvaziado de beleza e de poesia. Finalmente Lucas faz contato com Clara e o sol nasce num céu nublado. Trocas de carinho e afeto ao telefone. Lucas sabe qual é a resposta, mesmo assim pergunta se Clara deseja vê-lo. O coração dela dispara de felicidade e a sua boca diz que sim. Ele ordena:
– Saia! Logo estarei aí. Vamos passear!
Promessa cumprida. Esforço tremendo! Um encontro surpreendente de corpos ardentes que se convocam. Quinze minutos pareceram eternos para Clara e Lucas dizerem um ao outro que se amam. Sim, ali eles tiveram a prova mais inconteste: realmente, o amor existe!
*Professora, especialista em Psicopedagogia, Mestre e Doutora em Educação. Articulista de temas relativos à Educação, quinzenalmente passou a publicar minicontos de amor, que são tentativas de incursão pelo universo da ficção.

(educadora@claudiasantarosa.com)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

CRÔNICA DO JORNALISTA FRANKLIN JORGE - NATAL/RN

                     RESISTÊNCIA CULTURAL NO CEARÁ-MIRIM/RN





          QUEM É DO Ceará-Mirim, ou mantém algum laço afetivo com a terra e a história do município, não disfarça o mal-estar de ver a sua querência aviltada e reduzida a uma grande ruína gestada por sucessivas e desastrosas administrações e governos que parecem ter em comum o despreparo, a alienação, a ineficiência, o descompromisso com a realidade e a falta de projetos de futuro.
       Prova-o a estagnação econômica e os problemas de toda ordem que se avolumam, especialmente nos últimos anos, sob o atual prefeito que, por seu despreparo, parece zombar dos próprios cearamirimenses e de sua elite de indigentes. “Exemplo nacional”, por suas riquezas naturais e potencialidades econômicas, segundo um de seus mais argutos e criteriosos estudiosos - o engenheiro agrônomo Júlio Gomes de Senna-, o Ceará-Mirim destacou-se por muitos anos, desde o Império, como uma das regiões mais ricas do estado que se foi degradando no decurso do tempo em consequência das más escolhas e apatia de seus próprios filhos, ao mesmo tempo vítimas e responsáveis pela desgraça que se abateu sobre o governo do município, atualmente transformado em objeto de vergonha para aqueles que ainda guardam a lembrança de tempos melhores.
           Até a cultura canavieira - historicamente o fiel da balança de sua economia -, está estagnada e em franco processo de decadência que parece irreversível, se consideramos a baixa autoestima de seu povo e a indiferença e irrelevância de sua classe política. Contudo, em meio à ruína geral de um município antes rico e em tudo diferente da “cidade-dormitório” em que se transformou o Ceará-Mirim, eis que surge um exemplo de resistência motivado pela atuação de um professor e seus alunos unidos num trabalho de resgate da nossa cultura – de uma cultura que deu ao país nomes como o do historiador Rodolfo Garcia, que chegou a presidente da Biblioteca Nacional; dos escritores Madalena Antunes Pereira, Edgar Barbosa e Nilo Pereira.
        Refiro-me ao trabalho desenvolvido em sala de aula pelo jovem e talentoso professor Severino Bill Martiniano - inspirador e orientador de um grupo de estudantes - nos fazem crer que nem tudo está perdido. Seu exemplo, como professor vocacionado e esclarecido devia servir de motivo de inspiração para todos nós que desejamos contribuir efetivamente para a construção de um mundo melhor no qual a educação e a cultura constituem ferramentas necessárias ao desenvolvimento intelectual e humano. 
       Recentemente o recebi em minha casa e surpreendeu-me a qualidade do trabalho que tem desenvolvido com os seus alunos, na área da literatura e da produção de vídeos que a par de sua qualidade põem em relevo o espírito de colaboração que soube despertar na sala de aula, melhor dizendo, que vão além da sala de aula. 
        É o testemunho de que ainda há, no Ceará-Mirim semidestruído por essa caterva de políticos vorazes que usam destrutivamente o poder, gente capaz de sonhar e de resistir. Frutos dessa ação pedagógica, a produção de vídeos e de peças que mostram de maneira surpreendente o talento de alunos do Ensino Médio do tradicional Colégio Santa Águeda, entre os quais citaria Cinthya Caetano Ribeiro, Fabiana Emanuela Câmara de Moura, Monalisa Simonelly Rebouças de Oliveira, Marília Raquel Santiago da Silva Pessoa, Nathália Junnia da Silva, Rosilda Rayane de França Rodrigues, Jéssica Rayanny Rodrigues Silva, Josefa Thaynã de Lima e Silva, Lucas Felipe Pessoa, Josué Viana da Silva Júnior, Matheus da Silva Câmara, Samuel Batista Soares de Araújo, Aliane Mayara Araújo de Oliveira, Anderson Rafael de Oliveira Mendonça, Heitor Fagundes Calazans Silva, Maria Clara Moreira Oliveira França, Anderson Rafael de Oliveira Mendonça e Heitor Fagundes Calazans Silva, autores do Auto da Boca da Mata [denominação primitiva do município que muitos ignoram], inspirado no clássico português Gil Vicente, abordando porém uma temática que diz respeito ao Ceará-Mirim e os protagonistas de sua história.
          Segundo o professor Severino Bill Martiniano a obra “traz em seu bojo uma reflexão sobre o cotidiano de pessoas de uma sociedade imaginária, criada pelos jovens escritores do Colégio Santa Águeda”, que deve orgulhar-se de contribuir de maneira tão eficaz para o aprendizado e apoderamento do conhecimento usado em favor da coletividade. 
          Todos nós que amamos e valorizamos a contribuição do Ceará-Mirim à cultura norte-rio-grandense, esperamos que um trabalho desse nível de qualidade tenha uma ampla divulgação e contribua para o fortalecimento da educação e sobretudo da conscientização da sociedade sobre os nossos problemas. 
       Por isso se faz necessária a realização do projetado l Festival Literatura em Vídeo idealizado pelos participantes desse projeto que marca a história do Colégio Santa Águeda.

