quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

PROFUNCIONÁRIO - A LUTA DO SINTE FAZENDO HISTÓRIA - ARTIGO DA DIRETORA DA CUT/SINTE - JANEAYRE SOUTO!


A nossa luta fazendo História 2

A aprendizagem, principal função social da escola na perspectiva da formação cidadã, envolve a aquisição de um conjunto de informações, habilidades e valores, todos socialmente relevantes, que ocorrem no bojo de uma ação educativa desenvolvida no interior da escola.
Com a implantação do PROFUNCIONÁRIO, a escola deixou de ser apenas um espaço onde se ensina, para assumir o papel de agência educadora. Com essa mudança conceitual, as tarefas não estão mais concentradas apenas em salas de aula, como no passado. Com essa nova visão de “Escola”, os funcionários da educação passam a fazer parte do processo ensino aprendizagem. Esse programa tem a intenção de transformar os funcionários em educadores.
O Profuncionário deve melhorar essa realidade. O objetivo final do programa é o aprimoramento do sistema educacional, fazendo com que todas as experiências vivenciadas na escola tragam algo de novo à formação do indivíduo.
Vivemos o momento de ressignificação do espaço escolar, para além das paredes da sala de aula e da transmissão de conteúdos, tornando a escola um lugar sintonizado com os direitos sociais, contextualizado ao meio e ao tempo presente, nos quais sujeitos constroem, com autonomia e em cooperação, seus conhecimentos e sua própria história.
Consolida-se, assim, gradualmente, uma concepção de educação cidadã, que se afasta de modelos pedagógicos padronizados e excludentes, em favor de um ambiente de aprendizagens colaborativas e interativas, que considerem todos os integrantes da escola protagonistas do processo educativo.
MISSÃOOs funcionários, outrora identificados por nomenclaturas diversas– serviçais, servidores, auxiliares – principalmente por exercerem o papel de meros cumpridores de tarefas, são chamados agora para uma nova missão, em face das profundas e radicais transformações por que passam a sociedade e a escola.
As gerações que frequentaram as carteiras escolares até agora se acostumaram a ver esses auxiliares apenas varrendo, lavando, cozinhando, vigiando, anotando, sem maiores participações no processo educativo.
Para isso, os funcionários, conscientes de seu papel de educadores, precisam construir a sua nova identidade profissional, isto é, ser profissionalizados, recebendo formação inicial e continuada tanto quanto os professores.
Profissionalização, no entanto, não se traduz apenas em formação. Atrelados a esse conceito, há a necessidade de uma remuneração condigna, que fixe o trabalhador a seu posto, uma carreira que o valorize permanentemente, com jornada e condições adequadas de trabalho e o reconhecimento social. Estão aqui os pontos essenciais e obrigatórios de uma política de valorização do trabalhador em educação.
FORMAÇÃOA aprovação do PL 507/03, da senadora Fátima Cleide – PT/RO traz um novo paradigma para os funcionários de escola, pois esse segmento deixa de pertencer à categoria de funcionário público, para ser PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, alterando o que modifica a redação do artigo 61 da “Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional” de maneira a, nas palavras da autora, dar legalidade ao exercício profissional e enquadrar na perspectiva de formação pedagógica mais de um milhão de trabalhadores que atuam nas escolas de educação básica em funções não docentes, mas de caráter pedagógico, como educadores.
O dia 15 de julho será lembrado como um dos dias mais importantes para os funcionários de escolas.
Agora, só nos resta unir forças para lutarmos Contra a Terceirização dos funcionários de escola. Abertura imediata de concurso para ASG e TED. Pela instalação imediata da Comissão para discutir o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração para os Funcionários de escola, a fim de, em dezembro, comemorarmos o PCCR Único dos Trabalhadores em Educação do RN.A luta vale a pena!
Autor(a): Janeayre Souto, diretora de Organização do Sinte-RN