quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O CORDEL DE HOMENAGEM AO VATE ZÉ SALDANHA IN MEMORIAN


ZÉ SALDANHA:ETERNAS SAUDADES
Foto: ZÉ SALDANHA:ETERNAS SAUDADES

Autor: Henrique José da Silva

Nossa cultura popular
Perdeu um poeta exemplar
De beleza tamanha.
Nós tivemos o prazer
Dessa figura conhecer:
O poeta Zé Saldanha.

Eu que sou cordelista
Admiro esse artista
Esse grande menestrel.
Em dizer aqui me arrisco
Gosto de Antonio Francisco
E Zé Saldanha do cordel.

Nasceu em Santana do Mato
Eu digo e não é um fato
Lá na fazenda Piató.
Em 23 de fevereiro
Nasceu esse guerreiro
Que da família é o xodó.

Mil novicentos e dezoito
Nasceu esse homem afoito
Já cheirando a poesia.
Sua primeira publicação
Foi o ‘’o preço do algodão’’
Que fez com toda alegria.

Com 17 anos somente
Esse rapaz valente 
Entra no mundo do cordel.
Sua inspiração é divina
E até hoje nos facina
Até os anjos lá no céu.

Lá no século passado
Seu cordel foi publicado:
Trinta e cinco era o ano.
200 livretos publicou
E muitos cordéis deixou
Esse grande ser humano.

Como Patativa do Assaré
Zé Saldanha também é
Um dos seus seguidor.
Fez muitas poesias matuta
E também mostrou a luta
Do nosso bravo agricultor.

Com 93 anos de idade
Patativa deixou saudade
E para o céu ele viajou.
E agora foi a vez do Zé
Que partiu com muita fé
Mas, suas poesias nos deixou.

E foi também com 93 anos
Que esse grande ser humano
Nos deixou com muita fé.
Não deixou nenhum inimigo
Foi se encontrar com o amigo
O Patativa do Assaré.

A cirurgia no instestino
Acabou com o destino
Desse grande trovador.
Deu uma grande complicação
Não resistiu a infecção
E partiu nosso sonhador.

Zé estava internado
A familia ao seu lado,
Em São Lucas,o hospital.
Desde o dia 10 de junho
Que ele enfrentou a punho
A morte,nossa maior rival.

A morte não perdoa ninguém
Leva até os poetas também
Para eles recitar no céu.
Aumentou eles lá em cima
E os anjos todos se anima
Pra receber este menestrel.

Em 75 Saldanha foi o autor
Para alegria do trovador
De uma bonita associação.
Onde reunia os repentistas
E também os cordelistas
Da cidade e do sertão.

Lá reuniam os aboiadores
E também os glosadores
Junto com seu amigo fiel:
O vate José Milanez
Que eu digo desta vez:
Foi outro grande menestrel.

Em Currais Novos morou
E uma filha aqui deixou
A nossa Rita Saldanha.
Do pai é admiradora
Rita é uma sonhadora
De uma força tamanha.


O cordel foi a sua paixão
Tirava do seu coração
As histórias de amor.
Era um poeta inspirado
O seu verso era bem rimado
Era um grande rimador.

Uma neta dele querida
Disse que a sua vida
Era só escrever cordel.
E disse que uma vez falou:
‘’minha neta,um dia eu vou
Levar meu cordel pro céu.’’

-Ele escrevia todo dia
Aqui tem várias poesia
Espalhado por todo canto.
Ele era muito ativo,
Acho que ele tá vivo.
Dizia sua neta em pranto.

Era um grande cordelista,
Era também humanista,
Um filósofo do saber.
Passava o dia no computador
Esse poeta sonhador
Só pensava em viver.
Mas, em dois mil e onze,
No dia 9 de agosto,
Morre o José Saldanha
Nesse mês do desgosto.
Tirando da nossa poesia
Todo o prazer e o gosto.

Mudei o esquema da rima
Pois o poeta pode mudar.
O poeta só não pode
É nunca deixar de rimar.
E também ele não pode
É nunca deixar de sonhar.

As onze horas do dia
Foi o seu sepultamento.
Apesar da dor da perda
Eu digo nesse momento:
Zé Saldanha nunca sai
Do nosso pensamento.

Saldanha foi enterrado
Com honras e tudo mais,
No cemitério em Natal
Chamado Morada da Paz.
Descance em paz poeta
Nas regions divinais.
Já fazem dois anos que ele
Partiu desse nosso mundo.
Mas, deixou a sua marca
E seu desejo profundo:
‘’aqui eu vou fazer cordel
A toda hora ou segundo.’’