A VOZ POÉTICA DE IARA MARIA CARVALHO - CURRAIS NOVOS/RN

 
 
divido meu tempo
entre aquecer corações
e dourar cebolas
para a ceia
 
virimexe
um botão de alho escapole
dos dedos
escarolas espinafres
espinhos
 
(explosões)
 
é chegada a hora noturna
de empratar esperanças
 
as árvores caseiras se temperam de luzes
 
e eu nasço outra vez
duas três
só pra viver esse durante
 
 
Iara Maria Carvalho

sábado, 27 de dezembro de 2014

RESULTADO FINAL DO ENEM POR ESCOLA 2013

O sistema de divulgação das notas do Enem por Escola 2013 já está disponível. Este ano, para cada escola, é possível consultar o seu desempenho médio, percentuais de alunos em cada um dos níveis de desempenho e a média dos 30 melhores alunos. Além disso, cada escola terá informações sobre dois novos indicadores: o nível socioeconômico (INSE) e a formação docente. "Na análise de dados educacionais, é particularmente necessário descrever o contexto social dos alunos, que tem grande influência nos resultados", afirma o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Chico Soares.


O INSE de cada escola é a média do nível socioeconômico dos seus alunos, distribuído em sete níveis (sendo 7 o mais alto). O cálculo dessa medida foi feito a partir das informações fornecidas pelos alunos no preenchimento do questionário contextual.

O segundo indicador é a proporção de professores de cada escola que leciona no ensino médio e possui a formação adequada, nos termos da lei. Os dados utilizados são os fornecidos pela própria unidade de ensino, por meio do Censo Escolar da Educação Básica.

O presidente do Inep destaca, ainda, que o objetivo da divulgação do Enem por Escola é "fornecer às famílias informações sobre o desempenho e sobre o contexto social e escolar dos alunos das escolas de ensino médio que fizeram o exame de 2013". Chico Soares esclarece que estas informações, junto com outras fornecidas pelas escolas, podem ser usadas para o acompanhamento das unidades de ensino pela sociedade.

