sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A VOZ POÉTICA DE FRANCISCO DE SALES FELIPE - NATAL/RN


SONETO DA DESILUSÃO

aos que resistem.

Meu rio. Tão grande. E antes com norte.
Meu rio grande. Meu sítio sentimental.
Meu torrão que ouviu ao longe o vagido.
De que jardim brotou a rosa da má sorte?

Na lousa, o giz de sangue firmou a desilusão.
Corpos  esticados são contados no chão.
As lágrimas caem na vala aberta da morte.
Gritam: mil homicídios! A saúde agonizante.

A criança traz no peito ferido o triste  recado.
Em casa, assiste aos pais falarem do passado.
O mestre de ontem morreu e o de hoje agoniza.

A tristeza invade o nosso rio grande por todo canto.
Atabalhoada a rosa louca só mostra o seu espinho.
E o homem vai morrendo um pouco em cada pranto.

Francisco de Sales Felipe
Manhã, 23 de agosto de 2013.

A música: http://www.youtube.com/watch?v=jpGm5aDZIAk&feature=youtube_gdata_player

SONETO DA DESILUSÃO

aos que resistem.

Meu rio. Tão grande. E antes com norte.
Meu rio grande. Meu sítio sentimental.
Meu torrão que ouviu ao longe o vagido.
De que jardim brotou a rosa da má sorte?

Na lousa, o giz de sangue firmou a desilusão.
Corpos esticados são contados no chão.
As lágrimas caem na vala aberta da morte.
Gritam: mil homicídios! A saúde agonizante.

A criança traz no peito ferido o triste recado.
Em casa, assiste aos pais falarem do passado.
O mestre de ontem morreu e o de hoje agoniza.

A tristeza invade o nosso rio grande por todo canto.
Atabalhoada a rosa louca só mostra o seu espinho.
E o homem vai morrendo um pouco em cada pranto.

Francisco de Sales Felipe
Manhã, 23 de agosto de 2013.

A música: http://www.youtube.com/watch?v=jpGm5aDZIAk&feature=youtube_gdata_player