E para a sua familia
Eu digo nesse papel:
Vocês vão ver Saldanha
Com Patativa no céu
Um dizendo pro outro:
Viva o nosso CORDEL.

Fim
Autor: Henrique José da Silva

Nossa cultura popular
Perdeu um poeta exemplar
De beleza tamanha.
Nós tivemos o prazer
Dessa figura conhecer:
O poeta Zé Saldanha.

Eu que sou cordelista
Admiro esse artista
Esse grande menestrel.
Em dizer aqui me arrisco
Gosto de Antonio Francisco
E Zé Saldanha do cordel.

Nasceu em Santana do Mato
Eu digo e não é um fato
Lá na fazenda Piató.
Em 23 de fevereiro
Nasceu esse guerreiro
Que da família é o xodó.

Mil novecentos e dezoito
Nasceu esse homem afoito
Já cheirando a poesia.
Sua primeira publicação
Foi o ‘’o preço do algodão’’
Que fez com toda alegria.

Com 17 anos somente
Esse rapaz valente
Entra no mundo do cordel.
Sua inspiração é divina
E até hoje nos fascina
Até os anjos no céu.

Lá no século passado
Seu cordel foi publicado:
Trinta e cinco era o ano.
200 livretos publicou
E muitos cordéis deixou
Esse grande ser humano.

Como Patativa do Assaré
Zé Saldanha também é
Um dos seus seguidores.
Fez muitas poesias matuta
E também mostrou a luta
Do nosso bravo agricultor.

Com 93 anos de idade
Patativa deixou saudade
E para o céu ele viajou.
E agora foi a vez do Zé
Que partiu com muita fé
Mas, suas poesias nos deixou.

E foi também com 93 anos
Que esse grande ser humano
Nos deixou com muita fé.
Não deixou nenhum inimigo
Foi se encontrar com o amigo
O Patativa do Assaré.

A cirurgia no instestino
Acabou com o destino
Desse grande trovador.
Deu uma grande complicação
Não resistiu a infecção
E partiu nosso sonhador.

Zé estava internado
A família ao seu lado,
Em São Lucas,o hospital.
Desde o dia 10 de junho
Que ele enfrentou a punho
A morte,nossa maior rival.

A morte não perdoa ninguém
Leva até os poetas também
Para eles recitar no céu.
Aumentou eles lá em cima
E os anjos todos se anima
Pra receber este menestrel.

Em 75 Saldanha foi o autor
Para alegria do trovador
De uma bonita associação.
Onde reunia os repentistas
E também os cordelistas
Da cidade e do sertão.

Lá reuniam os aboiadores
E também os glosadores
Junto com seu amigo fiel:
O vate José Milanez
Que eu digo desta vez:
Foi outro grande menestrel.

Em Currais Novos morou
E uma filha aqui deixou
A nossa Rita Saldanha.
Do pai é admiradora
Rita é uma sonhadora
De uma força tamanha.


O cordel foi a sua paixão
Tirava do seu coração
As histórias de amor.
Era um poeta inspirado
O seu verso era bem rimado
Era um grande rimador.

Uma neta dele querida
Disse que a sua vida
Era só escrever cordel.
E disse que uma vez falou:
‘’minha neta,um dia eu vou
Levar meu cordel pro céu.’’

-Ele escrevia todo dia
Aqui tem várias poesia
Espalhado por todo canto.
Ele era muito ativo,
Acho que ele tá vivo.
Dizia sua neta em pranto.

Era um grande cordelista,
Era também humanista,
Um filósofo do saber.
Passava o dia no computador
Esse poeta sonhador
Só pensava em viver.

Mas, em dois mil e onze,
No dia 9 de agosto,
Morre o José Saldanha
Nesse mês do desgosto.
Tirando da nossa poesia
Todo o prazer e o gosto.

Mudei o esquema da rima
Pois o poeta pode mudar.
O poeta só não pode
É nunca deixar de rimar.
E também ele não pode
É nunca deixar de sonhar.

As onze horas do dia
Foi o seu sepultamento.
Apesar da dor da perda
Eu digo nesse momento:
Zé Saldanha nunca sai
Do nosso pensamento.

Saldanha foi enterrado
Com honras e tudo mais,
No cemitério em Natal
Chamado Morada da Paz.
Descance em paz poeta
Nas regions divinais.

Já fazem dois anos que ele
Partiu desse nosso mundo.
Mas, deixou a sua marca
E seu desejo profundo:
‘’aqui eu vou fazer cordel
A toda hora ou segundo.’’

E para a sua familia
Eu digo nesse papel:
Vocês vão ver Saldanha
Com Patativa no céu
Um dizendo pro outro:
Viva o nosso CORDEL.

Fim