O desempenho dos alunos em cada escola foi sintetizado com três categorias de indicadores. O primeiro é a média do desempenho dos alunos da escola em cada uma das cinco áreas incluídas nos testes do Enem: ciências humanas; ciências da natureza; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática; e redação.

A média não descreve a variação dos desempenhos. Por isso, para cada escola, foram também calculados os percentuais de alunos em cada um dos cinco níveis. Outra novidade é a apresentação da média dos 30 melhores alunos de cada escola. "Isso viabiliza uma comparação mais equilibrada entre escolas de diferentes tamanhos", esclarece Soares.

Os resultados foram divulgados preliminarmente às escolas, em 1º de dezembro. Os dirigentes escolares tiveram prazo de dez dias para entrar com recurso no Inep. Os dados são calculados para estabelecimentos de ensino que tenham matriculados, no mínimo, dez concluintes do ensino médio regular seriado e 50% de alunos participantes do Enem.

Proficiência – Desde 2009, a proficiência dos participantes do Enem nas provas objetivas é calculada por meio da Teoria de Resposta ao Item (TRI). Além de estimar as dificuldades dos itens e as proficiências dos participantes, essa metodologia permite que os itens de diferentes edições do exame sejam posicionados em uma mesma escala. Cada uma das quatro áreas do conhecimento avaliadas no Enem possui uma escala própria.

Já a correção da prova de redação avalia cinco competências: domínio da norma padrão da língua escrita; compreensão da proposta de redação; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação; elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, respeitados os direitos humanos.

Consulte aqui o desempenho das escolas.

Assessoria de Comunicação Social do Inep

MEC CAPACITARÁ 40 MIL CONSELHEIROS EM 2015


Iniciativa também irá preparar 8,5 mil técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação; em 2014, foram capacitados mais de 39 mil.


Durante 2015, o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares do Ministério da Educação (MEC) fará a formação de 40 mil conselheiros.

O conselho compreende o diretor da escola e representações de professores, pais, estudantes, funcionários e comunidade. O programa também vai preparar 8,5 mil técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação de todo o país, que, posteriormente, atuarão na formação de outros conselheiros.

De acordo com o coordenador do programa da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, José Roberto Júnior, o ano de 2014 encerra com 39,8 mil conselheiros qualificados, superando a meta de 30 mil, e com 7,6 mil técnicos formados.

As atividades do programa são desenvolvidas em um sistema de parceria da Secretaria de Educação Básica com 14 universidades federais e 22 coordenações constituídas por secretarias estaduais de educação.

Processo de capacitação

A formação de conselheiros das escolas tem duração de 40 horas, sendo 28 horas em ambiente virtual, com auxílio de um tutor, que é um técnico da secretaria de educação, e 12 horas distribuídas em três encontros presenciais. A duração dos cursos é de dois meses e os temas abordados são a criação do conselho, gestão democrática da escola, funções e responsabilidades dos conselheiros.

As primeiras turmas de 2015, segundo o coordenador, iniciam em 2 de março e as demais começam nos meses seguintes, até outubro. Está assegurada a formação de conselheiros em municípios de 22 estados que constituíram coordenações.

Roberto Júnior salienta que, no início de 2015, o programa desenvolverá ações junto às secretarias de educação do Mato Grosso, Maranhão, Amapá, Amazonas e Pará, para que elas criem suas coordenações.

Nova ferramenta

O coordenador informa que, para enriquecer a participação dos conselheiros e ampliar o intercâmbio de experiências entre eles,  o programa lançará um portal na internet denominado Comunidade Virtual dos Conselhos Escolares, e-Coe. O novo ambiente digital estará disponível  a partir de 12 de janeiro próximo.

O portal terá uma biblioteca com todas as publicações do programa desenvolvidas em dez anos de atividade, entre as quais, o acervo de 13 cadernos de formação e os três volumes da coleção Conselhos Escolares produzidos sob a coordenação das universidades federais de São Carlos (UFSCar), da Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e de Santa Catarina (UFSC).

Técnicos 

A qualificação de técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação começa em fevereiro do próximo ano. Para entrar no curso, o técnico deve ser indicado pela secretaria onde trabalha e inscrito na formação oferecida pela universidade parceira do programa no estado. O curso de formação continuada, a distância, tem 200 horas e duração de 12 meses, divididos em duas fases de 100 horas cada.

A preparação, feita pela universidade, aborda os conteúdos do programa e prepara o profissional para o exercício da atividade de tutor e articulador no processo de formação de conselheiros.

A capacitação terá por base materiais desenvolvidos pelo MEC e universidades federais parceiras do Programa, que são:

Alagoas (UFAL), da Bahia (UFBA), da Paraíba (UFPB), de Pernambuco (UFPE), do Piauí (UFPI), do Espírito Santo (UFES), de Uberlândia (UFU), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), de Niterói (UFF), de Santa Catarina (UFSC), do Rio Grande do Norte (UFRN), de São Carlos (UFSCar), do Ceará (UFC) e de Brasília (UnB).

Além do apoio de 14 universidades, o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares tem parceria com:

Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Sobre o Programa

Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares tem por objetivo fomentar a implantação dos conselhos escolares, por meio da elaboração de material didático específico e formação continuada, presencial e a distância.

O público alvo se dirige aos técnicos das Secretarias Estaduais e Municipais de educação e conselheiros escolares, de acordo com as necessidades dos sistemas de ensino, das políticas educacionais e dos profissionais de educação envolvidos com gestão democrática.

Fonte:Ministério da Educação 


FÓRUM DOS SERVIDORES ESTADUAIS PROTOCOLAM DENUNCIA E AÇÃO CIVIL PÚBLICA

republico na íntegra 
O Fórum dos Servidores Estaduais, estância de luta de diversas categorias que congrega o SINSP/RN, SINAI/RN, SINTERN, SINDFERN, Sindsaúde/RN, SINTE/RN, SINPOL/RN e associações de classe, protocolaram na manhã de hoje, dia 26, denuncia contra o presidente do IPERN, José Marlúcio, e a Ação Civil Pública contra a fusão dos fundos da previdência. O mesma ação de luta será realizada no dia 29.

IPERN - Após a confirmação da permanência do atual "gestor" do Ipern, José Marlúcio, a frente da direção daquele Instituto, na equipe do governo de Robson Farias, só resta, ao Fórum dos Servidores, intensificar as atividades de protestos, contra o governo que já começa muito mal, pois, já jogou no lixo a promessa de que indicaria auxiliares técnicos.

O atual presidente não tem nenhuma especialidade em previdência, destruiu e desmontou setores importantes que funcionavam naquele órgão, como a fiscalização previdenciária e o serviço social, e, criou uma grande desarmonia entre todos os servidores do Ipern. O governo Robson está premiando aquele que lhe ajudou e também a Rosalba, a começar a destruição das reservas acumuladas do fundo previdenciário do estado. O objetivo da luta é vê-lo fora da gestão da Previdência Publica do RN.

Dessa forma será realizada atividade politica de pressão com vista a sua não continuidade na gestão do órgão previdenciário estadual, na próxima terça, dia 30, às 8hs, em frente ao IPERN. A categoria está convocada para contribuir com essa importante ação política em favor do fortalecimento do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do RN.

Justiça - Os representantes dos sindicatos estão na luta para forçar que o governador eleito Robinson Faria revogue a lei que unificou os fundos previdenciários. Além da ação em parceria com o MPRN e Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado (MP/TCE), os servidores decidiram que irão distribuir jornais, faixas e cartazes avisando a população sobre o “golpe contra a previdência.
Para os servidores estaduais, a nova Lei apresenta pelo menos quatro irregularidades. Um dos principais problemas é a falta de parecer 
 
fonte:sinsprn

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

POESIA SINÔNIMO DE AMOR


Poesia é sinônimo de amor
Que rima com o verbo abraçar,
Que metrifica  os versos
Diversos e encantos da vida.
Poesia é a expressão que encanta
O meu ser!
Que dar vida ao meu viver,
Vivo por que poetizo e eternizo
A poesia que vive em mim.
GERALDA EFIGÊNIA